Quer gerar renda, mas não sabe como começar?
Mulheres que dependem financeiramente do companheiro também podem começar um negócio do zero. Saiba como
A dependência financeira do companheiro é uma realidade para muitas brasileiras. Isso pode se transformar em um problema sério quando o marido perde o trabalho, morre ou em casos de separação. A situação também pode ser dramática para mulheres vítimas de violência doméstica, pois algumas não denunciam os agressores por causa da falta de recursos para se manter.
Muitas mulheres desejam começar a gerar a própria renda, mas esbarram em pelo menos dois obstáculos: a falta de capacitação e de experiência no mercado de trabalho. Apesar disso, é possível mudar esse quadro.
“A maioria das mulheres que sofre violência não tem nenhuma formação. Elas dedicaram suas vidas a cuidar da casa e dos filhos e acham que não sabem fazer nada”, avalia Sueli Plácido, responsável pelo projeto social do Raabe, grupo que oferece apoio a mulheres. Ela afirma que a baixa autoestima impede muitas mulheres de enxergar as próprias habilidades. “Toda mulher tem um talento dentro de si, mas muitas estão com a autoestima abalada. A violência doméstica, por exemplo, neutraliza o talento da mulher. Nosso trabalho é resgatar a autoestima dela e mostrar que é possível mudar com autoconhecimento”, explica Sueli, referindo-se a um curso de empreendedorismo que o grupo está oferecendo a mulheres vítimas de violência na cidade de São Paulo.
Dá para começar do zero?
Toda mulher pode começar a gerar renda com os recursos que já tem. É o que afirma Sandra Oliveira Gonçalves, (foto abaixo) educadora social no Instituto Bem Maior, instituição que oferece cursos de capacitação para pessoas em situação de vulnerabilidade social. “O primeiro passo é decidir começar. Muitas pessoas até querem começar algo, mas pensam demais e nunca fazem nada. É melhor você começar rápido e pensar depois. Você acha que consegue fazer algo hoje? Então comece hoje”, diz.

Com base no método effectuation, desenvolvido pela indiana Saras Sarasvathy, Sandra afirma que é possível iniciar um pequeno negócio do zero. Para isso, é importante avaliar a própria história, habilidades e redes de contatos. “Se você tem recursos para vender churrasquinho, por exemplo, comece só com uma variedade e defina o valor que você pode perder caso o negócio dê errado. Assim, você vai ter a oportunidade de testar a ideia, ganhar experiência e errar sem perder muito dinheiro”, diz. Outro ponto é aprender a controlar os imprevistos que surgem pelo caminho. “É preciso ser flexível para reverter os obstáculos a seu favor, ou seja, fazer do limão uma limonada.”
O Instituto Bem Maior oferece vários cursos gratuitos em São Paulo, como corte e costura, ajustes e reparos de roupas, assistente de cabeleireiro, manicure, maquiagem, depilação e designer de sobrancelhas. “Nós do Instituto procuramos levar às mulheres ações positivas em busca do crescimento e da independência financeira. Assim faremos com que as mulheres tenham cada vez mais condição de crescimento pessoal e também aprendam a empreender”, afirma o coordenador do Instituto Bem Maior, Jeronimo Alves.
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