Quem quer um pouco de realização?
Muitas mulheres mendigam o que for em nome da satisfação pessoal, mas nada parece ser suficiente para elas
A busca por realização pessoal parece uma saga sem fim. Em algumas receitas, os ingredientes incluem boas doses de independência financeira com pitadas de satisfação profissional; já em outras, o rótulo do sucesso é estampado por uma família como as de publicidade de margarina, com um casal de filhos em torno da mesa enfeitada com flores. E, enquanto a conta bancária, os diplomas e o casamento com férias na Disney não forem riscados da lista de desejos, o nível de exigência continuará alto e poderá custar caro, com prejuízos como menos tempo para si mesma ou mais dinheiro gasto em procedimentos estéticos – como se o botox pudesse aliviar o anseio de se sentir realizada.
Assim, a cartilha cuja exibição de uma vida social estável é atraente para o ego e para os likes nas redes sociais determina que a mulher só se sentirá completa com a chegada da maternidade, se exercer a carreira dos sonhos, com muito dinheiro na conta bancária e com a palavra independência em primeiro lugar em sua vida. Essas regras absurdas fazem com que o cotidiano de qualquer mortal pareça insosso e cercado de tédio. Enquanto tentam alcançar o impossível, muitas pessoas têm sido consumidas por suas próprias vaidades, como alerta a Bíblia em Salmos 78.33.
Existe, contudo, uma realização que é pouco conhecida e, talvez, pouco apreciada e desejada, pois foge do foco deste mundo. Em uma meditação disponível na plataforma Univer Vídeo, Cristiane Cardoso indica que a mulher nunca vai se sentir completamente satisfeita se não buscar a maior realização que a alma dela deseja e precisa. “O que a nossa alma mais quer é fazer a Vontade de Deus e, por isso, ela nunca se satisfaz com nada neste mundo. Quando você faz a Vontade dEle, você alcança aquele nível de prazer que nada neste mundo pode lhe dar”, explica Cristiane. Segundo ela, isso acontece porque “quando Deus criou o homem e a mulher, Ele os fez para servir a Ele”.
PRIMEIRO, SEGUNDO E TERCEIRO LUGARES
O problema é que a ânsia de satisfazer os próprios caprichos a qualquer custo tem sufocado a principal necessidade de todas nós, que é servir a Deus. Esse fato pode não soar tão animador como uma passagem aérea para um lugar paradisíaco, afinal, nada parece ser tão agradável quanto fazer a própria vontade. Afinal, colocar a si mesma em primeiro, segundo e terceiro lugares é um álibi para que a mulher faça o que quiser, como desejar e na hora que bem entender. No entanto, por mais que façam mais para si mesmas, muitas mulheres continuam se sentindo inseguras, infelizes e insatisfeitas.
A verdade é que, enquanto a realização pessoal é instável, a realização espiritual – que é testificada pela Vontade dEle em nós – nos garante o que nenhuma outra “realização” é capaz. Ainda que nenhum plano saia do jeito esperado, a mulher que a tem se sente espiritualmente inabalável, como nos diz 2 Coríntios 4.8-9: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos”.
Obviamente, a realização que vem do Alto custa a disposição de cada uma em ser, muitas vezes, contrariada pela Palavra de Deus, que é a Verdade. Contudo, “quando escolhemos fazer a Vontade de Deus, tudo o que fazemos tem proveito”, diz Cristiane. E isso nos liberta de muitos questionamentos. “Você vai se tornar aquela mulher que não precisa ser empoderada ou o centro das atenções. Quanto menos de mim, mais valor eu tenho; mas, quanto mais de mim, quanto mais faço a minha vontade, menos valor vou ter. Esse é o segredo. Quer ter autoestima? Faça a Vontade de Deus. Ele lhe dá esse prazer”, finaliza.
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