Que tal sair da zona de conforto?
Muitos homens nem notam que estão presos a ela
Um dia, um italiano resolveu literalmente sair da terra firme e singrou mares desconhecidos – na época, tão desconhecidos que havia o temor de que a Terra fosse plana e terminasse em uma colossal catarata cósmica. O nome dele era Cristóvão Colombo, que não só provou que nosso planeta era redondo como descobriu um novo continente em 1492. Você deve conhecer
a história.
Muito antes dele, certo ancião saiu de sua terra com todos os seus bens e familiares, atendendo a um chamado pessoal do Próprio Deus. Seu nome era Abraão, já próspero onde estava, mas que partiu sem questionar, apesar de pôr em risco sua família e seu patrimônio. Quase todos nós, em todo o planeta, devemos ao temor que ele tinha ao Altíssimo a nossa existência mundo afora, descendentes dele que somos.
Pulando para 1969, outros homens também foram longe como Colombo e Abraão, mesmo não tendo nem terra nem água sob eles, como seus antecessores. Os norte-americanos Neil Armstrong e Buzz Aldrin chegaram à Lua e foi a primeira vez que seres humanos pisaram no solo extraterrestre na história.
Em comum, esses quatro homens e seus seguidores tinham algo: deixaram sua aparente segurança e enfrentaram situações e lugares quase sem garantia nenhuma que olhos humanos pudessem ver, materialmente falando – e fizeram história.
Claro que alguns tentaram as mesmas façanhas antes e depois deles, ficaram pelo caminho ou até morreram. No entanto nem por isso os citados aqui anteriormente desistiram. Colombo deu origem ao Novo Mundo. Armstrong e Aldrin só serão superados por quem pisar outros planetas – mesmo assim, foram os primeiros a literalmente caminhar fora da Terra. Abraão superou todos esses três, pois teve Deus como seu maior patrocinador e contou com Sua providencial proteção para formar um mundo ainda mais novo que o do navegador italiano. Seu desafio foi, acima de tudo, espiritual e o melhor é que ele venceu.
Quem esteja com este jornal em mãos ou lendo em uma tela pode achar que é muito diferente desses pioneiros, mas há algo que o une a eles: todo homem se vê diante de situações limite e sua vida se divide entre antes e depois delas. É o popular e batido – apesar de verdadeiro – sair da zona de conforto.
A zona de conforto é, como o próprio nome diz, confortável. Não há nada de errado em gostar de conforto e de curtir suas conquistas. Há momentos da vida que devemos usufruir: aquele emprego querido, a conta bancária no azul, o alívio depois de pegar seu diploma do curso superior. Mas são fases e, como tal, acabam e serão sucedidas por novas. No entanto alguns teimam em se prender a esses “cativeiros confortáveis” e a consequência é a estagnação, ao passo que um futuro brilhante os espera logo ali na frente.
Como a zona de conforto é uma fase, deve ser seguida por outras: a primeira é a do medo, quando o desconhecido se apresenta sem nenhuma garantia. Depois que o desconhecido se torna conhecido, vem a do aprendizado, quando o homem entende como explorar o que se apresentou. Então é a vez da zona do crescimento, quando ele começa a conquistar e curtir os frutos de sua ousadia em não ficar “empacado” no conforto de antes.
O homem acostumado ao senhorio de Deus não costuma temer o desconhecido. Ele segue literalmente o versículo que diz “porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á (Mateus 7.8). Claro, o homem revestido do Espírito Santo sabe onde pisa e, vigilante de sua conduta, age realmente como homem: “vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos” (1 Coríntios 16.13).
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