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Notícias | 29 de Março de 2021 - 12:31


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Saiba como garantir uma vaga que o mercado oferece

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Uma das maiores preocupações atuais do brasileiro é com o trabalho. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 14 milhões de brasileiros buscam recolocação e a disputa por uma vaga nem sempre é saudável. Há casos em que as pessoas passam horas em filas para entregar currículos que nem sequer serão avaliados, dadas as exigências para cada cargo. Então, como se preparar para concorrer, ingressar e evoluir em um mercado de trabalho que quer pessoas jovens com experiência e muitas vezes rejeita a dos trabalhadores mais maduros?

Para Marcelo Neri, diretor do FGV Social na Fundação Getulio Vargas, quem mais sofre com as dificuldades que o mercado impõe é o jovem de 15 a 29 anos. “Ele é o principal perdedor, com menos 14% em termos de renda, não só na pandemia atual, mas desde 2013, 2014, incluindo não só salário, mas ocupação, participação e jornada. Nessa crise, eles perderam mais do que outros grupos”, explica.

Neri destaca que a proporção de jovens que nem trabalham nem estudam está em um nível nunca visto antes: “o que explica a alta deles é o nível recorde de problemas de ocupação, bem mais alto para eles durante a pandemia do que os outros pontos, mesmo que haja um recorde de matrículas escolares de jovens, talvez aproveitando esse momento da crise para estudar, mas sem oportunidade no mercado de trabalho”, avalia.

Mas não são somente os jovens que têm problemas para ocupar vagas. Conforme um recente levantamento da IDados (consultoria especializada em análise de dados e soluções para a produtividade de empresas), feito a pedido da BBC News Brasil, a alta da taxa de desemprego foi proporcionalmente maior para o grupo de 50 anos ou mais, superando os 7% pela primeira vez na história.

Neri é categórico em afirmar que a mudança desses panoramas passa pela qualificação. “Com a realização de cursos técnicos o salto de renda e de ocupação é tão maior quanto mais alto é o nível dos cursos. Um curso de qualificação mais básico, por exemplo, aumenta em até 8% a renda dos trabalhadores; o de ensino médio gera um retorno em torno dos 15%, enquanto em um curso de tecnologia o retorno é de cerca de 20%. O retorno do curso superior ainda é alto no Brasil”, avalia.

Para Jacqueline Cerqueira, fundadora e diretora da Holos DHO, o estudante precisa valorizar o estágio. “É uma oportunidade ímpar. É nele que definimos que tipo de segmento vamos seguir na carreira. Nem sempre o emprego efetivo vai dar bom resultado no fim da carreira e o estágio, em perspectiva, pode ser mais favorável do que ter um emprego para abrir portas futuramente”, avalia.

Jacqueline diz que para disputar melhor as vagas é preciso estar atento às áreas em ascensão. “Além da área de tecnologia da informação, na de agronegócios houve um grande incremento, não só para os técnicos agrícolas ou engenheiros, mas também para logística e suprimentos. Uma dica é se cadastrar em sites profissionais e participar de posicionamentos no LinkedIn, escrever comentários relevantes nos posts e entrar em sites como o Maturi Jobs, que é uma instituição que absorve profissionais na faixa etária de 50 anos e mais”, sugere.

Ela também diz que a nossa economia é constituída de micro e pequenas empresas e muitos só querem trabalhar em grandes empresas. “O profissional precisa estar aberto para ir onde tem trabalho e talvez sair dos grandes centros. Pode ser uma nova experiência de vida para ele. É preciso lembrar que todo empregado é contratado por suas competências técnicas e demitido pelas competências comportamentais. Por isso, é importante se conhecer e se avaliar antes de qualquer processo seletivo”, conclui.


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  • Eduardo Prestes / Arte: Eder Santos 


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