Qual é a sua guerra?
Cada um pode escolher suas lutas. O homem inteligente busca aquelas que trarão boas recompensas
O que você define como guerra? Recentemente, o presidente de honra de uma torcida organizada do Palmeiras divulgou um vídeo falando da briga entre torcidas que tinha acabado de acontecer. No caso, palmeirenses apanharam de cruzeirenses, ficaram insatisfeitos e questionaram as lideranças da organizada.
Para acalmar os ânimos, o presidente mandou o citado vídeo em um grupo de WhatsApp e pediu para que não fosse “vazado”. Ali ele afirma que o que aconteceu é normal: “faz parte da guerra bater e faz parte da guerra apanhar também. Faz parte da guerra ganhar e faz parte da guerra perder também”.
O brigão defende que a torcida tem entendimento de como é o campo de batalhas e que todos foram às ruas sabendo que poderiam sair ganhando ou perdendo. Ele ainda chamou os participantes dessa animalidade de “rapaziada heroica”.
Mas uma briga de rua deve ser chamada de guerra? Cada um pode escolher o que enxerga como guerra: a luta em busca de um emprego melhor, a busca pela Salvação ou uma troca de socos causada pela paixão pelo time de futebol.
Certamente, a última escolha também pode ser chamada de imaturidade, burrice, falta do que fazer…
A briga entre torcidas organizadas é apenas um dos muitos exemplos de que homens sem Deus, sem juízo e sem inteligência procuram motivos fúteis para supostamente “descarregarem a testosterona” em práticas mesquinhas e nocivas.
Bem descreve a Bíblia, em Provérbios 14.16, que “o sábio teme, e desvia-se do mal, mas o tolo se encoleriza, e dá-se por seguro”.
Escolher lutar a guerra entre marmanjos que torcem para times diferentes não é outra coisa senão tolice e a recompensa não é proveitosa.
Qual guerra você escolhe?
O homem inteligente sabe escolher suas guerras. Afinal, ele vai dedicar toda sua força na tentativa de vencer aquele obstáculo. Se isso será feito, tem que ser por algo que trará benefícios verdadeiros e não uma briga de torcidas em que o “vencedor” ganha apenas a fama de mais violento.
É fato que todo homem participará de uma guerra em algum momento. Mas existe diferença entre a guerra feita pelo puro combate, pela sensação de poder e de falsamente se provar o mais forte porque “venceu” o oponente – se é que dá para chamar isso de vitória – e aquela por motivos corretos, por defender o que é certo, justo e bom.
Será que o homem que escolhe brigar por futebol, em vez de curtir o momento de ócio positivo, está defendendo algo certo, justo e bom? É claro que não – e o homem inteligente sabe disso.
Se você ainda não descobriu em qual guerra precisa estar atualmente – se é no mercado de trabalho, contra a obesidade, para criar bem os filhos ou seja lá qual for –, lembre-se que você já é uma peça fundamental na guerra que o diabo trava contra Deus. O mal quer a sua alma a qualquer custo e está empenhado em levá-la para o sofrimento eterno. É seu papel nessa guerra lutar contra isso e usar a armadura de Deus, descrita em Efésios 6.14-17: “Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça e tendo os pés calçados com a prontidão do Evangelho da paz. Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do maligno. Usem o capacete da Salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus”.
Homem, converta sua sanha de lutar por lutar em algo positivo, que trará a maior recompensa possível: a Salvação. Só quem faz essa escolha pode se considerar um vitorioso de fato.
English
Espanhol
Italiano
Haiti
Francês
Russo