Programas sociais levam acolhimento a mais de 600 mil pessoas no Dia de Finados
Consolador, DTC e Projeto Help ofereceram escuta e orientação a enlutados, com distribuição de água, lanches e materiais informativos
No dia 2 de novembro, data em que muitas pessoas visitam cemitérios, voluntários dos programas Consolador, Depressão Tem Cura (DTC) e Projeto Help estiveram em diferentes regiões do Brasil. As ações ofereceram acolhimento, escuta e orientações sobre saúde emocional, além de assistência social. Somadas, mais de 607 mil foram alcançadas no país.
Em sua 16ª edição, a ação do Consolador chegou a 440 mil pessoas em mais de 2,2 mil cidades brasileiras, com o trabalho de 35 mil voluntários. A mobilização ocorreu em 26 estados e no Distrito Federal. Em São Paulo, foram 124 mil beneficiados e aproximadamente 10 mil voluntários envolvidos. Durante as atividades, foram entregues 115 mil garrafas de água e 81,5 mil lanches, entre bolos, sanduíches e sucos. Nos últimos três anos, o programa chegou a quase 1,7 milhão de alcançados.

“A dor pela perda de um familiar é marcada por sentimentos profundos de tristeza e saudade. Por isso, é importante que essas pessoas encontrem espaço para falar sobre o que estão vivendo e recebam cuidado”, destaca Alexandre Queiroz, responsável pelo Consolador, destacando a importância de oferecer atenção a quem enfrenta o luto.
A necessidade de amparo sem julgamentos nesses casos é evidenciada também pela ciência. Uma pesquisa brasileira identificou que 10,43% dos participantes apresentaram indicadores de luto prolongado. O estudo, publicado na revista Psicologia: Teoria e Prática, avaliou adultos que haviam perdido pessoas próximas e reforçou a importância de reconhecer quando o sofrimento persiste e exige cuidado.
DTC leva orientação sobre saúde emocional a cemitérios
Pelo segundo ano, o DTC realizou a ação Stop Depression no Dia de Finados. A iniciativa foi levada a 86,2 mil pessoas em 750 cidades brasileiras, com a participação de 5 mil voluntários. Em São Paulo, 25 mil foram alcançadas. Ao longo da ação, também foram entregues mais de 80 mil materiais informativos, entre livros, revistas e folhetos, com conteúdo sobre saúde mental e a importância de buscar uma rede de apoio.

Fredson Carvalho, responsável pelo DTC, ressalta o papel da escuta e do aconselhamento durante essas abordagens: “Acolher e ouvir pode fazer a diferença na vida de quem está passando por um momento difícil”.
Em Belém, no Pará, Jefferson Rocha encontrou o DTC no Cemitério Santa Izabel e compartilhou sua experiência: “Já passei pela depressão e sei o quanto é fundamental procurar ajuda”.
Projeto Help oferece escuta e acolhimento
O Projeto Help, com a ajuda de quase 3,9 mil voluntários, beneficiou 81,4 mil pessoas em todo o Brasil. Em São Paulo, foram atendidas 22,8 mil. O programa atua na prevenção da depressão e da ansiedade e na valorização da vida, por meio de ações de conscientização, escuta ativa e acolhimento sem julgamentos.

Durante o dia, os voluntários seguraram cartazes com os dizeres “Se precisar de um abraço, estou aqui” e ofereceram espaço para conversas e orientação a quem precisava falar sobre sentimentos e dificuldades pessoais. Uma das ferramentas utilizadas pelo projeto é o Cantinho do Desabafo, ambiente reservado para que as pessoas possam compartilhar o que estão vivendo e receber apoio.
A dimensão dessas ações acompanha a alta movimentação registrada nos cemitérios durante o feriado. Na capital paulista, o público nos 21 cemitérios e no Crematório Vila Alpina chegou a 336,9 mil pessoas, conforme levantamento da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo (SP Regula). O número de visitantes subiu aproximadamente 60% em comparação ao mesmo período do ano anterior, que somou 210,6 mil passagens.

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