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Notícias | 16 de Outubro de 2021 - 19:59


Por que é preciso parar de associar masculinidade a homens tóxicos

Homens com características masculinas não são abusivos, pelo contrário. Por isso, é necessário saber diferenciá-los dos reais agressores

Por que é preciso parar de associar masculinidade a homens tóxicos

A voz da mulher está sendo levada mais a sério. Assim, vítimas de abuso têm criado coragem para denunciar casos de violência doméstica e buscar apoio. Sabemos que muitas ainda sentem medo e acabam aceitando o ciclo de violência, por isso campanhas de conscientização aumentam a cada dia com o intuito de atingir esse público.

No entanto, apesar desses avanços, alguns grupos que encorajam essas mulheres a denunciarem situações de abuso e violência doméstica também lançaram uma tendência que está causando uma grande confusão. O termo “masculinidade tóxica” vem sendo utilizado para definir homens agressores e misóginos. Por causa disso, as pessoas estão confundindo masculinidade com comportamento predatório/abusivo. E muitos homens estão sendo tachados de opressores apenas por serem homens.

Em dezembro do ano passado, o ator americano Harry Styles foi o primeiro homem a estampar a capa da Vogue. O que chamou atenção foi o fato de ele estar vestindo roupas femininas. Styles se autodeclara heterossexual, então, a ideia central da mais conceituada revista de moda do mundo foi mostrar que os homens podem e devem se tornar mais femininos.

“Não há sociedade que possa sobreviver sem homens fortes. No Ocidente, a feminização constante de nossos homens ao mesmo tempo em que o marxismo está sendo ensinado aos nossos filhos não é uma coincidência. É um ataque direto. Traga de volta homens viris”, declarou na época a ativista política Candace Owens.

Desconstrução nada benéfica

A capa da Vogue é apenas mais uma das iniciativas que buscam desconstruir o que significa “ser homem” e que dizem querer aproximar cada vez mais os homens do universo feminino.

Mas, a verdade, está havendo um grande mal-entendido sobre a natureza do homem. A masculinidade, apesar de estar acumulando conotações negativas, em sua forma mais saudável é boa e necessária.

Homens masculinos têm um profundo respeito pelas mulheres, são educados, gentis, atenciosos, não se irritam facilmente, têm uma visão clara do que é certo e justo e, no final das contas, se preocupam em proteger quem precisa de proteção. Em outras palavras, eles são masculinos. Homens tóxicos não são nada masculinos.

É preciso saber diferenciar o homem de verdade do homem abusador. Enquanto a masculinidade revela as virtudes, a toxicidade mostra quanto homens predadores não são nada masculinos, porque são covardes, egoístas, sem princípios, imprudentes, ou seja, tóxicos.

Precisamos saber identificar quem é o verdadeiro inimigo, e a masculinidade não é algo de que devemos nos envergonhar ou expulsar dos homens, pelo contrário. Uma coisa é condenar a agressividade, outra, bem diferente, é demonizar a biologia humana.

Diferenças necessárias

Percebo que muitos homens relutam em assumir sua masculinidade por medo de serem rotulados como “tóxicos”. Não podemos afirmar que um homem, apenas por ser homem, é opressor e sexista. Isso caracteriza uma atitude preconceituosa. Mas, infelizmente, já está acontecendo com as novas gerações: estamos formando jovens que pensam assim e consideram ser masculino sinônimo de ser agressor.

Por isso, é preciso ir contra esse movimento e usar a inteligência. Ao longo da história, homens e mulheres sempre tiveram papéis diferentes, importantes e complementares. As diferenças foram essenciais para a sobrevivência humana.

Apesar de estarmos vivendo novos tempos, em que todos precisam se adaptar, homens e mulheres seguem com as mesmas características biológicas, e essas continuam sendo essenciais para a nossa vida na Terra. Não devemos diminuir nem apagar as características de cada um, afinal, não há nada de errado em ser homem ou em ser mulher. Não é mesmo?


Por que é preciso parar de associar masculinidade a homens tóxicos
  • REFLETINDO SOBRE A NOTÍCIA POR ANA CAROLINA CURY | Do R7 / Foto: Istock 


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