Por mais de 40 anos, nenhum tratamento foi capaz de curá-la
Lia Gonçalves sofreu da infância à vida adulta. Saiba como ela restabeleceu sua saúde mental, física e espiritual
A aposentada Lia Gonçalves (foto abaixo), de 65 anos, conta que desde que se conhece por gente tem uma vida praticamente dentro de um hospital: “quando eu era mais nova, vivia mais internada do que em casa. Eu era bem doente e, desde criança, tomava gardenal (medicamento sedativo e anticonvulsivante). Eu tinha ataques epiléticos, desmaios e precisava ser constantemente medicada com vários remédios, até que cheguei ao tarja preta”, relata.
A partir dos 15 anos, Lia deixou de sofrer apenas com as doenças físicas e passou a sofrer com uma doença mental e espiritual ainda mais grave: a depressão. Ela conta como a enfermidade se apossou dela: “nessa idade, tive uma tristeza muito grande na vida, pois me acusaram de uma coisa que não fiz e, na minha fraqueza, achei que, tomando soda cáustica, acabaria com tudo”. Ela foi acusada de roubo na empresa em que trabalhava depois de cometer uma distração que só foi esclarecida dias depois. Antes que a verdade aparecesse, porém, ela tinha entrado em coma por causa da tentativa de suicídio. “Eu expelia sangue pelo nariz, pela boca e pelos ouvidos. Depois de sobreviver a esse episódio, tive gastrite e ainda continuei nutrindo pensamentos de suicídio e fiz várias tentativas. Tentei até me enforcar, mas não consegui”, cita.

Aos 17 anos, ela foi forçada a se casar e, desde então, foram décadas de sofrimento com o agravamento da depressão, doença que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a “mais paralisante do século”. A enfermidade permaneceu até o falecimento de seu neto de cinco meses de vida. “Ele adoeceu no domingo e morreu de segunda para terça. Esses eventos trouxeram mais prejuízos à minha saúde”, ressalta.
Remédios e hospitais
Convivendo com a depressão desde a adolescência, ela se submeteu a tratamentos que incluíram acompanhamento com psicóloga, psiquiatra e uso de antidepressivos fortes. “Não tive nenhum resultado. Eu não tinha vontade de sair de casa. Aliás, por vezes, pensei em colocar fogo na casa. Eu tinha medo de viver.
Para a minha família, já era normal eu viver em hospital e para mim também. Eu achava que aquela era a minha vida. Já tinha me acostumado e pensava que o que viesse seria lucro. Eu não via importância na minha vida e não era feliz. Até tentei me apegar a alguém, pois achava que haveria melhoras e, quem sabe, de alguma forma, me sentiria útil. Contudo a história se repetia: no fim, o que sobrava era um vazio enorme e uma tristeza que parecia sem fim.”
O QUE É DEPRESSÃO?
De acordo com o Ministério da Saúde, a depressão “é um problema médico grave e altamente prevalente na população”.
Dentre as causas, estão a genética, a bioquímica cerebral provocada com a deficiência de neurotransmissores como noradrenalina, serotonina e dopamina, relacionados à atividade motora, apetite, sono, recompensa e humor, e eventos vitais.
Com relação aos fatores de risco, figuram na lista estresse, ansiedade, disfunções hormonais, traumas psicológicos, conflitos conjugais, mudança brusca de condições financeiras e desemprego.
Entre os sintomas estão humor depressivo com sensação de tristeza, autodesvalorização e sentimento de culpa, retardo motor, falta de energia, preguiça ou cansaço excessivo, lentificação do pensamento, falta de concentração, queixas de falta de memória, de vontade e de iniciativa, insônia e apetite alterado. O diagnóstico é realizado pelo profissional da saúde.
Fonte: Ministério da Saúde.
NOVA VIDA
Tudo mudou quando Lia conheceu a fé, há seis anos: “cheguei pela primeira vez na Universal em um dia 16 de agosto, com desejo de suicídio e com outra tentativa preparada. Tinha até deixado uma carta guardada para os meus familiares. Naquele dia, enquanto andava sem rumo, me deparei com uma Universal. Entrei e chorei muito porque, além de sentir dor, achava que aquele momento da minha vida era meu fundo do poço e que, mais do que nunca, a vida não fazia nenhum sentido. Dois casais de pastores chegaram a me acompanhar até a minha casa e conversaram com a minha família. No final de semana seguinte, eu fui à Igreja com meu filho, minha nora e meu neto. A partir daquele dia brotou uma sementinha dentro do meu coração e notei que algo em mim já tinha mudado”.
Desde então, uma nova Lia surgiu. “Antes, quando os problemas surgiam, eu me entupia de remédio e desejava morrer. Hoje, eu sou a Lia que sempre quis ser e que, no passado, não fui.” Ela conta que se batizou e alcançou a paz e a alegria que só Deus é capaz de proporcionar: “sou realizada. Não há nada nem ninguém neste mundo que abale minha Fé, que tire o que Deus me deu. Tenho prazer de viver, de ter família, de cuidar da minha casa e de cuidar do próximo. Eu até voltei a estudar. Quero viver e tenho sonhos. Essa Lia que nasceu de Deus viverá até meu último respiro e não vai buscar só por si mesma ou pelos seus, mas também pelos que necessitam da Palavra de Deus. Hoje agradeço a Ele todos os dias pela vida. Ele é o que tenho de mais precioso.”
Para o Bispo Misael Silva, que lidera a Corrente dos 70 no Templo de Salomão, em São Paulo, a cura do corpo e da alma é possível pela Fé, ainda que, em muitos casos, a situação pareça irreversível: “convidamos você a resolver o problema utilizando a fé. Eu creio no milagre da resolução daquilo que há muito tempo você está lutando para resolver e não conseguiu ainda”.
A Corrente dos 70, que visa o restabelecimento da saúde, acontece todas as terças-feiras, no Templo de Salomão e na Universal mais próxima de você. Clique aqui e encontre um endereço.
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