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Notícias | 8 de Maio de 2022 - 00:05


“Por dentro, eu odiava todos e até a mim mesma”

Apesar de estar dentro da igreja, Leticia da Silva vivia de enganos e lidou com vícios, depressão e crises de pânico até reconhecer que precisava assumir a sua fé

“Por dentro, eu odiava todos e até a mim mesma”

Quando se observam casos de conversão à fé cristã, em geral, as pessoas convertidas viveram por anos no mundo sem nunca terem ouvido falar de Deus ou afastadas da Igreja. No entanto essa não é a história de Leticia da Silva, de 22 anos, que chegou à Universal na infância e passou anos usando a máscara da religiosidade, enganando a si mesma e a todos.

Ela não tinha um bom relacionamento com a família. Seus pais se separaram quando ela tinha dois anos. Seu pai passou a rejeitá-la e sua mãe era agressiva, o que fazia com que Leticia pensasse que ninguém gostava dela e nutrisse ódio por todos. Sua mãe engravidou e o nascimento de seu irmão piorou a situação: “eu odiava meu irmão. Ele nasceu muito doente e eu precisava cuidar dele porque minha mãe tinha que trabalhar e, muitas vezes, tentei matá-lo”.

Por conta da doença de seu irmão, a mãe de Leticia conheceu a Universal e passou a levar os filhos consigo às reuniões e correntes. Ela tinha nove anos na época e começou a ir à igreja apenas por obrigação.

O engano
Leticia diz que passou a viver de mentiras. “Como eu era muito carente, fazia de tudo para agradar às pessoas e comecei a ter dupla personalidade: na igreja eu era uma pessoa ativa, fazia tudo para que as pessoas me elogiassem e falassem que eu era uma menina de fé, mas, por dentro, eu odiava todos e até a mim mesma. Comecei a ter depressão e, aos 11 anos, tentei me suicidar”, conta.

Por muito tempo, Leticia viveu tentando enganar a todos, mas foi se afundando cada vez mais. Apesar de frequentar a igreja, ela começou a beber, a fumar, a se automutilar e entrou em um relacionamento pensando que seu sofrimento decorresse do fato de estar sozinha. Pouco depois, ela passou a ter crises de pânico em casa e, depois, em público.

Ela recorda que recusava toda e qualquer ajuda e dizia aos obreiros e pastores que sabia levar sua vida sozinha. “Eu não conseguia acreditar em um Deus que me via sofrer e não fazia nada, mas, quando comecei a ter crises de pânico na rua, me vi no inferno, sentia que a qualquer momento poderia morrer e sabia para onde iria a minha alma”, conta.

A tomada de decisão
Leticia conhecia a Palavra de Deus, sabia o que tinha de fazer e tentou mudar com a força do braço, mas percebeu que seu antigo relacionamento a atrapalhava. “Foi quando tomei a decisão de largar amizades, aquele relacionamento, o vício da automutilação, tudo. Eu não quis nem falar com o pastor e fui direto para o Altar. Vomitei tudo o que tinha dentro de mim e todos os dez anos que passei na igreja fingindo que estava bem”, relata.

A partir desse momento, ela assumiu sua fé, passou a obedecer aos Mandamentos e deixou as farsas no passado. Além disso, ela pediu perdão e a ajuda de Deus para preencher seu vazio e Ele a atendeu. Com o Espírito Santo, sua mudança interior começou a se refletir em seu exterior: “nasceu outra Leticia, completamente diferente. Eu me olhava no espelho e não me reconhecia mais”.

Segundo ela, desde então, seu jeito de falar, de pensar e de tratar as pessoas se transformou. “Hoje sou muito amorosa, carinhosa, quero que minha família esteja comigo em todos os momentos e luto, usando minha experiência e fé, para que outras pessoas não passem pelo que passei”, finaliza.


“Por dentro, eu odiava todos e até a mim mesma”
  • Laís Klaiber / Fotos: Cedidas e Demetrio Koch 


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