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Notícias | 18 de Setembro de 2022 - 00:05


“Por causa da fé, fui trancada em um quarto e fiquei uma semana sem comer”

“Por causa da fé, fui trancada em um quarto e fiquei uma semana sem comer”

Imagine ser proibido de pegar a Bíblia nas mãos até mesmo dentro da própria casa. Parece algo que soa distante para muitas pessoas, mas é uma situação constante na vida de muitas outras. Por isso, a Folha Universal inicia, a partir desta edição, a série Presos & Livres, com depoimentos de pessoas que, em razão da Fé na Palavra de Deus, sofreram perseguições, agressões, torturas e até ameaças de morte. Essas pessoas conviviam com a repressão imposta por leis, doutrinas, religiões e tradições, mas alcançaram a liberdade espiritual.

Neste primeiro capítulo, você lerá a seguir o relato da Adja, que passou por situações inimagináveis depois de sua conversão ao cristianismo. Adja sofria com dores no corpo e na cabeça e tinha perturbações noturnas. Ela já tinha buscado soluções em outros lugares, até que, em 2007, ao ouvir um programa de rádio, decidiu ir à Universal. Por meio da fé, ela foi curada e, a cada vez que participava das reuniões, ela firmava seu relacionamento com Deus. Depois do seu batismo nas águas, a perseguição à sua fé começou.

“Eu nasci em uma família muçulmana e depois que conheci a Palavra de Deus encontrei todo tipo de dificuldade e de dor. Assim que eu entreguei a minha vida ao Senhor Jesus, meu marido (com quem era casada na época), começou a me causar problemas. Ele me impedia de meditar na Palavra de Deus e de colocá-La em prática, me insultava e me batia.”

Por pertencer a uma família com outra tradição religiosa, Adja passou a ser agredida constantemente. “Eu não podia ler a Bíblia e, cada vez que eu fazia isso, meu marido me agredia, jogava água em mim ou me amarrava ao pé da cama. Outras vezes, ele pegava a Bíblia para rasgá-la ou queimá-la e depois me batia mais. Eu nem ousava carregá-la em minhas mãos. Em razão disso, eu a escondia atrás da minha casa. Mesmo assim, ele a achava”, conta.

Ela lembra de um episódio em que sofreu muito: “certa vez, ele me impediu de dormir no quarto e me expulsou de lá. Fui dormir no chão da sala, mas ele me expulsou de lá também. Quando eu ia para o banheiro para orar, ele pegava uma bacia com água e a lançava sobre mim”.

Até que, certa vez, ele a expulsou de casa à noite e ela foi obrigada a ir para a rua. “Eu dormi na rua e depois retornei para casa. Então, ele me encontrou no banheiro orando e mais uma vez me expulsou.Dessa vez usou um facão. Assim, eu fugi de casa para viver na rua e sem ter o que comer.” Adja permaneceu na rua por duas semanas. A atitude do marido foi uma tentativa para que ela desistisse da Fé cristã. Afinal, em casa ela tinha tudo de que precisava para se satisfazer, na visão de sua família, mas ela continuava firme em sua convicção.

Certa vez, Adja estava buscando a Deus em uma vigília quando o marido surgiu para tentar novamente impedi-la de continuar frequentando a Igreja: “lá ele me bateu na frente de todos, me arrastou até nossa casa, me amarrou ao pé da cama e me deixou lá até o dia seguinte. Quando meus familiares chegaram, ele disse a eles que eu tinha me convertido e todos passaram a me odiar.

Então, ele me levou aos líderes religiosos e disse a eles que eu tinha enlouquecido”.

A família de Adja, na tentativa de também fazê-la desistir da Fé, a sequestrou e a levou para outra localidade, onde ela teve de ficar longe dos filhos. “Minha família me levou para outro país e lá fui trancada em um quarto e fiquei sem comer. Como eu tinha dito que não comeria mais carne sacrificada a ídolos, então meus familiares me diziam que se eu não comesse iria morrer. Depois disso, eles pagaram um feiticeiro com a intenção de que ele me ‘curasse’. E eu fiquei assim: amarrada no quarto e permaneci lá por uma semana.”

A pressão continuava, mas Adja só tinha olhos para Deus. “Certo dia, às 4 horas da madrugada, quando eu estava muito cansada, meu tio abriu a porta e disse às suas esposas que eu sairia de lá. Então, fui levada de volta para o meu marido que, depois, me ameaçou, me espancou, me torturou e chamou os líderes religiosos. Eles me levaram para a polícia e fizeram uma falsa acusação contra mim e fiquei presa por um período.”

Depois que ela saiu da prisão, as chantagens continuaram: “foi aí que meu marido queimou minhas roupas, pegou de volta o carro e as joias que tinha me dado no passado, tirou meus filhos de mim e me expulsou de casa novamente sem nada. Tive que dormir na rua, pois minha família inteira me odiava.”

Mesmo sob pressão, Adja continuava certa de suas atitudes. “Onde eu morava havia um programa de rádio em que usavam meu nome para dar informações falsas sobre a minha vida. Ninguém me amava. Quando eu ia comprar comida, todos fugiam de mim. Era como se eu tivesse colado algo ruim sobre meu corpo e eu não fosse uma pessoa. Mesmo com tudo isso, eu pensava na Palavra de Deus e me fortalecia mais ainda. Apesar de todos me rejeitarem, eu sabia que não estava sozinha, pois eu tinha a Presença de Deus comigo.”

Hoje, Adja vê o resultado de sua entrega: “eu perseverei, atravessando tudo isso e outras coisas piores que eu nem posso contar, e sempre mantive a alegria de viver, nunca me arrependi de ter entregado minha vida a Jesus e Ele nunca me deixou”.

Hoje, a vida dela foi restaurada. “Sirvo a Deus como obreira e minhas filhas, as que o pai havia levado, tomaram a decisão de voltar para mim e a mais velha também serve a Deus. Eu agradeço a Ele por ter me escolhido. Todas essas pessoas que me perseguiam agora vêm atrás de mim. Hoje elas falam e convivem comigo. Meu tio que me levou para a sua casa em outro país e me trancou lá diz que eu sou a afilhada preferida dele e, no meu bairro, todos dizem que se fosse possível outras pessoas serem como eu, elas seriam felizes.”

Com base em sua experiência, ela aconselha: “você que está na Casa de Deus e escuta a Palavra dEle, que tem a oportunidade de pegar a Palavra e lê-La na sua casa, no seu bairro, na sua família e ninguém impede você disso, valorize-A, porque você não A está recebendo em vão. Quando sofria perseguição, eu estava cansada, mas o que me fortalecia era a Palavra de Deus. Eu lia que existiram homens de Deus que passaram por dificuldades como eu passei, mas que também perseveraram, como Estevão, que apanhou, foi apedrejado e guardou a fé”.

Adja assegura que a sua perseverança na Salvação continuará sendo constante. “Você que tem a Bíblia à disposição, decida conhecer o Senhor Jesus, porque Ele é Vida e temos que guardá-La preciosamente. Eu persevero todos os dias para que no meu último dia eu possa encontrar o Meu Senhor Jesus”, conclui.


“Por causa da fé, fui trancada em um quarto e fiquei uma semana sem comer”
  • Redação / Foto: Getty images 


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