Pesquisa do IBGE alerta sobre a saúde mental dos adolescentes

Veja como o projeto Depressão tem Cura pode ajudar os que enfrentam esse tipo de problema

Imagem de capa - Pesquisa do IBGE alerta sobre a saúde mental dos adolescentes

Uma recente pesquisa do IBGE lança luz sobre a realidade da saúde mental dos adolescentes nas escolas brasileiras e revela um cenário que exige atenção. Os dados mostram que, por trás da rotina escolar, muitos jovens enfrentam desafios silenciosos — especialmente as meninas, que aparecem de forma consistente como as mais impactadas em indicadores ligados à saúde mental.

O que está acontecendo:

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2024 ouviu mais de 118 mil estudantes, entre 13 e 17 anos, de escolas públicas e particulares em todo o país.

O estudo coletou dados que indicam níveis elevados de sofrimento emocional entre adolescentes.

Os números-chave:

  • 58,1% das meninas relataram sentimentos frequentes de tristeza, irritação e nervosismo;
  • 25% afirmaram que “a vida não vale a pena ser vivida”;
  • 43,4% disseram já ter sentido vontade de se machucar de propósito;
  • Mas entre os meninos, esse número é de 20,5%.

Pressão estética em alta:

Mais de 40% dos adolescentes não estão satisfeitos com o próprio corpo,

A insatisfação aparece como um fator relevante no bem-estar emocional.

Assista abaixo a reportagem do Jornal da Record na íntegra:

Nas entrelinhas:

Os dados revelam que o ambiente escolar não está isolado das pressões sociais e emocionais enfrentadas pelos jovens. Na verdade, muitos destes sentimentos e pensamentos negativos podem ser fruto até de violências vividas fora do ambiente escolar.

Foi o caso de Anna Karollyna que aos 10 anos foi vítima de abuso sexual pelo próprio padrasto. “Isso me fez mudar completamente. A criança que era alegre, se tornou triste, comecei a me isolar e me tornei depressiva. Além disso, passei a sentir muita ansiedade e a ter dificuldade para dormir”, conta.

O pior momento:

Ela encontrou nas redes sociais um tipo de refúgio: um local em que podia desabafar e em que também conheceu a automutilação.

“Eu comecei a me cortar e isso se tornou algo constante. Também tinha muitos pensamentos de suicídio, pois para mim a vida já não valia mais a pena. Então, tentei me matar enfiando uma faca no meu peito, mas não tive coragem”, confessa.

Assim, a adolescência da jovem foi marcada pelo trauma, até que ela conheceu o projeto Depressão tem Cura e entendeu que poderia ser livre da dor que carregava.

Veja abaixo o depoimento completo:

Sobre o “Depressão tem Cura”:

O grupo oferece, gratuitamente, apoio emocional e espiritual a quem sofre com depressão, ansiedade, desejo de suicídio, doenças emocionais e luto persistente.

Portanto, caso você precise desabafar, marcar um atendimento ou uma visita em sua casa, envie uma mensagem para o WhatsApp: (11) 3573-3662.

Além disso, acesse as redes sociais oficiais do grupo para ver ações e eventos realizados: Facebook, Instagram e YouTube.

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Colaborador

Rafaella Rizzo / Foto: iStock