“Para os médicos, meu caso não tem explicação”

Diagnosticado com tetraparesia, Delso Moreira estava condenado a passar o resto de seus dias em cima de uma cama, mas ele não aceitou essa sentença

Imagem de capa - “Para os médicos, meu caso não tem explicação”

Em 2023, o motorista Delso Moreira, de 52 anos, programou uma visita ao parque aquático com a filha, porém, ao descer no primeiro toboágua e mergulhar, começou a se afogar. Logo em seguida, se deu conta de que não conseguia mexer seu corpo.

Ele foi socorrido e levado ao hospital. Depois de realizar alguns testes e exames, ele recebeu a notícia de que o seu quadro era gravíssimo e de que precisaria fazer uma cirurgia.

Parecer médico

Foram colocados 14 parafusos e duas placas na coluna cervical no procedimento cirúrgico. Ainda assim, a medula parou de funcionar e os médicos informaram aos seus familiares que, apesar de a cirurgia ter sido um sucesso, o quadro dele era irreversível: ele foi diagnosticado com tetraparesia (leia quadro na página ao lado).

Tetraparesia

É uma condição neurológica caracterizada pela fraqueza significativa nos quatro membros do corpo: braços e pernas. Trata-se de uma perda parcial de força, que pode variar de limitações leves a déficits motores graves. Na maioria dos casos, a tetraparesia resulta de lesões na medula espinhal cervical, responsável pela condução motora de quase todo o corpo.

Sintomas mais frequentes:

  • Fraqueza nos quatro membros;
  • Alterações sensitivas (formigamento, dormência e choques);
  • Perda de coordenação e destreza manual;
  • Espasticidade ou rigidez muscular; e
  • Alterações urinárias ou intestinais, nos quadros mais severos.

O diagnóstico é confirmado por meio de exames de imagem, neurológicos e laboratoriais.

De acordo com o neurocirurgião Mateus Tomaz Augusto, especialista em cirurgia minimamente invasiva e endoscópica da coluna, o tratamento e o processo de reabilitação têm o objetivo de preservar a função neurológica, impedir a progressão dos danos e otimizar a qualidade de vida do paciente.

O especialista explica em que situação o quadro pode ser mais severo: “quando há danos permanentes à medula espinhal, como em traumas graves ou inflamações extensas, parte das sequelas pode ser irreversível, pois o tecido nervoso não tem capacidade plena de regeneração”.

Diagnóstico

A tetraparesia fora causada por uma lesão decorrente de uma estenose espinhal – uma doença degenerativa da qual ele não tinha conhecimento até então, embora já apresentasse alguns sintomas.

Segundo os médicos, a tetraparesia o faria passar o resto da vida em cima de uma cama, que não conseguisse andar nem sequer comer e tomar banho sozinho. O único movimento preservado seria mexer a cabeça.

Ao perguntar se voltaria a andar, ouviu dos médicos que a reabilitação buscaria garantir pelo menos alguma autonomia para ele, como comer sozinho, sentar-se e virar-se na cama.

Confiança intacta

Delso sempre foi muito ativo e independente. Ele julgava inaceitável estar em cima de uma cama e depender de terceiros para realizar as atividades básicas. “Senti uma revolta por servir a Deus há mais de 30 anos e, ainda assim, estar naquela situação”, diz.

Contudo conhecer o caminho da fé o manteve firme e confiante de que Deus o curaria, conforme lembra: “Em oração, eu disse: ‘Deus, meu desejo é que as suas promessas se cumpram na minha vida’”.

Mesmo internado, ele não permitiu que o desânimo o enfraquecesse. Ele relata que continuou fortalecendo seu espírito e alimentando-se de tudo que se relacionava a Deus.

Apesar do sucesso da cirurgia, que exigiu a colocação de 14 parafusos e duas placas na coluna cervical, a medula dele deixou de funcionar e os médicos disseram que o quadro de Delso era irreversível. Ele, porém, manteve-se firme na fé e assistia às reuniões da Igreja pelo Univer Vídeo.

Fé materializada

Ele fazia questão de participar das reuniões do Templo de Salomão que eram transmitidas pela plataforma UNIVER Vídeo, fazia seus propósitos e, como ato de entrega total, materializou sua fé ao fazer o seu sacrifício no Altar. Sua atitude demonstrou coragem e confiança em Deus, independentemente do que estava vivendo.

A resposta de Deus

O primeiro sinal que recebeu de Deus de que aquela condição não era definitiva ocorreu ainda no hospital: ele conseguiu mexer um dedo, o que até então era impossível. Embora possa parecer algo insignificante, esse pequeno progresso foi o suficiente para que ele continuasse crendo no milagre e agindo a fé. Pouco tempo depois, ele obteve outra conquista: conseguiu se levantar e ficar em pé apoiado na cama.

Não tem explicação

Pouco a pouco, o que para a medicina era improvável aconteceu: após 45 dias internado, ele saiu do hospital andando e sua primeira atitude foi ir à Igreja agradecer no Altar o que Deus fez em sua vida.

Ele relata como vive atualmente e a Quem atribui sua força: “Até hoje, os exames mostram o mesmo diagnóstico. A equipe médica já fez várias reuniões para entender o meu caso e, para ela, não há explicação, mas eu sei que é o Espírito Santo Quem me mantém de pé”.

A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente. 

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Colaborador

Thayná Andrade / Fotos: cedidas