Os últimos serão os primeiros

O homem disciplinado e que prioriza a Deus chega ao sucesso sem cair na armadilha do ego

Um “azarão” chamou a atenção na mais recente temporada do campeonato de futebol americano dos Estados Unidos, encerrada no começo de fevereiro. Brock Purdy, com 23 anos, um jovem quarterback (principal jogador de ataque e o responsável por lançar a bola aos recebedores), era o segundo reserva de seu time, o San Francisco 49ers, e acabou sendo a maior revelação de todo o campeonato. O titular e o primeiro reserva da posição se machucaram, o que levou Purdy a campo. Seu desempenho deixou treinadores, torcedores e colegas boquiabertos. Se os 49ers não chegaram à final do campeonato (o famoso Super Bowl), estiveram a apenas uma vitória disso e Purdy foi o maior destaque não só do time, mas de todo o campeonato.

Outro fato interessante foi Purdy ter sido considerado o “Senhor Irrelevante”, um apelido desonroso dado ao último jogador novato selecionado para a temporada. No caso dele, outros 261 jovens foram considerados mais talentosos em 2022. Isso porque o jovem teve uma carreira errática nas categorias de base, sofrendo com lesões e até dificuldades para encontrar um time no qual jogar. De acordo com ele, as dificuldades passaram a ser vencidas quando ele entendeu que a prioridade não deveria ser o esporte, mas Deus. Recentemente, ele declarou que “quer levar essa mensagem de Deus ao maior número de pessoas possível”.

Enquanto alguns creditam o desempenho do rapaz à sorte, ele mesmo declarou o motivo publicamente: “minha identidade está em Jesus”.

Purdy chama a atenção há tempos por falar sobre sua fé publicamente, mas, com o equilíbrio que o Espírito Santo traz a quem O aceita de verdade, sempre treinou como deveria e, disciplinado, colheu os frutos de sua dedicação. Agora é elevado ao primeiro escalão de seu esporte. Seu treinador disse que ele é “o novato mais equilibrado que já viu dentro e fora de campo”. Nas três partidas em que comandou o ataque, o jovem levou seu time à vitória, o que é muito raro de acontecer.

Ao dar entrevista a um podcast, Purdy foi questionado sobre sua “sorte” e explicou que “se prepara da melhor maneira possível e melhora a cada dia nos treinos” e, quando tem oportunidade, aproveita para afirmar: “creio no Senhor e confio nEle. Só vou lá e jogo”.

Como Purdy, um homem de sucesso verdadeiro tem muitas oportunidades para se enaltecer, pois é fácil cair nas armadilhas do ego, mas declara-se grato a Deus, deixando-O brilhar em seu lugar. É o melhor louvor que existe, pois usa a própria vida, em vez de somente palavras bonitas, mas vazias.

Sempre há o perigo de enaltecer as boas circunstâncias e deixar em último lugar o Altíssimo. Acontece que, ao contrário do que o mundo prega, fazer sempre uso da humildade não impede ninguém de ter uma carreira de sucesso.

O equilíbrio de quem tem o Espírito Santo permite esvaziar-se de seu ego enganoso – que sempre tende a aprofundar-se em si e só arranhar a superfície no que diz respeito às outras pessoas e a Deus – e ter foco na disciplina. Não há como não colher bons frutos quando se alia a inteligência à disciplina.

A grande ironia de Purdy ter sido chamado de “Senhor Irrelevante” e agora ganhar atenção por seu sucesso é prova disso, além de reforçar o que a Bíblia diz sobre aqueles que se colocam no devido lugar e priorizam a Deus em suas vidas: “Portanto, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos. Pois muitos serão chamados, mas poucos escolhidos” (Mateus 20.16, versão King James).

imagem do author
Colaborador

Redação / Arte: Eder Santos