Os sintomas que escondiam algo muito maior e perigoso
Veja como Ausione Lima encarou um diagnóstico tardio que poderia levá-la à morte
Ausione Lima Moscoso de Oliveira, de 48 anos, é coordenadora pedagógica e vive em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador (BA).
Em 2018, ela começou a sentir uma fraqueza repentina. “Era uma falta de ar, como se eu tivesse feito um esforço muscular muito grande durante um exercício físico. Também apareceu um hematoma no meu peito, como se eu tivesse levado uma pancada. Eu achava que era algo muscular, mas não passava. Fui a médicos, e eles diziam que não era nada. Receitavam uma pomada, eu usava, melhorava por um tempo, mas a dor voltava”, conta.
A descoberta mais temida
Após várias consultas, foi solicitado um novo exame. “Eu já tinha feito tomografia, e nada apareceu. Mas a ressonância mostrou que era um câncer, embora os médicos ainda não soubessem qual era o tipo. Mais tarde, meu marido, que é advogado, tinha uma reunião de trabalho e mostrou o exame a um médico amigo dele. Esse médico indicou uma oncologista especialista, que estava chegando dos Estados Unidos naquele mesmo dia. À noite, quando ela viu o exame e o hematoma, quase chorou. Ela perguntou por que tinham deixado aquilo chegar àquele ponto e disse que se tratava de um câncer muito antigo e agressivo.”
Risco de morte
Diante do risco de morte, a médica orientou o marido de Ausione a fazer um plano de saúde para que ela recebesse um tratamento melhor. “No outro dia, desesperada, eu resolvi falar com Deus. Foi uma conversa de olho aberto que eu tive, não uma oração comum. Eu já sabia o que a médica tinha falado e havia aceitado que ia morrer, mas Deus falou comigo: ‘você vai passar por um processo muito sofrido, mas vai dar tudo certo. Você não vai morrer’”, recorda.
Um câncer em estágio avançado
Na primeira consulta pelo plano de saúde, o médico avisou ao marido de Ausione que, caso ela desmaiasse, deveria levá-la imediatamente à emergência. “Quinze dias depois, eu já não conseguia ficar de pé e comecei a desmaiar. Quando cheguei ao hospital, fui internada imediatamente. Passei um mês internada, até que os médicos descobriram outro nódulo no meu pescoço. Fizeram uma biópsia, que revelou um linfoma de Hodgkin em estágio 4. Hoje eu entendo que Deus já tinha entrado na minha vida, mas eu ainda não estava com Ele, porque não orava”, avalia.
Linfoma de Hodgkin – Grau 4
É o estágio mais avançado do linfoma de Hodgkin, um câncer que afeta o sistema linfático. Nessa fase, a doença se espalha para órgãos além dos gânglios linfáticos, como pulmões, fígado, ossos ou medula óssea. Apesar da gravidade, as chances de cura podem chegar a 80% com o tratamento adequado. O tratamento costuma ser feito com quimioterapia e, dependendo da extensão da doença e da resposta do paciente, pode ser associado à imunoterapia ou à radioterapia.
Fontes: Instituto Nacional do Câncer (INCA); e Ministério da Saúde
Quando a esperança renasceu
A partir do diagnóstico, Ausione foi submetida ao tratamento médico. “Enquanto me recuperava em casa e fazia quimioterapia, assistia aos programas da Universal na televisão, que me davam esperança. Um dia, assistindo à pregação de um pastor de Salvador que convidava pessoas com câncer, enviei uma mensagem contando a minha situação. Ele me orientou a procurar a Universal mais próxima. Para minha surpresa, havia uma Igreja a apenas quatro minutos da minha casa, embora eu nunca tivesse notado”, relata.
A decisão que mudou tudo
Ausione foi à Universal determinada a alcançar a cura. “Falei para o meu filho: ‘Eu vou à igreja, porque hoje vou ser curada’. Ele respondeu: ‘Você não pode ir, está muito fraca por causa da quimioterapia’. Então eu disse: ‘Se você não for comigo, eu vou sozinha’, porque já sabia que a igreja ficava bem perto de casa. Fui usando máscara, e meu filho acabou me acompanhando. Sentei-me na primeira fila. Lembro que o pastor fez uma oração expulsando o mal de forma muito forte, e senti que aquela oração era diretamente para mim”, recorda.
O caminho para a cura
Rapidamente, Ausione passou a frequentar as reuniões na Universal. “Eu participava das reuniões e assisti ao filme do Bispo Edir Macedo, que me fez enxergar a fé de outra maneira. Depois de fazer a quarta sessão de quimioterapia e o propósito da água consagrada, declarei que estava curada. Os médicos, inicialmente céticos, só confirmaram a remissão total do câncer depois do exame PET Scan [Tomografia por Emissão de Pósitrons]”, relata.
A maior conquista
Mesmo depois de se declarar curada, Ausione concluiu o protocolo médico e fez mais duas sessões de quimioterapia. “Hoje tenho a certeza de que, para alcançar a cura, é preciso confiar em Deus. Depois desse encontro com Ele, busquei o batismo com o Espírito Santo, e isso transformou a minha vida. A quem enfrenta uma situação semelhante, deixo um conselho: entregue-se a Deus e tenha a certeza de que Ele está vivo e continua curando”, conclui.
A Universal ensina a prática do uso da fé associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.
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