Ora Pois: confira a participação de Lucelaine Araújo diretamente da Venezuela
Durante o podcast, ela relembrou a superação da depressão, sua trajetória evangelística e relatou momentos de tensão durante o terremoto no país. Confira
O mais novo episódio do podcast “Ora Pois – Há conversas que não são para depois”, exibido no dia 5 de julho, comandado por Núbia Siqueira e por Luísa Teixeira, recebeu Lucelaine Araújo, esposa do Bispo Djalma Bezerra, responsável pelo trabalho evangelístico da Universal na Venezuela.
Em uma conversa marcada por grandes ensinamentos, ela compartilhou seu testemunho de superação, relembrou o início de sua história com o esposo e relatou a experiência vivida durante o terremoto que atingiu o país recentemente.
Como foi
Logo no início da entrevista, Lucelaine (foto abaixo) relembrou a infância marcada pela separação dos pais, pela dependência química do pai e pelas dificuldades financeiras. Ainda jovem, enfrentou uma depressão profunda.
- “Eu perdi toda a expectativa que uma jovem podia ter. Não tinha mais vontade de estudar, de casar, de viver. Chegou um dia em que eu não consegui levantar do chão.”
Foi então que, segundo ela, Deus usou sua avó para mudar sua história. Ela a levou à Universal, onde Lucelaine disse ter encontrado a esperança que procurava. Após receber uma oração de uma obreira, ela afirma que sua vida começou a mudar.

Um relacionamento construído pela fé
Na sequência, Lucelaine também compartilhou como surgiu o relacionamento com o Bispo Djalma Bezerra. Os dois já se conheciam há cerca de dez anos por morarem na mesma rua, mas foi após sua conversão que ele percebeu a mudança em seu comportamento.
Ela contou que, sem imaginar os planos de Deus para sua vida amorosa, passou a convidá-lo para participar das reuniões da igreja. O namoro começou somente depois que ambos já estavam firmes na fé. Inclusive, em dezembro deste ano, o casal completará 40 anos de casamento.
O terremoto na Venezuela
Atualmente servindo na Venezuela, Lucelaine descreveu os momentos de tensão vividos durante o terremoto que atingiu o país. Ela explicou que já havia passado por tremores no México e na Califórnia (EUA), mas afirmou que a experiência na Venezuela foi diferente.
- “Eu estava perto do escritório quando ouvi um barulho muito forte no teto da igreja. Achei que fossem animais. Quando cheguei perto do Djalma, ele segurou minha mão e tudo começou a tremer.”
Segundo ela, a sensação era de que o tremor não teria fim. Lucelaine descreveu o som como algo impossível de ser comparado a qualquer outra situação. Depois que os tremores cessaram, a prioridade foi socorrer as pessoas.
Ela contou que, embora o templo tenha sofrido apenas danos leves, a situação fora da igreja era muito mais grave.
- “Ver as pessoas na rua gritando, passando mal, foi algo que eu nunca tinha presenciado dessa forma.”
A fé como direção em meio ao caos
Em meio à destruição, Lucelaine afirmou que foi a comunhão com Deus que a manteve emocionalmente equilibrada. Segundo ela, o Espírito Santo concede discernimento para agir corretamente, especialmente em situações extremas.
- “O Espírito Santo vai acalmando e fazendo a gente raciocinar para não tomar atitudes erradas.”
Ao falar dos desafios enfrentados pelo país, ela destacou que a maior necessidade da população é espiritual e citou o impacto das reuniões realizadas após o terremoto.
- “No domingo, vi pessoas buscando o Espírito Santo com um fervor que me chamou a atenção. É a única solução.”
Para Lucelaine, a ajuda humanitária é importante, mas passageira, enquanto o Evangelho permanece como a ajuda mais eficaz.

Disposição que inspira
Ao final, Lucelaine disse que uma das maiores lições aprendidas com o povo venezuelano é a disposição de permanecer firme, apesar das dificuldades.
Encerrando sua participação, ela deixou uma reflexão sobre os desafios enfrentados ao longo da vida.
- “Todo mundo vai passar pelos seus desertos, pelos seus terremotos.”
Nesse sentido, ela ressaltou que as dificuldades não significam o abandono de Deus, mas reforçam a necessidade de uma vida de entrega e comunhão.
Assista ao podcast na íntegra, clicando aqui.
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