Ter a mente de Cristo é não se conformar com o mundo
Obreiros em Foco destaca como pequenas concessões podem comprometer a vida espiritual e levar ao esfriamento espiritual
Podemos ser diferentes em culturas, orientações e etnias; no entanto, tornamo-nos um só corpo quando recebemos o Espírito Santo. Essa mensagem foi reforçada no programa Obreiros em Foco, da última terça-feira (21).
Nesse sentido, aquilo que desagrada a Deus também deve desagradar a quem vive em unidade com Ele. Contudo, quando essa comunhão é negligenciada, pequenas concessões começam a abrir espaço para o esfriamento espiritual.
Não se conformar com o mundo
Ao escrever Romanos 12:2, Paulo orienta: “E não sede conformados com este mundo…”.
- Essa passagem não trata de resolver problemas financeiros ou de saúde, mas não imitar o comportamento do mundo.
- Roma representava a imoralidade, a depravação e todo tipo de prática contrária aos princípios de Deus.
- Portanto, Paulo deixou claro que os cristãos deveriam ser diferentes daquela sociedade. Essa orientação permanece atual.
“Se temos o Espírito Santo e a mente de Cristo, não fomos chamados para ser influenciados pelo mundo, mas para influenciá-lo. Assim como a luz prevalece sobre as trevas e o sal dá sabor, cabe ao cristão exercer essa influência — e não o contrário”, pontuou o Bispo Adilson Silva.
A troca do espiritual pelo superficial
Ao se converter, a pessoa naturalmente muda suas prioridades: Deus passa a ser o centro. Contudo, quando outras coisas começam a ocupar esse lugar, de forma sutil, surge a idolatria a coisas e pessoas.
Isso pode acontecer por meio de ambientes, hábitos ou até de pessoas que passam a ter mais importância do que a própria vida espiritual.
Assim, o que antes era evitado passa a ser tolerado. O que antes incomodava já não parece tão errado. E, sem perceber, a pessoa deixa de ser um com Deus para se tornar um com o mundo.
Ele trilhou o caminho do afastamento
O programa também apresentou o testemunho do obreiro André Andrade, que ilustra esse processo.
Ele iniciou na fé ainda jovem, envolveu-se ativamente na obra de Deus e chegou a estar como obreiro. Contudo, ao priorizar estudos, rotina e compromissos pessoais, vieram as concessões: convites, ambientes inadequados e a diminuição da vida espiritual.
O resultado foi o esfriamento, a queda e o afastamento da presença de Deus por cerca de 11 anos.
Durante esse período, ele buscou preencher o vazio em festas, noitadas e relacionamentos. Ainda assim, nada lhe trouxe satisfação verdadeira.
Apesar do longo tempo afastado, André encontrou uma oportunidade de recomeço ao conhecer sua esposa, que também desejava voltar para Deus. Juntos, decidiram retomar a fé.
Ao colocarem em prática o ensinamento bíblico de “voltar às primeiras obras”, eles reorganizaram a vida espiritual, casaram-se e passaram a servir novamente.
Hoje, o casal está cheio do Espírito Santo e permanece firme, evangelizando e ajudando outras pessoas.

A principal lição destacada no programa foi:
- A necessidade de vigilância constante. Isso porque o afastamento não acontece de uma só vez, mas começa quando a pessoa deixa de se alimentar da Palavra e abre espaço para influências externas.
Por isso, manter a mente alinhada com Deus é essencial. Afinal, quem é um com o Senhor Jesus vive em santidade, em obediência e não se molda aos padrões deste mundo.
Um chamado à unidade com Deus
Diante desse alerta, é importante que cada um avalie sua condição espiritual.
A pergunta que deve ser feita todos os dias é: temos sido um com Deus ou temos nos conformado com o mundo?
Mais do que evitar erros visíveis, é preciso cuidar do coração e das pequenas escolhas do dia a dia. Porque são justamente elas que definem se a fé será fortalecida — ou substituída por futilidades.
Confira o programa completo:
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