O vazio por trás das festas
Feridas emocionais levaram Alexandre Reis a buscar alívio em vícios e apostas, sem imaginar onde essa escolha o levaria
O analista de dados e engenheiro civil Alexandre Rodrigo Lima dos Reis, de 30 anos, teve a juventude marcada por vícios, ansiedade e traumas emocionais. Crescer com os pais separados e o fim de um relacionamento despertaram um profundo sentimento de rejeição, deixando marcas que influenciaram diferentes fases de sua vida.
Em busca de preencher o vazio
Criado pela mãe e pelos avós, Alexandre conta que a distância do pai e a sensação de estar sempre em segundo plano alimentaram mágoas profundas. “Ele formou outra família e eu me sentia desmerecido. Era muito cobrado e nunca parecia corresponder às expectativas”, relembra.
Na tentativa de preencher esse vazio, passou a buscar refúgio em bebidas alcoólicas, apostas e pornografia. A situação se agravou após o término de um relacionamento, aos 16 anos. “Passei a viver em festas para tentar preencher o vazio que ficou”, recorda.

Com o tempo, o consumo de álcool tornou-se cada vez mais frequente. Ele também experimentou drogas, como maconha e cocaína, aprofundando ainda mais o sofrimento que carregava.
Quando tudo saiu do controle
Durante a pandemia de covid-19, a situação chegou ao limite. Além dos vícios, Alexandre desenvolveu crises de ansiedade. “Tinha medo de sair de casa. Qualquer notícia ou responsabilidade fazia meu coração disparar, e eu não sabia como lidar”, lembra.
Ao mesmo tempo, ele acumulou dívidas ao recorrer a empréstimos para apostar, acreditando que conseguiria recuperar o dinheiro perdido.
As consequências atingiram todas as áreas da vida. Sem perspectivas, enfrentava dificuldades profissionais, permanecia pouco tempo nos empregos e se afastava da família. “Queria prosperar, mas nada dava certo. Minha vida estava travada”, afirma.
Sem enxergar uma saída, ele procurou a mãe em busca de ajuda. Ela o convidou para participar de uma reunião na Igreja Universal. “Saí daquele encontro em paz. Em cerca de dois meses, me vi livre dos vícios e das crises de ansiedade. Não foi fácil, mas segui as orientações recebidas”, relata.
A maior descoberta
Uma mensagem ouvida durante uma reunião mudou sua forma de enxergar a vida. “Aprendi que minha alma valia mais do que o mundo inteiro. Entendi que precisava buscar algo além da solução dos meus problemas: precisava buscar a salvação”, diz.
Alexandre também destaca a importância da Força Jovem Universal (FJU) em sua caminhada. Segundo ele, as mensagens compartilhadas nas reuniões mostravam, de forma prática, as mudanças que precisava fazer.
Após se batizar nas águas e receber o Espírito Santo, ele encontrou a verdadeira transformação. Hoje, está livre dos vícios e da ansiedade, reorganizou a vida financeira e restaurou os relacionamentos familiares, inclusive com o pai, fortalecendo laços que permaneceram abalados durante anos. “Não importa o que você fez ou o que fizeram com você. Mesmo que se sinta rejeitado, ao se voltar de todo o coração para o Senhor Jesus, sua vida pode ser transformada”, conclui.
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