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Notícias | 12 de novembro de 2018 - 00:05


O uso do narguilé está avançando entre os jovens brasileiros

De acordo com um estudo, 9% dos alunos do 9º ano do ensino fundamental haviam fumado tabaco com o narguilé em 2015. Saiba mais

Pesquisa do Ministério da Saúde com estudantes de escolas públicas e privadas de todo o Brasil revelou que o uso do narguilé avançou entre os jovens, principalmente nas regiões Sul e Sudeste do País. O narguilé é uma espécie de cachimbo de água utilizado para fumar tabaco aromatizado.
De acordo com o estudo, 9% dos alunos do 9º ano do ensino fundamental (entre 13 e 15 anos), de escolas públicas e privadas de todo o País, haviam fumado tabaco com o narguilé em 2015. Três anos antes, eram 7%. Foram analisadas 54 mil entrevistas para realizar a pesquisa.
A psiquiatra Marly Lemos de Paula Campos, especialista em tratamento para a dependência química, explica os motivos pelo qual os jovens começam a fazer uso do tabaco (narguilé ou cigarro) tão cedo.
“É na fase entre 12 a 18 anos que o indivíduo está começando a formação de sua personalidade e construção de sua autoestima. Portanto, nesse período de descoberta de si, e de formação de sua consciência crítica, o jovem está mais suscetível à dependência. Existem diversas variáveis (ambientais, emocionais e sociais) para a procura dessa substância”, afirma.
É um equívoco pensar que o narguilé é menos inofensivo do que o cigarro, como explica a psiquiatra: “Há relatos de pais comprarem o narguilé para seus filhos, visto como forma de prevenção para que o jovem não utilize o cigarro. No entanto, aparentemente inofensivo, o narguilé possui nicotina acarretando a dependência da substância e o risco de inicialização ao tabagismo”.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que uma sessão de narguilé de 20 a 80 minutos corresponde à exposição de componentes tóxicos presentes na fumaça de 100 cigarros.
A porta de entrada para outras drogas
O vistoriador automotivo Marcelo Costa (foto ao lado), de 23 anos, foi um dos jovens que começaram a fumar narguilé, há cerca de 10 anos, quando o hábito de origem oriental alcançou o Brasil. Aos 13 anos, sob influência de um amigo, ele deu a sua primeira tragada e se viciou na substância. Porém, ele queria mais.
“Fumar narguilé foi ficando sem graça, porque no começo sentia uma tontura que me dava uma sensação de bem-estar, mas que com o tempo já não percebia mais. Foi aí que comecei também a fumar cigarro convencional”, contou.
O jovem Marcelo lembra ainda que também passou a usar outras drogas. “Na verdade, o narguilé foi a porta de entrada para as outras drogas. Aí, então, passei a ter mais problemas em casa e também na minha vida interpessoal. Foi quando tomei consciência de como aquilo estava me prejudicando e decidi buscar ajuda para mudar de vida”, declarou.
Marcelo afirma que conseguiu abandonar os vícios graças ao Tratamento para a Cura dos Vícios, método sem internações, sem medicamentos e sem custos, que já percorreu o Brasil inteiro, além de 40 países, e vem mostrando resultado real na vida daqueles que querem abandonar qualquer tipo de dependência química.
Os encontros acontecem todos os domingos, às 15h e às 18h, na Avenida João Dias, 1.800, em Santo Amaro. Para mais informações, você pode acessar agora mesmo o site www.viciotemcura.com e entrar em contato com a equipe do Tratamento.
 


  • Michele Roza / Foto: iStock, Dhoni Silva e Marcelo Alves 



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