O sucesso da estética e a crise da autoestima: Por que a beleza física não garante a realização?
A pressão por padrões cada vez mais inalcançáveis faz crescer a busca pela beleza, mas também revela que o verdadeiro valor não pode ser medido pela aparência
A busca pela aparência ideal nunca foi tão intensa. O Brasil lidera o ranking mundial de cirurgias plásticas, com quase 2,4 milhões de procedimentos realizados em 2024, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). Essa necessidade de atender aos padrões de beleza também pode ser percebida no crescimento de outros mercados relacionados à aparência e ao corpo:
- Academias: o número de estabelecimentos no País quase triplicou na última década, passando de pouco mais de 22 mil em 2015 para cerca de 60 mil em 2025, diz o Panorama Setorial Fitness Brasil.
- Mercado de higiene e beleza: o setor movimentou R$ 186,9 bilhões em 2025, alta de 6,8% em relação ao ano anterior, segundo a Euromonitor International.
- Suplementos alimentares: seis em cada dez brasileiros já consomem esses produtos, de acordo com a Pesquisa Hábitos de Consumo, da Abiad.
Por trás desses números estão pessoas que investem tempo, dinheiro e expectativas na tentativa de alcançar um ideal de beleza que, muitas vezes, parece estar sempre um passo adiante. Mesmo com tantos investimentos na aparência, cresce o número de pessoas insatisfeitas com a própria imagem. A pergunta que fica é:
Por que tantas pessoas continuam se sentindo insuficientes, mesmo depois de conquistar a aparência que tanto desejavam?
Os padrões de beleza mudam constantemente, e tentar acompanhá-los pode ser uma tarefa desgastante, como correr atrás do vento. Mais do que isso, alcançar a aparência considerada perfeita não garante realização. Afinal, a verdadeira satisfação depende de aspectos muito mais profundos, ligados à identidade, aos valores e à forma como cada pessoa se vê.
Além do espelho
“A autoestima nasce da valorização de quem somos como um todo, e não apenas daquilo que vemos no espelho. Ela representa o quanto reconhecemos nosso próprio valor, respeitamos quem somos e acreditamos nas nossas capacidades. Está diretamente ligada aos nossos pensamentos, emoções, comportamentos e às decisões que tomamos no dia a dia.”
Donzilia Aveiro, Psicóloga
A comparação sem limites
Se antes a pressão estética recaía principalmente sobre as mulheres, hoje ela também atinge homens e começa cada vez mais cedo, afetando crianças e adolescentes. Segundo a psicóloga Donzilia Aveiro, entre os fatores que influenciaram esse cenário estão as redes sociais, onde muitas pessoas comparam a própria realidade com recortes de momentos positivos, fotos editadas e imagens com filtros. Essa comparação constante pode gerar:
Os sinais de alerta
Nem sempre é fácil identificar quando o cuidado com a aparência deixa de ser saudável. O alerta surge quando ele passa a provocar ansiedade, culpa ou sofrimento e começa a ocupar espaço excessivo na rotina. Exercícios em excesso, dietas restritivas, procedimentos frequentes e a insatisfação constante com a própria imagem são alguns dos sinais que merecem atenção.
- Sentimento de inadequação.
- Insatisfação com a própria aparência.
- Sensação de que é preciso mudar para ser aceito ou admirado.
- Transtornos alimentares (como anorexia e bulimia).
- Transtorno dismórfico corporal (obsessão por defeitos imaginários).
- Isolamento social.
- Depressão.
Cuidar da saúde, do corpo e até da aparência não é algo ruim, mas a intenção por trás desse cuidado precisa ser avaliada. Isso passa a ser um problema quando se torna uma necessidade para ser aceito, para impressionar ou para ter aprovação dos outros. É importante lembrar que a beleza é passageira, os padrões mudam com o tempo e variam entre culturas, mas o valor de uma pessoa é inestimável.
Você sabe o seu valor?
Enquanto nos avaliarmos pelo olhar dos outros, estaremos sempre sujeitos a uma régua injusta. Mas e se, em vez disso, adotássemos a “régua” do próprio Criador? A Palavra de Deus afirma: “O homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração” (1 Samuel 16:7 – NVI). Isso significa que o verdadeiro valor de uma pessoa não está naquilo que os olhos conseguem enxergar, mas naquilo que Deus vê em seu interior.
Dessa forma, quem assume sua identidade como filho de Deus encontra n’Ele a verdadeira realização. Essa compreensão o leva a caminhar na contramão dos valores deste mundo, pois seus referenciais mudam, seu propósito ganha um novo sentido e seu maior desejo deixa de ser agradar às pessoas para agradar a Deus. Se você busca realização verdadeira, participe do próximo encontro do Godllywood Autoajuda. Confira mais informações abaixo.
Ver essa foto no Instagram
Saiba mais
Leia as demais matérias dessa e de outras edições da Folha Universal, clicando aqui. Confira também os seus conteúdos no perfil @folhauniversal no Instagram.
Folha Universal, informações para a vida!
English
Espanhol
Italiano
Haiti
Francês
Russo