O “sim” de mais de 15 mil casais

Realizada no Brasil e no exterior, a 16ª Celebração dos Casamentos destacou a importância da aliança com Deus

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O dia 30 de abril de 2026 marcou a vida de mais de 15 mil casais que oficializaram sua união diante de Deus durante a 16ª Celebração dos Casamentos, um evento realizado em todo o Brasil e também no exterior.

A cerimônia ocorrida no Templo de Salomão, em São Paulo, contou com a participação de 211 casais. Nesta edição, houve novidades, como a assinatura da ata no Memorial, no Jardim Bíblico. Um dos destaques foi a entrada triunfal dos noivos no Santuário, junto ao casal Renato e Cristiane Cardoso, além das apresentações do Coral do Templo de Salomão e da Banda Universos.

O segredo para uma união duradoura

Mais do que a formalização da união, a celebração trouxe uma mensagem profunda sobre o verdadeiro fundamento do casamento: a aliança com Deus. No Templo de Salomão, o Bispo Renato Cardoso e sua esposa, Cristiane, destacaram que não existe relacionamento sólido sem alinhamento espiritual e que toda reconciliação exige renúncia, ou seja, “morrer” para a própria vontade.

Assim como Deus já fez Sua parte ao oferecer o sacrifício, cabe a cada pessoa se entregar para que haja transformação e um relacionamento verdadeiro.

Outro ponto importante abordado no evento foi o principal erro dentro de um casamento: o hábito de alguns cônjuges de tentar mudar o outro sem reconhecer a própria necessidade de mudança.

“Vim de um casamento que não deu certo. Era um relacionamento que não tinha o Espírito Santo como base e, por isso, faltava direção. Há cinco anos cheguei ao Templo e comecei a frequentar as palestras da Terapia do Amor. Quando conheci o Leandro, eu já estava bem interiormente e pude acrescentar à vida dele.” Adriana Bizerra dos Santos, 37 anos, enfermeira

“Tive um histórico de casamento malsucedido, e foi isso que me levou a participar da Terapia do Amor. Sabemos que, por meio da bênção do Altar de Deus, teremos direção para conduzir as nossas vidas e o nosso casamento.” Leandro Silva Melo, 36 anos, mecânico

“Estamos juntos desde 2010, mesma época em que cheguei à Universal e a trouxe também. Nós tínhamos nos casado, mas só no civil. Cremos que, com o casamento no Altar, teremos mais união, companheirismo e entendimento um com o outro.” Edson Gomes da Silva, 66 anos, aposentado

“Essa decisão faz parte da nossa comunhão com Deus. Hoje eu entendo que, se não resolvêssemos a nossa união diante de Deus, eu estaria em falta. Era assim que eu vinha me sentido: em falta com Deus.” Maria do Carmo Costa, 59 anos, atendente

Muitos casais permanecem presos ao orgulho e às próprias razões, o que impede a reconciliação. A orientação foi clara: a transformação começa dentro de cada um.

Também houve um alerta sobre a mentalidade atual, que valoriza o “eu” acima de tudo. A ideia expressa pela frase “eu sou assim” pode comprometer tanto a vida espiritual quanto o casamento, já que a vida a dois exige renúncia. Para que o “nós” exista, é necessário abrir mão de comportamentos prejudiciais.

A mudança, porém, não acontece automaticamente. Ela parte de uma decisão consciente de reconhecer falhas e buscar transformação, permitindo que Deus atue no relacionamento.

Antes da troca de votos, os noivos foram levados a refletir sobre a importância da aliança com Deus, simbolizada pela participação na Santa Ceia.

Em seguida, enquanto os casais iam ao Altar, foi reforçado que o casamento não se sustenta em emoções ou palavras vazias, mas na fidelidade à palavra empenhada. É esse compromisso que mantém a união diante dos desafios e torna o relacionamento duradouro. Sem dúvida, foi uma noite de recomeços, em que o Espírito Santo esteve como o maior convidado e a testemunha da união de cada casal.

Somente no Brasil, mais de 13 mil casais participaram da edição de 2026, em 941 municípios brasileiros, distribuídos nos 26 Estados e no Distrito Federal. Este ano, 53 casais se conheceram por meio do aplicativo Quero Te Conhecer (QTC).

“Nos conhecemos na Hora dos Solteiros, no Templo de Salomão. Nós conversamos por seis meses e entendemos que éramos compatíveis. Seguimos em um namoro, e agora estamos nos casando e definindo a nossa vida no Altar de Deus.” Thais Cristine Gomez da Silva, 32 anos, do lar

“A nossa história começou no Altar. Por isso, decidimos celebrar a nossa união e receber a nossa bênção neste lugar. Estamos vivendo algo totalmente novo, um relacionamento a três: ela, eu e Deus.” Marcos de Souza Cena, 36 anos, professor

Na UTI, ele dizia: “Eu preciso de alta, porque vou me casar”

José Carlos Almeida da Silva, de 66 anos, músico, já vinha enfrentando dores no estômago e dificuldade para se alimentar. Uma semana antes da Celebração dos Casamentos, o quadro se agravou: ele começou a vomitar sangue, sentiu um mal-estar, caiu e bateu a cabeça. Internado na UTI por causa de uma úlcera, ouviu de Eunice Martins dos Santos, de 66 anos, professora, que talvez o casamento precisasse ser adiado, mas insistia, emocionado, que sairia a tempo para se casar.

Mesmo acamado e fraco, ele dizia: “Nós vamos nos casar” e “Eu preciso de alta, porque vou me casar.” Para Eunice, essa insistência mostrou o quanto aquele momento era importante para ele e para os dois como casal. Ela chegou a avisar a equipe da Terapia do Amor que não daria mais para manter a cerimônia, mas, com a melhora dele e o apoio da equipe, tudo foi reorganizado às pressas.

Na véspera da Celebração, ele recebeu alta por volta das 21h. Eunice correu para recuperar o vestido e tudo o que já havia devolvido ou desmarcado. Mesmo com José Carlos em uma cadeira de rodas e usando uma sonda nasogástrica, o casal conseguiu selar a união no Altar. Para eles, aquele momento foi mais do que a realização de um sonho: foi um testemunho de fé e gratidão a Deus.

“Nós nos conhecemos pelo aplicativo Quero Te Conhecer. Eu vinha de um divórcio, e estava machucada após uma traição. Precisei me curar e tratar o meu interior. Decidimos nos casar no Altar porque entendemos que, nos momentos de dificuldade, o luxo, o glamour ou o status de uma festa não estarão presentes, mas Deus, sim.” Josiane Paula Costa Silva, 43 anos, autônoma

“Após o fim de um casamento, entendi que tive comportamentos que contribuíram para aquela situação. Por isso, busquei a Terapia do Amor. No início, tive resistência para entrar no aplicativo, mas, ao me curar e estar bem espiritualmente, dei esse passo.” Henrique Penteado Silva, 40 anos, segurança

PERNAMBUCO
RORAIMA
DISTRITO FEDERAL
RIO DE JANEIRO
SANTA CATARINA

Com a edição atual, que completa 12 anos de história, o evento alcança a marca de mais de 163 mil casais unidos desde 2014.

(*) Colaboraram: Ivonete Soares, Michele Roza, Ester Lima, Rafaella Rizzo e Camila Dantas

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Colaborador

Redação (*) / Fotos: Demetrio Koch e Guilherme Branco