Rede aleluia
O que a ação do médico que sacou arma em pizzaria tem a ver com você
São Paulo
Centro-Oeste
Distrito Federal
Brasília
Goiás
AnápolisGoiânia
Mato Grosso
Cuiabá
Mato Grosso do Sul
Campo Grande
Nordeste
Alagoas
Maceió
Bahia
Feira de SantanaIlhéusItabunaSalvador
Ceará
Fortaleza
Maranhão
São Luís
Paraíba
João Pessoa
Pernambuco
Recife
Piauí
Teresina
Rio Grande do Norte
Natal
Sergipe
Aracaju
Norte
Acre
Rio Branco
Amapá
Macapá
Amazonas
Manaus
Pará
Belém
Rondônia
Porto Velho
Roraima
Boa Vista
Tocantins
Palmas
Sudeste
Espírito Santo
Vitória
Minas Gerais
Belo HorizonteJuiz de ForaUberlândia
Rio de Janeiro
Angra dos ReisBarra MansaCampos dos GoytacazesMacaéRio de JaneiroVolta RedondaCabo Frio
São Paulo
AraçatubaAraraquaraBauruCampinasCaraguatatubaCatanduvaFrancaJaúJundiaíLimeiraMaríliaPiracicabaPraia GrandePresidente PrudenteRibeirão PretoSantosSão CarlosSão José do Rio PretoSão José dos CamposSão PauloSorocabaTaubatéVotuporanga
Sul
Paraná
CascavelCuritibaFoz do IguaçuLondrinaMaringáPonta Grossa
Rio Grande do Sul
PelotasPorto AlegreRio GrandeSanta Maria
Santa Catarina
BlumenauCriciúmaFlorianópolis

Notícias | 28 de Setembro de 2021 - 18:41


O que a ação do médico que sacou arma em pizzaria tem a ver com você

Caso revela falta de preparo emocional e de intolerância, problemas que se agravaram entre os brasileiros na pandemia

O que a ação do médico que sacou arma em pizzaria tem a ver com você

O médico Thiago Zacariotto Lima Alves que está sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por ter ido armado a uma pizzaria devido a uma suposta demora na entrega e ameaçado os funcionários, forneceu o endereço errado no aplicativo de delivery.

Thiago ficou irritado no domingo porque suas pizzas não chegavam. Por volta das 20h30, foi ao local pedir para que a entrega fosse realizada em um endereço diferente do que constava no aplicativo, depois de um tempo, retornou muito nervoso, sacou uma arma e disse ao dono do estabelecimento que queria a sua pizza naquele exato momento.

Câmeras de segurança flagraram quando Thiago saca a arma da cintura e faz a ameaça. Segundo o delegado Maurício Iacozzilli, o médico será intimado a depor.

Pandemia do ódio

Esse caso revela falta de preparo emocional e de tolerância, problemas que têm atingido os brasileiros, sobretudo na pandemia. Ataques de fúria por motivos banais aumentaram no Brasil junto com o novo coronavírus.

Segundo um estudo realizado com dois mil brasileiros pela Pfizer Brasil em parceria com o Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), a tristeza e a irritação ficaram no topo da lista dos sintomas mais sentidos pela população nesse período.

Assim, apesar da intolerância estar presente desde o início da humanidade, ela tem sido potencializada dia após dia. Aquelas pessoas que já não tinham paciência e eram individualistas, ficaram ainda piores por conta da covid-19.

Essa onda de ódio pode ser vista de Norte a Sul do país. É uma briga de casal que gera separação, o filho que não aceita ouvir “não” e agride os pais, o motorista que persegue outro motorista ou até atropela um pedestre por conta de um desentendimento e por aí vai.

Todos os dias presenciamos notícias do tipo que só revelam o quanto a frieza tem ganhado espaço entre as pessoas. E, infelizmente, o ciclo se repete, é como aquela cena em que o chefe trata mal o funcionário, o funcionário, por estar bravo, chega em casa e briga com a esposa. A esposa, com raiva do marido, perde a paciência com o filho e discute com ele. E o filho repete a ação da mãe e repreende o gatinho.

Se um dos envolvidos nesse ciclo de raiva não repetisse o que fizeram de ruim a ele, seria possível impedir que a maré de ódio se espalhasse. Mas, para conseguir isso, seria preciso deixar o egoísmo de lado e buscar boas referências.

Contra a manada

Por isso, se você, assim como eu, nunca se acostuma com o mal que assola a sociedade e quer fazer da terra um local melhor para se viver, essa pode ser uma boa oportunidade de agir de forma diferente e rever conceitos.

Para driblar a intolerância, precisamos mudar nossa atitude com o outro, ouvir com amor, desenvolver a paciência e, sobretudo, mudar nossas referências, pois sempre seguimos um padrão, seja ele bom ou mau. A boa notícia é que podemos escolhê-lo.

Então, devemos selecionar bem quem vai estar ao nosso lado. Amar mais, cuidar mais, relevar mais e saber se colocar no lugar do outro são atitudes essenciais para vencer. Afinal, uma vida cheia de amor e gratidão não reserva espaço para o ódio.


O que a ação do médico que sacou arma em pizzaria tem a ver com você
  • REFLETINDO SOBRE A NOTÍCIA POR ANA CAROLINA CURY | Do R7 / Fotos: Istock e reprodução 


reportar erro