O preço de cada escolha
Há quem insista em permanecer no erro por conta do medo de perder aquilo que vê
Já reparou quantas escolhas uma pessoa é capaz de fazer ao longo de um dia? Um artigo publicado no The Wall Street Journal revelou que um adulto pode chegar a tomar cerca de 35 mil decisões diariamente. São tantas que muitas delas passam despercebidas. Afinal, o foco da maioria das pessoas está nas “grandes” escolhas, aquelas capazes de garantir um futuro melhor.
Com isso, o investimento em estudos, carreira e realização de sonhos pessoais tem sido cada vez mais frequente. Recentemente, a colunista Viviane Freitas postou em suas redes sociais uma reflexão sobre as escolhas e o preço que se paga ao adotá-las. Quando se trata das ambições pessoais, ela explicou que “não há nada de errado com isso. O problema é quando se trata de algo mais profundo e quando se dá mais importância às coisas que se veem do que às coisas que não se veem”.
Mesmo quando a intenção é boa, há pessoas que não pensam nas consequências de obter aquilo que desejam. Ló, por exemplo, escolheu morar em Sodoma, em meio a um povo promíscuo, perverso e que não temia a Deus. Quando o Senhor decidiu destruir a cidade, Ele enviou dois anjos ao sobrinho de Abraão e os homens sodomitas logo cercaram a casa em que estavam.
Temendo que eles fizessem algo contra os anjos, Ló logo fez uma proposta: “Eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não conheceram homens; fora vo-las trarei, e fareis delas como bom for aos vossos olhos; somente nada façais a estes homens, porque por isso vieram à sombra do meu telhado”. (Gênesis 19.8).
A intenção de Ló era apenas poupar os anjos, então ele não se importou com mais nada nem ninguém e ofereceu suas próprias filhas, sacrificando a família sem pensar nas consequências. Muitas pessoas agem como ele: ficam com tanto medo de perder aquilo que estão vendo que acabam pagando um preço alto por decisões imprudentes, como permanecer em locais destrutivos e fazer com que a família sofra com elas.
O que cada decisão revela?
Viviane orientou as seguidoras a analisarem se suas escolhas estão comprometendo seus valores, a ponto de afetar até mesmo suas próprias famílias, por conta de um apego ou capricho, como Ló. Isso também revela a veracidade das nossas palavras. Afinal, “nossas escolhas falam de nossas prioridades e elas apontam a quem servimos. Muitos dizem que servem a Deus, mas suas escolhas é que revelam mesmo a verdade, mais do que suas próprias palavras”, destacou.
Quando se toma uma decisão, seja boa, seja ruim, nem mesmo Deus pode interferir nas consequências. Contudo sempre existe a opção de mudar. Como? Segundo Viviane, é “odiando aquilo que a está escravizando. Essa escravidão de você ficar na dependência, às vezes, daquilo que você vê e daquela segurança que você sente”.
O segredo para fazer a melhor escolha é sempre analisar a verdadeira intenção que sustenta tal decisão porque aquilo que se vê não é o mais importante, mas, sim, aquilo que não se vê – ou seja, os princípios e valores que devem ser mantidos.
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