“O ódio me consumia”

Durante anos, a vida de Roseane da Silva foi devorada pelas feridas em sua alma

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A jornalista Roseane Ferreira da Silva, de 29 anos, conta que cresceu em um lar com dez irmãos, um pai viciado e agressivo e carregava muitas feridas abertas por conta de um abuso que sofreu por parte de um parente quando criança. Ela não nutria a expectativa de um bom futuro.

Durante anos, esse abuso foi responsável por uma dor profunda em sua alma e ela se tornou uma jovem cheia de conflitos, tristeza, mágoa, depressão e com um enorme desejo de pôr fim à sua vida para escapar desse sentimento incômodo. “O ódio que eu sentia me consumia. Desenvolvi aversão a homens e me envolvi com garotas da minha idade. Fui rebelde com minha mãe e me enganei ao tentar preencher meu vazio interior com amigos, festas e trabalho, pois a dor persistia”, relata.

E foi a mãe de Roseane, a dona de casa Maria José Ferreira da Silva, de 67 anos, a primeira da família a se tornar membro da Universal. Mais do que isso, ela se transformou no pilar de sua casa e o ponto de partida para que aquela história mudasse. Maria José compartilhou com todos em sua casa o bem que recebia de Deus, mas a dor que Roseane carregava em sua alma era tão intensa que ela desconsiderava a fé que a mãe lhe apresentava.

O fim foi o início
“Certo dia, eu estava prestes a cometer suicídio e minha mãe, já convertida, chegou a tempo e me interrompeu. Foi um momento de reflexão profunda e quando percebi que passei 12 anos me culpando e procurando culpados por minha dor”, conta. Cansada de bater em tantas portas e não achar a saída, ela aceitou o convite de sua mãe e foi a uma reunião na Universal. Na ocasião, ouviu a mensagem contida em Mateus 11.28:

“Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei”. Ela conta que naquele momento sua fé foi despertada e que entendeu a importância de entregar suas dores a Deus.

A partir desse dia, Roseane começou a frequentar as reuniões na Universal. Apesar de sentir-se fortalecida por Ele a cada dia, ela ainda enfrentava muitos conflitos internos. “Minha maior luta era contra meus pensamentos. Era difícil acreditar que haveria mudança. Tive muita dificuldade de perdoar, pois pensava que não precisava perdoar o abusador, mas que era ele que precisava me pedir perdão. Não demorou muito e aprendi que só com o perdão eu alcançaria uma mudança real e verdadeira. Então, abandonei as mágoas e as más amizades”, afirma.

Com o auxílio de sua mãe, Roseane se aproximou mais de Deus e, depois de dois meses, compreendeu a necessidade do Espírito Santo em sua vida. Roseane começou a perceber que outras jovens também carregavam a mesma dor na alma que ela, mas ainda não conseguia ajudá-las, pois suas próprias feridas estavam abertas e somente o Espírito Santo poderia cicatrizá-las completamente.

Foi então que ela participou do Jejum de Daniel. Roseane abraçou essa oportunidade para se desligar de tudo que a impedia de estabelecer uma comunhão com Deus. Ela compartilha a experiência que viveu com o propósito: “experimentei uma verdadeira transformação espiritual, abandonei amizades prejudiciais, me dediquei mais à leitura da Bíblia e à meditação. No último dia do Jejum, na busca pelo Espírito Santo, senti o amor de Deus transbordando em minha alma e marcando um antes e um depois em minha vida. A transformação foi tão profunda que aqueles que me conheciam não acreditavam na mudança, mas, como uma árvore é conhecida pelos frutos, puderam ver o novo nascimento em minha vida”.

Um novo sentido
Roseane lembra que só alcançou essa transformação interior porque dedicava-se diariamente e cria que receberia o Espírito Santo. Não havia ansiedade, mas o prazer em agradá-Lo em cada detalhe e em cada momento de sua vida. “Desde então, participo de cada Jejum de Daniel como se fosse o primeiro, pois o renovo do Espírito Santo tem sido constante em minha vida”, conclui.

Essa nova jornada permitiu que Roseane cicatrizasse as feridas do passado e substituísse o ódio pelo amor. Ela afirma que hoje é uma filha melhor, tem paciência com sua família e que sua mudança refletiu em seu trabalho, na escola e em todos os lugares que frequenta. Ela é feliz e tem o prazer de ajudar outras pessoas que têm um passado de dor.

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Colaborador

Michele Nascimento / Fotos: Mídia de Palmas-TO / cedida