O Ide também chega à Nova Zelândia

No país insular do Pacífico, a missão dada pelo Senhor Jesus respeita a diversidade cultural de sua população

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“Onde houver uma alma, haverá uma oportunidade de levar a Palavra de Deus”, diz o Pastor Tiago Pacheco, responsável pelo trabalho evangelístico da Universal na Nova Zelândia. No Ano do Ide, essa consciência tem sido fortalecida no país onde a Igreja atua desde 2005.

Com mais de 5,3 milhões de habitantes e paisagens de tirar o fôlego, a Nova Zelândia chama a atenção por suas particularidades. No Pacífico, próximo à Austrália, o país insular tem mais ovelhas do que pessoas e abriga Wellington, capital mais ao sul do mundo e uma das cidades mais atingidas por fortes ventos. Mas, por trás da beleza natural e da qualidade de vida, há pessoas que enfrentam conflitos, depressão, vícios e vazio espiritual.

Crescimento do trabalho

Pastores enviados do Brasil chegaram à Nova Zelândia para evangelizar e prestar assistência espiritual, especialmente aos imigrantes. Com o tempo, o trabalho alcançou também neozelandeses. As reuniões começaram em locais alugados, e o crescimento veio pela evangelização nas ruas e por visitas a famílias, hospitais e prisões.

Hoje, a Universal possui uma catedral, cinco igrejas e dois núcleos, em Auckland, Hamilton, Wellington e Christchurch. Onze pastores e suas respectivas esposas e 75 obreiros participam do trabalho, que já conta com cerca de 1200 membros.

Reservados, mas necessitados

A Nova Zelândia pode parecer um lugar distante não apenas geograficamente, mas também culturalmente. O Pastor Tiago observa que os neozelandeses costumam ser mais reservados e demonstram menos emoções do que os latino-americanos.

A sociedade é multicultural, formada por neozelandeses, povos do Pacífico, asiáticos, europeus, brasileiros e outros imigrantes. Há liberdade religiosa e respeito pelas crenças. Ainda assim, a evangelização encontra resistência. “Na Nova Zelândia, encontramos uma sociedade em que muitas pessoas valorizam a independência, a privacidade e não enxergam a necessidade de buscar a Deus. Por isso, é necessário evangelizar com sabedoria e perseverança”, destaca o Pastor.

Entre os problemas estão abusos físicos e emocionais, conflitos familiares, depressão e vícios, especialmente entre os jovens. “Muitas pessoas buscam preencher esse vazio em caminhos que não trazem uma verdadeira solução”, afirma.

Para todos os públicos

Evangelizar na Nova Zelândia significa lidar com públicos diferentes. Entre os nativos, o trabalho exige paciência. Já entre os imigrantes das ilhas do Pacífico, há maior receptividade, pois muitos tiveram contato com o cristianismo em seus países de origem. A comunidade brasileira também costuma acolher bem a mensagem.

Para o Pastor, nada impede o avanço da missão. “Os desafios são superados por meio da direção do Espírito Santo, da dedicação dos obreiros e do compromisso em anunciar o Evangelho respeitando a realidade de cada pessoa. Não podemos permitir que a distância, a cultura ou qualquer dificuldade nos impeçam de cumprir essa missão”, conclui.

Ide em ação

Entre as atividades desenvolvidas pela Universal no país estão:

  • Unisocial (trabalho social junto às pessoas necessitadas)
  • Trabalho de visitas a afastados (Resgate)
  • Núcleos no lar
  • Consolador (em velórios)
  • Projeto Trilhos (evangelização nas estações de trem)
  • Ponto de oração

 

Drive-thru prayer (Oração por motoristas)

 

  • EVG digital (trabalho feito nas redes sociais para incentivar as pessoas a conhecerem a Deus)

Para que todos saibam

A auxiliar de enfermagem Catherine Fisher, de 50 anos, vive em Takanini, Auckland, frequenta a Universal há 12 anos e é obreira há 10. Ela chegou à Igreja devido a problemas familiares e afirma que viveu uma grande transformação graças ao Evangelho. Por isso, diz que não consegue guardar esse amor só para si: “Quero que todos saibam que, não importa quem sejam, de onde venham ou o que tenham passado, Deus os ama e há esperança n’Ele. Meu maior desejo é levar o máximo de pessoas possível ao Senhor Jesus antes que meu tempo nesta Terra termine”.

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Colaborador

Núbia Onara / Fotos: Cedidas / Arte: Sobre foto Getty Images