O flagelo das drogas e as cracolândias

Apesar da propaganda atual de que as drogas podem ser meramente “recreativas”, a verdade acontece a olhos vistos: quem se droga, além de prejudicar severamente sua saúde física e mental – às vezes irreversivelmente, perante a Ciência –, engrossa o caldo do caos social e do flagelo que têm nitidamente piorado toda a sociedade.

Quem acha que as drogas são divertidas deveria presenciar a realidade das Cracolândias espalhadas por várias cidades brasileiras. Não há nada de prazeroso em pessoas que matam seus neurônios usando crack, se portam como zumbis, prostituindo-se (em troca de drogas) e cometendo crimes para conseguir mais um efêmero e deprimente “barato”. Em meio à imundície à degradação que fazem de seres humanos menos que animais, o mal sorri em triunfo.

Por essas e outras, algumas administrações municipais e estaduais já tentaram eliminar as Cracolândias de seus municípios, sem sucesso. Em algumas dessas tentativas, os dependentes somente mudaram de lugar ou se espalharam pela cidade, causando problemas em outros bairros, como sujeira, criminalidade e desordem.

O que leva alguém a usar drogas? Segundo estudos das mais prestigiadas entidades científicas do mundo, como a Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, alguns dos principais motivos vão de mera curiosidade e influência de “amigos” (uma das maiores causas), passando por tentativas de alguém “tomar coragem” para atitudes que não tomaria sem o uso de substâncias, até fugir da realidade. Isso inclui o uso de drogas legais ou ilegais, das mais brandas às mais pesadas.

O que instituições como a Johns Hopkins raramente incluem em seus estudos é a causa espiritual do vício. Quem é mais afeito aos aspectos sobrenaturais (e reais, a despeito do que a Ciência muitas vezes prega) sabe que o mal se beneficia com a degradação pessoal e social que os entorpecentes causam.

Das infelizmente famosas Cracolândias brasileiras, a mais conhecida é a da cidade de São Paulo, que gestões anteriores já tentaram eliminar sem sucesso. Uma área antes nobre, que inclui joias históricas, arquitetônicas e culturais como a Estação Júlio Prestes, vê a triste saída de moradores e empresários por causa do cenário de filmes de terror pós-apocalíptico que a região virou.

A mais nova iniciativa para eliminar essa chaga no mapa paulistano foi apresentada no fim de janeiro pelo governador Tarcísio de Freitas e pelo prefeito Ricardo Nunes: um plano com amplo espectro de ação que vai mais longe do que somente tirar os viciados da região, pois contempla também as áreas de saúde, segurança e assistência social.

O plano é dividido em quatro pontos principais: abordagem profissional aos usuários, linhas de cuidado para tratamento da dependência, integração e oferta de serviços públicos. “O objetivo é garantir aos dependentes químicos uma oportunidade de reinserção social, uma porta de saída do vício. Vamos aprimorar o trabalho de abordagem na ponta e ampliar as possibilidades de tratamento e acompanhamento dessas pessoas durante todo processo”, disse o governador Tarcísio de Freitas, que se reuniu, além de com o prefeito, com os membros do Tribunal de Justiça, da Defensoria Pública e do Ministério Público. As ações também contemplam um combate mais rigoroso ao tráfico na área e sua reurbanização – que também beneficiará áreas fora do Centro, como o bairro do Brás. A iniciativa governamental é bem-vinda e vale como exemplo para outras localidades que passam pelo mesmo problema.

Da mesma forma, a Igreja Universal vem combatendo o problema das drogas com sucesso em seu projeto Vício Tem Cura, que já reencaminhou para boas condições de saúde física, mental, social e espiritual milhares de ex-viciados que, se antes não viam esperança, agora veem os entorpecentes como algo bem distante de suas vidas – principalmente porque o vício é atacado em sua principal origem, a espiritual. Para saber mais sobre essa solução definitiva, acesse www.universal.org/vicio-tem-cura.

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Redação / Foto: Getty Images