O domingo mais importante há quase dois mil anos

Um marco para a Humanidade, o Domingo de Páscoa foi comemorado em todas as Universal com o encerramento do Jejum de Daniel e o cumprimento da Justiça Espiritual

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No dia 31 de março foi comemorado o Domingo de Páscoa. Muito mais do que uma data para se reunir com a família, o Domingo de Páscoa foi o dia em que a Humanidade recebeu uma chance única: Jesus, vencendo a morte, ressuscitou e trouxe Consigo a oportunidade de reconciliação com Deus. Paralelamente ao encerramento da Semana Santa, também houve a conclusão do Jejum de Daniel, propósito durante o qual, por 21 dias, aqueles que queriam o batismo do Espírito Santo abriram mão de distrações e entretenimentos para se dedicarem a buscar o cumprimento dessa promessa feita pelo Próprio Senhor Jesus após a Sua Ascensão. Por isso o dia também foi de busca da Justiça Espiritual em todos os templos da Universal, considerando que receber o Espírito Santo é um direito de todos aqueles que creem no Senhor Jesus.

Apesar dos inúmeros testemunhos de pessoas que foram batizadas com o Espírito Santo desde a primeira edição do Jejum de Daniel, que aconteceu em 2011, há uma condição para que isso aconteça, conforme explicou o Bispo Renato Cardoso na reunião no Templo de Salomão, em São Paulo: para os que buscavam esse direito e também aos que nem sabiam do que se tratava o Jejum de Daniel e que estavam pela primeira vez na Universal, ele reforçou que o Espírito Santo não precisa de 21 dias nem de Jejum de Daniel para que venha sobre a pessoa e que, na verdade, “o tempo que o Espírito Santo precisa para vir sobre a vida de uma pessoa é o tempo que ela precisa para se entregar”. Essa entrega, segundo ele, é feita a partir da decisão de crer. Ele observou que alguns a fazem imediatamente, outros ficam protelando e muitos nunca se entregam e, por isso, não recebem a promessa.

Livre da culpa
Como não há limitações para que o Senhor Jesus derrame o Seu Espírito sobre a vida de uma pessoa, como afirmou o Bispo Renato, todos teriam a chance de recebê-Lo. Mas, para isso, é preciso fazer conforme o que está descrito em Atos 3.19, quando o apóstolo Pedro, usado por Deus, diz: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela Presença do Senhor”. Ao dizer para as pessoas se arrependerem e se converterem para que os seus pecados fossem apagados, o Bispo Renato explicou que essa atitude deixava claro que o Espírito Santo não pode descer sobre quem está vivendo na desobediência a Deus. Isso porque, ao viver na prática do pecado, a pessoa está demonstrando que não quer fazer a Vontade de Deus. O Bispo ilustrou esse fato com o caso do filho que, ao ser informado pelo pai para ir dormir porque já está no horário, responde que não vai. Ou seja, para o filho, o que o pai pede não importa mais do que o que ele está fazendo. O mesmo acontece, segundo o Bispo Renato, em relação ao pecado. Quando a pessoa se rende ao pecado, ela mostra que quer fazer mais a própria vontade do que a de Deus. Considerando isso, o que o Espírito Santo vai fazer na vida de quem não quer fazer a Vontade dEle? Para o Bispo Renato, “o Espírito Santo não vem para ficar de lado e ser ignorado na nossa vida. Ele vem para nos guiar, ensinar, moldar e para cuidar da gente. Mas se a gente não deixa e não quer, Ele não vem”. Por isso, a primeira orientação de Pedro foi do arrependimento. Trata-se de uma atitude que revela que a pessoa está disposta a abandonar o pecado e a mudar seu comportamento. O arrependimento também é o contrário do remorso, que é quando a pessoa até reconhece que errou, mas logo volta a errar e permanece no erro.

“Arrependimento é decisão, é mudança de mente. A pessoa reconhece que errou, que desagradou a Deus e a quem foi afetado por isso. Ela desobedeceu e diz: ‘eu não quero, não vou mais fazer isso e decido mudar a direção da minha vida e fazer diferente a partir de agora’”, disse o Bispo.

Com o arrependimento sincero e a mudança de direção de vida – que são marcados pelo batismo nas águas –, os pecados são perdoados e, consequentemente, a pessoa não é mais culpada, porque Deus a perdoou. O relacionamento com Deus é restaurado. “Há paz, não há mais acusação e não há mais vergonha. Talvez as pessoas que conhecem você não o perdoaram ainda, mas Deus já o perdoou e você está limpo.

Agora, o caminho para que o Espírito Santo possa descer sobre a sua vida foi aberto, como descreve o restante do versículo: e venham assim os tempos do refrigério, quer dizer, paz interior, pela Presença do Senhor que é o Espírito Santo”, finalizou o Bispo.

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Colaborador

Núbia Onara / Fotos: RomoloTavani/getty images / Demetrio Koch