O cuidado que não pode esperar

Em meio a tantas preocupações da vida, a Vigília da Alma convida cada participante a voltar a atenção para aquilo que determinará a sua eternidade

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Em meio às preocupações com trabalho, família, saúde e finanças, existe algo que, de acordo com a Bíblia, não pode ser colocado em segundo plano: a salvação. Esse é o foco da Vigília da Alma, realizada aos domingos, às 18 horas, em todas as Universal.

Mais do que uma opção de horário, essa reunião dominical tem o propósito específico de cuidar da eternidade. Por isso, mesmo quem já participou de outra reunião no domingo pode voltar às 18h. “Quando a pessoa tem interesse de crescer espiritualmente, de desenvolver a salvação dela, ela quer mais de Deus e quer aprender mais sobre esse assunto”, explica o Bispo Jadson Santos, responsável pela reunião no Templo de Salomão, em São Paulo (SP).

Não basta estar na Igreja

Não importa há quanto tempo alguém frequenta a igreja ou qual responsabilidade possui: a vigilância é necessária a todo cristão. “Perder o foco é uma coisa muito fácil. Essa reunião nos traz temor e nos ajuda a manter o foco. Na vida espiritual, título e tempo não fazem diferença. Quanto mais tempo, quanto mais título, mais a pessoa tem que vigiar”, explica o Bispo.

Ele ainda destaca que o afastamento espiritual pode começar antes mesmo de a pessoa deixar de frequentar a Igreja, quando “as coisas de Deus começam a se tornar um peso, e a pessoa fica fria para as coisas de Deus e começa a ter interesse pelas coisas do mundo”.

Por que participar da Vigília da Alma?

  • Cuidar da salvação: a reunião conduz à reflexão sobre a própria vida espiritual e a eternidade.

  • Aprender mais sobre a Bíblia: o encontro propõe o estudo de livros considerados mais complexos, como o Apocalipse.

  • Manter a vigilância: ajuda a identificar sinais de esfriamento espiritual antes que eles avancem.

  • Desenvolver temor: compreender e praticar a Palavra fortalece a comunhão com Deus.

  • Reavaliar prioridades: é uma oportunidade de verificar se as preocupações desta vida estão ocupando o lugar do que é eterno.

  • Colocar a fé em prática: o aprendizado não termina na reunião; deve se transformar em atitudes durante toda a semana.

Apocalipse: revelação, não medo

Os temas abordados na reunião têm como propósito despertar os participantes para a urgência de cuidar da alma, com o apoio de vídeos que aprofundam a reflexão sobre o assunto, como imagens relacionadas ao fim dos tempos. Entre os livros bíblicos estudados na Vigília da Alma está o Apocalipse. Embora muitas pessoas o associem a catástrofes e ao fim do mundo, seu propósito vai além disso. “Apocalipse significa revelação. É um livro que Deus fez para os Seus servos e não deve causar medo. Pelo contrário, deve despertar interesse”, diz. No entanto, conhecer profecias e sinais não significa necessariamente cuidar da salvação se tal conhecimento não levar à prática da Palavra de Deus.
Cabe a cada um transformar o aprendizado em atitude. “Quando as pessoas ouvem a Palavra de Deus, precisam ter coragem para praticá-la.

Essa é a parte delas. É a parte que nem Deus nem eu podemos fazer. E quanto mais ela conhece a Verdade e pratica essa Verdade, mais temor ela adquire”, observa.

O que merece mais atenção?

Não é necessário conhecimento prévio da Bíblia para participar da reunião. O principal preparo está na disposição de aprender. Bíblia, caderno e caneta podem ajudar, mas o essencial é a forma como a pessoa chega à reunião. “Quando a pessoa vem com sede de receber a Palavra, sinceridade e interesse, Deus consegue trabalhar”, orienta o Bispo.

E para quem cuida de tantas áreas da vida, mas pouco pensa na eternidade, o Bispo deixa um alerta: “Não adianta ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma. É importante as pessoas entenderem que, daqui a um milhão de anos, a alma delas não vai deixar de existir. Nós não somos um corpo, somos uma alma. Nossa roupa veste o corpo e nosso corpo veste a alma. Se a alma é o que temos de mais valor, então é o que mais temos que cuidar. As outras áreas são importantes, mas não tanto”, conclui.

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Autor

Núbia Onara / Fotos: Demetrio Koch e arte sobre foto gerada por ia