Nunca antes você viveu um problema assim?

Uma situação devastadora, inédita. O que está acontecendo com a sua vida não é por acaso – e tem saída. Descubra

Imagem de capa - Nunca antes você viveu um problema assim?

Talvez você não saiba exatamente quando tudo começou a sair do lugar. Mas, em algum momento, o que parecia firme começou a balançar. É como se a lógica da sua própria vida tivesse sido alterada.

De repente, situações inéditas surgem. As contas apertam, a renda já não acompanha as despesas e o dinheiro parece desaparecer. Dívidas que antes eram controláveis se tornam impagáveis.

Dentro de casa, o cenário também muda. O casamento, antes estável, é abalado por uma traição inesperada. Um filho se afasta, toma decisões que você não reconhece, até que um dia simplesmente vai embora, ou se perde em caminhos destrutivos.

Na vida profissional, portas que pareciam certas se fecham. Projetos promissores fracassam. O negócio que aparentemente prosperava entra em colapso. O que começou pequeno cresce até se tornar uma crise generalizada. Surge a sensação de estar completamente “fora do eixo”. E, no meio disso tudo, uma frase ecoa com força:

“Isso nunca aconteceu antes”

Então, logo vem a pergunta inevitável:

Por que estou vivendo o que nunca vivi?

Isso já aconteceu no passado

A Bíblia descreve um cenário semelhante no capítulo 1 do livro do profeta Joel. Israel enfrentou uma crise devastadora, marcada por plantações destruídas por pragas e por uma seca severa:

“O que ficou da lagarta, o gafanhoto o comeu, e o que ficou do gafanhoto, a locusta o comeu, e o que ficou da locusta, o pulgão o comeu” (Joel 1:4).

A crise não afetou apenas o campo, mas toda a sociedade. Faltava alimento, os recursos desapareceram e até o templo foi impactado. Como o profeta afirmou, “não há alegria entre os filhos dos homens”.

Os mais velhos não tinham respostas. Os lavradores perderam seu sustento. Os sacerdotes não tinham o que oferecer a Deus. E alguns, incapazes de lidar com a realidade, como os bêbados, buscavam alívio em prazeres passageiros, mas até o vinho havia acabado. Diante daquilo, Joel despertou aquele povo com uma pergunta direta:

Era uma crise inédita e total. E hoje, ao olhar para a sua vida, você reconhece algo parecido?

O fato é que, quando uma área entra em colapso e começa a afetar todas as outras, há sempre algo por trás.

A destruição tem causa

Ao fazer aquela pergunta, Joel não apenas descrevia a crise; ele transmitia um alerta de Deus. Chamava todos a olharem para a própria realidade e reconhecerem que estavam vivendo algo fora do comum. Ele chamou a atenção do povo para a gravidade do momento, levando-o a refletir sobre o que o havia conduzido até ali.

Então, começou a apontar os sinais daquela calamidade. Porque, quando a vida foge completamente do padrão, é preciso parar e olhar para dentro.

Os gafanhotos não eram o problema principal. Eram apenas o instrumento. O que estava sendo exposto era mais profundo: a raiz da devastação estava no afastamento do povo em relação a Deus. E, quando Deus deixa de ocupar o primeiro lugar, as consequências não tardam a aparecer.

A lógica invisível das perdas

O profeta descreve algo que parece, para muitos, a definição exata do que estão vivendo: O que ficou da lagarta, o gafanhoto o comeu (…)”.

O texto revela um padrão: a destruição não vinha de uma vez só, ela continuava. Sempre que algo restava, vinha uma nova perda.

E essa dinâmica é extremamente atual: uma dívida é paga, outra surge; uma oportunidade aparece, mas não se concretiza; o problema no casamento parece ser resolvido, mas retorna com mais força.

Esse padrão repetitivo não é apenas desgastante, mas um sinal de que existe algo mais profundo acontecendo.

Afinal, por que você está vivendo o que nunca viveu antes?

Muitas pessoas vivem algo que nunca imaginaram enfrentar, mas já se acostumaram com isso. Um “nunca antes” que virou rotina.

O problema é que tentam lidar com a situação, sem nunca parar para identificar o que, de fato, as levou até ela. Mas a verdade é simples: não se vence a consequência sem tratar a origem. Por isso, a pergunta que precisa ser feita é:

“Como cheguei até aqui?”

Quem prioriza as próprias vontades, e não a de Deus, inevitavelmente começa a ver os efeitos disso, a ponto de coisas inimagináveis passarem a acontecer.

Quando a vontade d’Ele deixa de ser prioridade, surgem brechas na vida. E é nelas que aquilo que era inimaginável começa a ganhar espaço.

“Clamai ao Senhor…”

Diante da crise, Joel mostrou o caminho que vai contra a lógica deste mundo: humilhe-se.

“Cingi-vos e lamentai-vos, sacerdotes; gemei, ministros do altar; entrai e passai a noite vestidos de saco, ministros do meu Deus; (…). Santificai um jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos, e todos os moradores desta terra, na casa do Senhor vosso Deus, e clamai ao Senhor” (Joel 1:13-14).

Para mudar esse cenário, é preciso reposicionar a vida, e o primeiro passo é a humilhação diante de Deus, reconhecendo que dependemos d’Ele e que Ele precisa ser sempre o primeiro.

Deus não quer apenas uma parte da vida. Não um dízimo financeiro, um momento ocasional, ou uma lembrança em tempos difíceis. Ele não aceita prioridade parcial. Ou Ele é o primeiro em tudo, ou não é prioridade. Como afirma a Palavra:

“Tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós…” (Malaquias 3:10).

O preparo interior

Na agricultura bíblica, havia dois momentos essenciais: a chuva temporã e a chuva serôdia. Comuns em Israel e no Oriente Médio, devido ao clima árido, elas foram usadas por Deus como símbolo de bênção para aqueles que se voltam a Ele:

“E vós, filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai-vos no Senhor vosso Deus, porque Ele vos dará em justa medida a chuva temporã; fará descer a chuva no primeiro mês, a temporã e a serôdia” (Joel 2:23).

A chuva temporã vinha primeiro, geralmente no outono. Ela amolecia a terra, permitindo que o agricultor a preparasse para receber a semente.

Já a chuva serôdia vinha depois, na primavera, garantindo o desenvolvimento pleno do fruto até a colheita.

Mais do que fenômenos naturais, essas chuvas carregam um significado espiritual. A chuva temporã representa o início da transformação: o momento em que a pessoa deixa de olhar apenas para os problemas e passa a olhar para si diante de Deus. É quando reconhece seus erros, abandona caminhos errados e decidir retornar a Ele com sinceridade.

É como preparar o solo. Sem isso, nada cresce.

A chuva serôdia, por sua vez, simboliza o que vem depois: a restauração, os resultados e a mudança visível de uma vida alinhada com Deus.

O problema é que muitos desejam a chuva serôdia sem passar pela temporã. Querem colher antes de preparar o solo, ver mudanças nas circunstâncias sem mudar a postura. E isso não acontece.

Como não viver nunca mais essa situação?

O princípio para interromper esse ciclo foi revelado por Deus: Ele não apresentou apenas o diagnóstico, mas também a solução.

• Pare de tratar tudo apenas como problema externo
• Faça um diagnóstico espiritual honesto: Deus está, de fato, em primeiro lugar?
• Tome decisões de arrependimento: mude hábitos e reorganize prioridades
• Sustente esse novo posicionamento, mantendo Deus acima de tudo na sua vida

A partir disso, a pergunta deixa de ser: “Por que estou vivendo o que nunca vivi?” E passa a ser:

“O que vou fazer para nunca mais viver isso?”

A resposta define o seu próximo capítulo. Ao se voltar verdadeiramente para Deus, sua vida se reorganiza, e aquilo que era “nunca antes” pode, enfim, se tornar um definitivo “nunca mais”.

Nunca antes: Mais de 3 milhões de reais em dívidas

Mesmo frequentando uma igreja evangélica, Egildo Alves da Silva, de 64 anos, ignorava um detalhe decisivo: Deus não era sua prioridade, até ver sua empresa afundar e sua credibilidade ruir

O preço de confiar só em si mesmo

Sempre atuei na área de vendas e alcancei cargos de grande responsabilidade. Em 2003, impulsionado pelo sucesso, abri minha própria empresa em Goiânia (GO).

Confiando apenas na força do meu braço e na minha capacidade, tomei decisões equivocadas e fechei maus negócios. Sem direcionamento na gestão, acumulei mais de três milhões de reais em dívidas com bancos e fornecedores.

Quando tudo desmoronou

Perdi completamente a credibilidade e a honra. Ninguém mais queria fazer negócios comigo e fiquei isolado. Algo que nunca vivi antes e nunca imaginei viver.

No início, neguei a realidade e tentei manter as aparências, já que antes tínhamos uma condição financeira estável e dava o melhor para nossos filhos. Mas chegou um ponto em que não foi mais possível. Passei a depender da ajuda de familiares para sustentar a casa.

Foi um período de profunda humilhação, marcado por situações e palavras que jamais gostaria de ter enfrentado.

Real fidelidade

Foi nessa fase, em 2007, que cheguei à Universal, após insistentes convites de familiares. Ali passei a ouvir sobre as primícias e a importância da fidelidade a Deus.

Embora já conhecesse o dízimo, pois frequentava uma igreja evangélica desde 1982, não era verdadeiramente fiel a Deus, nem nas finanças nem na vida. Na prática, eu apenas ‘pagava’ o dízimo, algo feito por aparência e apenas quando era conveniente.

Nas reuniões, entendi que fidelidade vai muito além de contribuições financeiras. É colocar Deus em primeiro lugar em todas as áreas. Em meio às dificuldades, passei a compreender o que é, de fato, um relacionamento com Deus.

A virada

Diante das humilhações e fracassos, entendi que não venceria pela minha própria força, mas precisava de Deus para me guiar.

Passei a usar a fé e, principalmente, abri mão do meu orgulho, de quem eu era, do que sabia e do que havia conquistado para aprender o que Deus queria me ensinar.

Hoje compreendo: Deus permitiu tudo aquilo para que eu O reconhecesse e entendesse que, sem Ele, nada sou.

Do “nunca antes” para o “nunca mais”

Em 2008, recebi uma proposta para voltar à área de representação comercial, desta vez no Tocantins. O começo não foi fácil, os problemas ainda existiam, mas permaneci na fé. Priorizando sempre a vontade de Deus, Ele passou a me direcionar em cada decisão.

Hoje, não tenho mais dívidas. Sou empresário, tenho uma vida financeira estável, família estruturada, bons relacionamentos e paz. Tudo isso é resultado de uma escolha: colocar Deus acima de tudo, em qualquer situação.

* Colaborou: Camila Dantas

Participe do clamor de fé

A partir da próxima terça-feira, 16 de junho, você poderá acompanhar orações diárias em favor da mudança do seu cenário de vida.

Em toda a Universal, viveremos um período de clamor diante do Altar de Deus. Você poderá unir a sua fé à de bispos e pastores nesse propósito especial.

Acompanhe ao vivo, a partir das 22h30, pela TV Templo (canal 10.1 na Grande São Paulo), Rede CNT, Canal 21, Univer Vídeo e Rede Aleluia, além das transmissões nas redes sociais da Universal (YouTube e Facebook).

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Colaborador

Redação* / Fotos: sbayram/getty images, Maielly Rodrigues e nikkimeel/getty images / Arte sobre foto: Alina Barilo/getty images