Número de suicídios entre idosos cresce no Brasil e acende alerta
Isolamento social, transtornos mentais, doenças crônicas e perda de autonomia estão entre os fatores que podem aumentar a vulnerabilidade nessa fase da vida
O número de mortes por suicídio entre pessoas idosas tem chamado a atenção para a importância dos cuidados com a saúde mental nessa fase da vida. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, apontam crescimento dos registros nos últimos anos.
Crescimento dos registros
Os dados analisados apontam uma tendência de crescimento ao longo do período. Em 2016, foram registrados 1.996 óbitos por suicídio entre pessoas idosas. Em 2023, o número chegou a 2.988, o que representa um aumento de aproximadamente 50% em relação a 2016.
O levantamento também mostra uma participação maior dos homens entre as mortes registradas na população com 80 anos ou mais. De 2020 a 2026, segundo os dados analisados, foram contabilizados 2.027 óbitos entre homens e 368 entre mulheres nessa faixa etária.
O envelhecimento da população brasileira
O Brasil também passa por um rápido processo de envelhecimento populacional. Atualmente, o País tem cerca de 36 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a aproximadamente 17% da população, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde com base em dados do IBGE de 2024.
O envelhecimento, porém, acontece de maneiras diferentes para cada pessoa. Condições de saúde, limitações funcionais, perdas afetivas, isolamento social e transtornos mentais estão entre os fatores que podem aumentar a vulnerabilidade de algumas pessoas idosas.
Mudanças importantes na rotina também merecem atenção. Para algumas pessoas, por exemplo, a aposentadoria pode representar uma fase de adaptação, especialmente quando vem acompanhada da redução do convívio social ou de outras mudanças significativas na vida cotidiana.
Atenção aos sinais e acesso ao cuidado
O acesso ao cuidado em saúde mental também é fundamental. Depressão, transtornos de ansiedade e outras condições podem atingir pessoas de diferentes idades, inclusive idosos, e devem receber avaliação e tratamento adequados. No Sistema Único de Saúde (SUS), o diagnóstico e o tratamento de condições que afetam a saúde mental estão disponíveis na rede de atendimento.
Familiares e pessoas próximas também devem estar atentos a mudanças importantes de comportamento. Isolamento, manifestações frequentes de desesperança, falas relacionadas à morte ou ao desejo de morrer e abandono de atividades antes apreciadas estão entre os sinais que merecem atenção, sobretudo quando aparecem em conjunto.
Diante desses sinais, a pessoa deve ser acolhida sem julgamentos e incentivada a buscar ajuda profissional. Em situações de risco imediato de a pessoa ferir a si mesma ou outras pessoas, o Ministério da Saúde orienta acionar um serviço de emergência, como o Samu, pelo telefone 192.
Ajudar Faz Bem
Entre as iniciativas voltadas à população idosa, o Grupo Calebe desenvolve a ação “Ajudar Faz Bem”, que realiza visitas a residências, hospitais, instituições de acolhimento e comunidades. Por meio dessas atividades, os voluntários oferecem companhia, escuta e momentos de convivência às pessoas alcançadas.
Além das visitas, o Grupo Calebe promove reuniões, passeios, oficinas, atividades físicas e outros encontros que incentivam a interação entre os participantes e o fortalecimento da fé. Dessa forma, o trabalho busca ampliar as oportunidades de convivência e participação social na terceira idade.
Os interessados podem procurar uma Igreja Universal ou uma Central do Grupo Calebe para participar gratuitamente das atividades.
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