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Notícias | 10 de dezembro de 2019 - 17:13


Netflix e Porta dos Fundos: escárnio e vilipêndio com a fé de milhões de brasileiros

Zombaria de natal propõe ridicularizar os cristãos

Netflix e Porta dos Fundos: escárnio e vilipêndio com a fé de milhões de brasileiros

O grupo de humor Porta dos Fundos lançou seu especial de Natal no último dia 3, pela Netflix. A produção é uma parceria das duas empresas e tem o objetivo de atacar cristãos em sua fé. A começar pelo título do filme: “A Primeira Tentação de Cristo”.

No programa, o Senhor Jesus é retratado como um adolescente indeciso em relação à Sua missão na Terra. Ele usa drogas, tem um relacionamento homossexual com o diabo e acredita que Deus é seu tio.
Deus, por sua vez, é encenado como alguém arrogante e debochado, que despreza José e tem um romance extraconjugal com Maria. Já Maria é retratada como promíscua e interesseira.

Ao redor desses personagens centrais estão bêbados, vadios e gulosos.

Em todo o filme são exibidas cenas de promiscuidade e violência verbal. Um desrespeito tão grande com a fé cristã que despertou revolta em diversas religiões.

Atacar a fé alheia é crime

Desde o lançamento do filme, representantes de diversas religiões têm cancelado sua assinatura da Netflix. Um deles é o deputado federal Julio Cesar Ribeiro (Republicanos).

“Eu estou cancelando hoje a minha assinatura da Netflix por conta deste filme de especial de final de ano”, afirma ele em vídeo publicado nas redes sociais. “É uma chacota à fé dos evangélicos, à fé dos católicos. Então, nós precisamos dar um basta”.

De fato, líderes católicos manifestaram sua indignação. Um deles foi o Bispo de Palmares (PE), Dom Henrique Soares da Costa, que declarou, em nota aberta ao público, que “a Netflix deu um bofetão no rosto de todos os cristãos; cuspiu na nossa cara, zombando da nossa fé”.

Para ele, a produção é vulgar e blasfema, “certamente instigada pela força demoníaca que tem inspirado tantos e tantos corações e mentes nestes tempos de neo-paganismo”.

Já o ator Carlos Vereza, espírita, destacou que o Porta dos Fundos tem como meta “a desconstrução da família e da religião”.

Conforme explica o deputado estadual Altair Moraes (Republicanos), essa é “uma encenação ridícula e que leva aos lares, justamente no Natal, uma carnalidade inventada que distorce a biografia cristã. Assim, ao retirar o valor espiritual da sagrada concepção, e tratar com desdém a trajetória do Cristo, o filme comete vilipêndio público de ato ou objeto de culto religioso, o que é crime de acordo com o artigo 208, do código penal”.

De acordo com a legislação brasileira, é crime “Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”.

Ou seja: essa agressão ao cristianismo é um crime previsto na Constituição brasileira que pode render multa ou prisão de até um ano.

Ataques recorrentes e zombaria

Essa não é a primeira vez que o grupo Porta dos Fundos e a Netflix atacam a fé cristã. Em 2018, também no especial de Natal, as empresas lançaram o filme “Se Beber, Não Ceie”. Na peça o Senhor Jesus e todos os apóstolos – com exceção de Judas – são retratados como bêbados promíscuos e mentirosos.

“Isso é uma ofensa à fé de católicos, evangélicos, de cristãos, pois faz chacota de Cristo”, explica o deputado Moraes. “Isso não se deu ao acaso, isso foi intencional para polemizar e ter audiência. Não vou permitir que a fé cristã seja reduzida a pano de chão por quem não sabe fazer humor e só entende de desrespeito e ironia. Por isso, já oficiei as autoridades para instauração de inquérito criminal contra os responsáveis e não permitirei que isso passe impune”.

Além da denúncia realizada pelo deputado Moraes e por outros deputados, há também uma petição online para que a Netflix tire do ar a sátira de Natal. O objetivo era alcançar 500 mil assinaturas. Entretanto, a revolta da população é tamanha que até o fechamento desta matéria a petição já tinha 1.305.598 assinantes.

Sobre isso, o ator Gergório Duvivier afirmou:

“Acho que fizemos algo errado, porque é muita pouca gente. Da próxima vez, acho que vale pegar mais pesado. O Porta tem quase 20 milhões de inscritos. 300 mil [número de assinantes da petição naquele momento] é um fiasco. Mas de qualquer jeito, vale pra medir a audiência. Pelo menos 300 mil pessoas viram. É mais que a base de apoio do Bolsonaro”.

Já a empresa Porta dos Fundos, em suas redes sociais, debochou dos protestos afirmando que “comemora o sucesso de mais uma criação de Deus: nosso Especial de Natal na Netflix, ‘A Primeira Tentação de Cristo’, continua cada vez mais poderosíssimo”.

À imprensa, a Netflix declarou que “valoriza e aprova a liberdade criativa dos artistas com quem trabalha, e reconhece também que nem todas as pessoas vão gostar desse conteúdo”.

Se você também está indignado com o ataque, siga o exemplo e cancele sua assinatura no serviço de streaming. Ao cancelar, o site questiona o motivo. Deixe claro que não permitirá que sua fé seja atacada em troca de audiência e lucros.

 


Netflix e Porta dos Fundos: escárnio e vilipêndio com a fé de milhões de brasileiros
  • Redação / Imagem: Reprodução 


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