Nem as maiores provações a fizeram desistir

Conheça a história de Maria Bias, uma das primeiras obreiras da Universal, que há cinco décadas mantém a fé diante das adversidades

Imagem de capa - Nem as maiores provações a fizeram desistir

O sonho de Maria Bias, de 80 anos, sempre foi ser mãe. Após se casar, engravidou de sua primeira filha, mas complicações no parto causaram uma lesão nos tendões de um dos braços da criança, deixando-o sem movimentos. Além disso, Maria enfrentava perturbações espirituais: via vultos e ouvia vozes.

Uma mensagem em meio à dor

Diariamente, Maria levava a filha ao médico para o tratamento. No caminho, passava pelo coreto do Méier, no Rio de Janeiro, e, à medida que se aproximava do hospital, sentia a angústia aumentar ao pensar no sofrimento da filha.

Certo dia, porém, naquele mesmo coreto, ouviu uma mensagem de um jovem evangelista que pregava no local: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). “Aquela palavra entrou dentro de mim. E eu senti uma paz inexplicável, que eu desconhecia”, relembra.

Daquele dia em diante, Maria passou a descer do ônibus para ouvir as mensagens do jovem pregador Edir Macedo. Ao observar a intrepidez com que a Palavra de Deus era ensinada, nasceu nela a certeza de que sua filha seria curada.

O início da caminhada na fé

Enquanto aprendia a usar a fé, ela continuou lutando pela recuperação da filha. Meses depois, já participando das reuniões na primeira Igreja Universal, no bairro da Abolição, viu os primeiros sinais da resposta de Deus. “Primeiro ela mexeu os dedos. Pouco depois, recuperou todos os movimentos do braço. Eu só sabia agradecer a Deus.”

Maria se batizou nas águas, foi liberta dos espíritos que a atormentavam e passou a evangelizar. Porém, ainda faltava o batismo com o Espírito Santo. A mágoa que alimentava contra uma pessoa próxima era o impedimento. “Ela havia me feito muito mal, e eu desejava a morte para ela”, admite.

Ao entender que precisava se livrar daquela mágoa, Maria procurou essa pessoa e lhe pediu perdão. Quinze dias depois, recebeu o Espírito Santo. Tomada pela gratidão, passou a desejar servir a Deus ainda mais.

Uma fé que não recuou

Maria é uma das primeiras obreiras da Igreja Universal. Mesmo durante períodos de intensa perseguição à Igreja e ao Bispo Macedo, nunca cogitou abandonar a fé. “Houve momentos em que não podíamos nem sair de casa vestida com o uniforme de obreira. Mas eu cria que o Deus que mudou a minha vida jamais abandonaria Seus servos, tampouco esta Obra, que é d’Ele.”

Anos depois, enfrentou a dor de ver os filhos se afastarem da presença de Deus. Porém, não permitiu que o sentimento interferisse em sua fé. “Nasceu dentro de mim uma revolta contra aquela situação”, afirma.

O segredo para permanecer

Depois de cinco anos fazendo votos e propósitos, Maria viu os filhos retornarem à presença de Deus. Após 49 anos de fé e serviço ao Senhor, ela resume o segredo para permanecer: “Procuro me alimentar da Palavra, não deixo de ir à Igreja, oro de madrugada, busco obedecer e me manter humilde, porque sem Deus nada podemos fazer. É isso que tem me mantido firme até hoje”, assegura.

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Autor

Thayná Andrade / Fotos: Cedidas