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Notícias | 18 de novembro de 2020 - 18:14


Nas noites de sexta, voluntários percorrem as ruas oferecendo ajuda a quem se prostitui

55% das garotas de programa se prostituem para ajudar no sustento da família

Nas noites de sexta, voluntários percorrem as ruas oferecendo ajuda a quem se prostitui

Toda sexta-feira à noite, os voluntários do programa social EGV Night visitam pontos de prostituição em cidades por todo o Brasil, levando ajuda humanitária a garotas de programa e travestis, além de apoio àqueles que desejam mudar de vida. Estimativa aponta que 1,5 milhão de pessoas se prostitui no país.

Expostos cotidianamente a situações de risco, como o contágio de doenças sexualmente transmissíveis e a violência das ruas, mulheres e homens muitas vezes são levados à prostituição pela necessidade de subsistência. Pesquisa realizada pela Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC) apontou que 55% das garotas de programa se prostituem para ajudar no sustento da família e 28% estão desempregadas.

“Queremos mostrar para essas pessoas que existem, sim, outras formas de sustento. Que podem trabalhar e ganhar o seu dinheiro sem precisar viver nessa vida”, explica Francisco de Assis, responsável pela EVG Night no Brasil.

Segundo Francisco, “uma vez na semana, fazemos essas ações para tornar o dia delas mais especial, com o objetivo de acolhê-las, fazê-las enxergar o seu verdadeiro valor e que não foram esquecidas”.

A maior parte das garotas de programa brasileiras tem de 20 a 29 anos de idade (46%), primeiro grau incompleto (67%) e já se prostituem há até quatro anos (47%). Os rendimentos da maioria não ultrapassam dois salários mínimos por mês (36%).

Mão estendida

Esta era a realidade de Amanda Mariana, de 26 anos. “Cheguei a trabalhar em boates, apartamentos e sites de prostituição. Além de não conseguir ser feliz na nova realidade, passei a usar cocaína durante os programas, o que acabou se tornando um vício. O sonho de juntar dinheiro também foi ficando cada vez mais distante porque era um dinheiro que não ficava na mão”, relata.

“Eu já estava decidida a colocar um ponto final em minha vida, quando, em uma noite de sexta-feira, conheci o projeto EVG Night, que me mostrou que eu poderia dar a volta por cima sem precisar se prostituir. Eles me estenderam a mão, conseguiram um lugar para eu morar e um emprego. Hoje, sou uma das voluntárias do projeto e tenho meu próprio negócio de roupas”, conta a comerciante.

Na ação da última sexta (13), os voluntários da EVG Night visitaram 147 pontos de prostituição nas capitais e e outras cidades, beneficiando 1.788 pessoas com a doação de kits de higiene, livros e alimentação.

A EVG Night foi criada pela Igreja Universal do Reino de Deus  em março de 2018 para oferecer apoio social a garotas de programa e travestis, como a assistência de advogados, médicos, enfermeiros e psicólogos.

Estima-se ainda que 90% da população travesti e transexual no Brasil trabalhe na prostituição.

Em 2019, o programa social beneficiou 84 mil pessoas.


Nas noites de sexta, voluntários percorrem as ruas oferecendo ajuda a quem se prostitui
  • Unicom / Foto: Cedidas 


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