“Não existe caso perdido”

Cristopher Gonçalves reescreveu uma vida de futuro incerto

Imagem de capa - “Não existe caso perdido”

Cristopher Gonçalves da Silva tem 21 anos e é ajudante de serralheiro em São Paulo (SP). Por fazer escolhas erradas em sua adolescência, ele avalia que já poderia estar morto. “Com 12 anos, eu cheguei a ter contato com a Universal, pois a minha mãe era da Igreja. Conheci a Força Jovem, mas não valorizei e me afastei. A separação dos meus pais e a violência sofrida pela minha mãe por um padrasto me marcaram e afetaram minha visão sobre relacionamentos. Aos 14 anos, durante a pandemia, passei a conviver com más companhias e a usar drogas como lança-perfume, e me envolvi em furtos”, diz.

Vida dupla

Com o tempo, ele passou a traficar em sua comunidade, acreditando estar seguro. “Por ser menor de idade, dificilmente a polícia tocava em mim. Quando eu tinha 15 anos, minha mãe descobriu a minha vida dupla e se decepcionou comigo. Em busca de liberdade, saí de casa, fui morar com uma namorada e depois sozinho. Passei a consumir mais drogas, especialmente o K2 [canabinoide sintético] e me viciei. O dinheiro passou a ser meu deus e, influenciado por criminosos, cobri o corpo com tatuagens ligadas ao crime”, revela.

Atrevido

Ainda aos 15 anos, Cristopher ganhou notoriedade por fugir da polícia várias vezes pelas vielas na comunidade onde morava, até ser apreendido pela primeira vez. “Eu era atrevido e, mesmo assim, continuei no crime, alimentando um vazio e um ódio crescentes. Aos 17, fui pego novamente durante um cerco policial e encaminhado à Fundação Casa. Sofri com a abstinência e fiquei mais agressivo ainda, precisando de apoio psicológico. Em uma unidade de internação prolongada, comecei a participar das reuniões do grupo Universal Socioeducativo e fui reacendendo a lembrança de Deus em minha vida”, explica.

Virada

Após dez meses, ele foi liberado da Fundação Casa. “Já com 18 anos, eu temia a prisão adulta, mas me afundava ainda mais no vício. Cheguei a roubar da minha própria mãe para mantê-lo. Minha virada só ocorreu quando ela me desafiou a ir ao casamento da minha irmã, realizado na Universal. Lá percebi uma paz que eu não tinha. Mesmo recaindo depois, eu lembrava da promessa que eu havia feito a Deus antes da recaída e passei por uma intensa luta espiritual, fui à igreja, orei com sinceridade e decidi mudar de vez”, detalha.

Vontade d’Ele

Em seguida, Cristopher se batizou nas águas e abandonou todos os vícios. “Um mês após minha entrega, eu recebi o Espírito Santo. Foi o momento mais feliz da minha vida. Com o tempo, fui levantado a colaborador e depois a obreiro, atividade voluntária que realizo há cerca de um ano. Hoje, tenho a certeza de que apenas Jesus preenche o vazio interior que drogas, amizades e prazeres não conseguem me dar. Creio que há esperança para todos, não existe caso perdido desde que se entregue tudo a Deus – mente, emoções, relacionamentos e escolhas – e se decida viver a vontade d’Ele”, conclui.

Saiba mais

Leia as demais matérias dessa e de outras edições da Folha Universal, clicando aqui. Confira também os seus conteúdos no perfil @folhauniversal no Instagram.

Folha Universal, informações para a vida!

imagem do author
Colaborador

Eduardo Prestes / Foto: Mídia FJU Taquara - RJ