“Minha alma continuava pedindo algo”

Ao tentar preencher o vazio que sentia, Tainá Jimenez contraiu uma dívida de R$ 1 milhão e acreditou que a morte era a única saída para seus problemas

Imagem de capa - “Minha alma continuava pedindo algo”

A gerente de farmácia Tainá Jimenez, de 30 anos, conta que sofria com perturbações espirituais desde os 10 anos de idade, via figuras sombrias durante a noite e enfrentava paralisia do sono. Na adolescência, as crises de ansiedade provocavam urticárias e ataques de pânico que a impediam de sair de casa.

Aos 13 anos, ela começou um relacionamento, imaginando que isso resolveria seus conflitos, mas se frustrou. Depois, ela pensou que a resposta que buscava estivesse no dinheiro e passou a trabalhar. Aos 20 anos, após sete anos de namoro, Tainá resolveu se casar porque seus pais tinham dito que ela só sairia de casa casada. Apesar de conviverem sob o mesmo teto, o marido e ela eram distantes.

Prosperidade vazia

Um tempo depois, em sociedade com a mãe, Tainá abriu uma farmácia. A prosperidade financeira chegou, mas a satisfação, não. “Minha vida prosperava, mas minha alma continuava pedindo algo”, diz. A insônia tornou-se constante e os remédios passaram a fazer parte da rotina de Tainá. Ela tentou ter filhos e não conseguiu. Então, comprou um cachorro em busca de alívio emocional, mas nada mudou.

Foi quando Tainá recebeu do banco um cartão black sem limite: “Ali foi o meu fundo do poço: eu comprava roupas e sapatos, ia a restaurantes caros, presenteava toda a família e, quanto mais eu tinha, mais eu queria. Tinha uma ganância dentro de mim, eu sempre queria mais. Fiz uma dívida de R$ 1 milhão. A farmácia começou a ter problemas financeiros, então usava o cartão para pagar também as contas da farmácia e comprar mercadorias”, conta.

Sem enxergar uma saída para seus problemas, Tainá tentou tirar a própria vida. Sua tentativa foi frustrada, e, no mesmo momento, ela viu uma Universal e decidiu entrar. “Naquela semana, eu já dormi sem os medicamentos e, ao seguir as orientações de fé, me batizei nas águas”, lembra.

O passo mais difícil, segundo ela, foi perdoar o pai, com quem não falava havia três anos. Quatro meses depois de seu batismo nas águas, durante uma reunião, ela foi preenchida pelo Espírito Santo: “Recebi uma força dentro de mim que eu nunca tinha tido. Vi aquela palavra que está em João 14:27 se cumprir em mim”. Veio, então, o primeiro desafio: o casamento de três anos chegou ao fim.

Hoje, Tainá não possui o luxo que tinha no passado, mas vive algo muito mais valioso. Após negociações, ela quitou as dívidas e deixou de ser proprietária da farmácia. Há três anos, ela está casada com um homem com quem compartilha a mesma fé. “O Espírito Santo é a maior riqueza da minha vida e eu não O troco por nada. Me sinto completa. O meu prazer hoje é levar para as pessoas o que Deus me deu. É mostrar para elas que tem uma saída para tudo que estão passando”, conclui.

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Colaborador

Núbia Onara / Foto: Demetrio Koch