Mãe autista encontra na fé a força para cuidar dos três filhos com TEA

Entre crises e desafios diários, Juliana encontrou no Espírito Santo a força para cuidar da família e inspirar outras mães atípicas

Imagem de capa - Mãe autista encontra na fé a força para cuidar dos três filhos com TEA

Conciliar os desafios da maternidade com o próprio diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) parecia uma missão impossível para Juliana. Além de conviver com o autismo, ela é mãe de três filhos diagnosticados com TEA e enfrentou crises, sobrecarga emocional e o constante sentimento de solidão.

Desde a infância, Juliana apresentava características do transtorno. Na época, porém, pouco se falava sobre o autismo.

“Eu me sentia uma criança incompreendida. Muitas vezes, era vista apenas como mal-educada ou desobediente”, relembrou.

Com o passar dos anos, a impulsividade e a dificuldade para lidar com as emoções passaram a afetar diferentes áreas de sua vida, inclusive o casamento. Casada aos 16 anos, ela enfrentou constantes conflitos dentro de casa.

“Eu arrumava briga por pouca coisa. Meu marido sempre foi muito calmo, mas eu tinha muita dificuldade em controlar as minhas reações”, contou.

O diagnóstico dos filhos mudou a rotina da família

Após o nascimento do primeiro filho, Gustavo, que enfrentou diversos problemas de saúde, nasceram Lucas e, posteriormente, Maria Gabriela.

Foi com Lucas, porém, que os primeiros sinais do autismo chamaram a atenção da família.

“Ele andava na ponta dos pés, não olhava nos olhos, não demonstrava interesse pelas pessoas e evitava interações”, explicou.

Algum tempo depois, veio o diagnóstico de TEA nível 2 de suporte. Além disso, Lucas apresentava comportamentos autolesivos e crises frequentes, exigindo atenção constante da mãe.

Pouco tempo depois, Juliana descobriu a terceira gravidez. Meses mais tarde, percebeu que Maria Gabriela também apresentava características do espectro autista.

Com isso, a rotina da família tornou-se ainda mais desafiadora.

“Eu gritei o nome de Deus”

Entre os momentos mais difíceis, Juliana relembra um episódio em que os três filhos entraram em crise ao mesmo tempo.

“Eu tinha um filho se machucando, outro querendo fugir e um bebê chorando no chão. Ao mesmo tempo, eu precisava lidar com o meu próprio autismo e toda a sobrecarga sensorial daquele momento. Foi quando eu gritei o nome de Deus e disse: ‘Meu Deus, eu estou sozinha'”, recordou.

Foi justamente nesse período que um convite inesperado transformou sua trajetória. Ao participar das reuniões, Juliana encontrou inspiração no testemunho de outras mães atípicas e aprendeu a unir fé e inteligência para educar os filhos e enfrentar os desafios da rotina familiar.

Confira o final desta história no vídeo abaixo:

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Redação / Foto: Reprodução