Livro O prazer da vingança é lançado em todo o Brasil

Lançamento da obra aconteceu durante o Domingo do Perdão

Imagem de capa - Livro O prazer da vingança é lançado em todo o Brasil

Há quem busque o perdão de alguém, há quem busque forças para perdoar e há quem carrega uma culpa e não perdoa a si mesmo. A verdade é que todos nós erramos e, indistintamente, precisamos de perdão. Ele é a cura para a alma, o corpo e o espírito e não apenas para quem o recebe, mas também para quem o concede. Além disso, todos ao nosso redor são beneficiados por essa atitude.

O perdão salva relacionamentos, porém, mesmo sendo necessário, a mágoa tem sido um sentimento cada vez mais presente nos indíviduos e a maioria deles não a reconhece em suas vidas. Por isso mágoa, vingança e perdão são os temas centrais do mais novo livro do Bispo Edir Macedo:

O Prazer da Vingança. O lançamento da publicação aconteceu sem a presença dele e não houve sessão de autógrafos. Contudo a ausência dele não foi por desconsideração ou esquecimento, mas intencional.

O dia escolhido para o lançamento oficial, que ocorreu em todo o Brasil, foi 21 de abril, durante a reunião do Domingo do Perdão – oportunidade perfeita para promover reflexão e o abandono daquilo que mantém tantas pessoas presas em suas vidas: a mágoa.

As pessoas foram orientadas a escreverem em um papel suas mágoas, ressentimentos, decepções e nomes de pessoas que lhes fizeram mal e que decidissem deixar definitivamente essas questões no Altar e liberassem o perdão.

A lista de nossos erros
O Bispo Renato Cardoso conduziu a reunião que aconteceu no Templo de Salomão, em São Paulo. Ele começou ressaltando que uma mágoa só é mantida porque é considerada do ponto de vista emocional, já que a pessoa magoada sente a dor da ofensa e por isso diz que é difícil perdoar. Mas, racionalmente, esse sentimento machuca de fato a pessoa magoada e não quem a magooou. Em contrapartida, o perdão tem de ser avaliado do ponto de vista racional, pois faz a pessoa entender que não pode ficar presa a uma situação em razão da mágoa que sofreu.

Lembrando da nossa condição humana de sermos cheios de falhas, o Bispo Renato fez o seguinte questionamento: “quem tem o direito de julgar uma pessoa e não perdoar quem o feriu? Vamos usar a inteligência: como eu posso me achar no direito de não perdoar alguém que errou comigo, se Deus que é perfeito me deu o perdão? Você fez uma lista de quem errou, mas se Deus tivesse feito uma lista sua, de qual tamanho ela seria?”

Ele ressaltou que quando se trata dos nossos erros temos a tendência de justificá-los e querer que todos nos entendam, mas, quando o erro é do outro, a história muda. No entanto o parâmetro de Deus é diferente, como está descrito em 1 João 3.14-15, que descreve que o simples fato de odiar uma pessoa já a torna um homicida diante de Deus. “Por você ser um mero ser humano é que tem que enxergar sua pequenez e suas falhas, que você precisa do perdão e que, por isso, também precisa perdoar a quem o feriu. (…) Não seremos julgados pelo tribunal dos homens, mas pelo de Deus”, lembrou. (Leia mais sobre esse assunto nas páginas 16 a 19).

Os presentes foram estimulados a depois de lerem a obra presentearem outras pessoas com seus exemplares, para que também promovam o perdão.

Em Santa Catarina, a expectativa de Rosemeire Torres (foto ao lado) de adquirir o livro era alta. Ela conhece o poder que a mágoa tem de destruir e o perdão de restaurar. “Eu estava com muita expectativa de comprar este livro para poder conhecer melhor o poder do perdão”. No passado, ela sofreu dupla traição: seu ex-marido cometeu adultério com uma amiga de infância dela. “Por causa disso, eu tive muita mágoa e isso me prejudicou muito porque eu me tornei outra pessoa: agressiva, que não confiava em outras pessoas, que não queria se envolver em outros relacionamentos e sempre olhava para uma amiga ou alguém com desconfiança. Até que descobri que o perdão é libertador, tanto quando perdoamos alguém como ao se perdoar”, contou ela, que já estava com um exemplar do livro para presentear uma pessoa.

No Piauí, Nybelle Furtado, (foto ao lado) que já leu o livro, conta que, por meio da leitura, pôde aprofundar sua visão quanto ao significado do perdão e da mágoa. “O livro foi uma das leituras mais maravilhosas da minha vida. Ele traz uma reflexão sobre a mágoa, que é algo muito comum: muitas pessoas acham que não a sentem. Além disso, eu pude entender que o perdão é uma escolha, não uma vontade e cabe a cada dia eu decidir perdoar e não ficar guardando sentimentos ruins. Por isso, ainda que essa decisão contrarie o coração, ela é totalmente necessária. É uma leitura que eu indico a todos, pois com certeza lhes trará um grande aprendizado”, finalizou.

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Colaborador

Núbia Onara / Fotos: Demetrio Koch / cedidas