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Notícias | 8 de dezembro de 2019 - 00:05


Juventude angolana se mobiliza para salvar vidas

O país tem apenas 4% dos 300 mil doadores de que necessita

Recentemente, a administração do Instituto Nacional de Sangue (INS) de Angola informou que o país africano conta com apenas 10 mil doadores de sangue. Deste número, 90% são familiares de pacientes e apenas mil pessoas são doadores voluntários (10%).

Para ajudar a reverter esse quadro e incentivar outros angolanos a doarem sangue, voluntários do programa social Força Jovem Universal (FJU) se reuniram, no dia 16 de novembro, para coletar sangue na cidade de Luanda. Cerca de 1.600 pessoas serão beneficiadas com as doações.

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Segundo a médica e diretora-geral-adjunta do INS, Eunice Manico, o baixo volume de sangue no estoque é preocupante e a iniciativa da FJU foi essencial para incentivar outras instituições e grupos a ajudar o país a sair dessa situação alarmante. “O déficit é grande, pois contamos apenas com familiares dos pacientes como doadores, que vão ao hospital para fazer a doação e beneficiar seu ente querido. Isso, no entanto, não garante o estoque necessário. Precisamos de doadores voluntários”, explicou Eunice.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que entre 1% e 3% dos habitantes de um país sejam doadores de sangue. Como Angola tem cerca de 30 milhões de habitantes, pelo menos 300 mil angolanos deveriam ser doadores.

Felipe Cerqueira, responsável pela FJU de Angola, afirma que o INS poderá contar sempre com os voluntários do programa social. “Nos comprometemos a doar sangue a cada quatro meses.”

O programa social
Além de promover campanhas de doação de sangue, a Força Jovem Universal também realiza ações em comunidades carentes e faz visitas a hospitais, asilos e orfanatos.

Eventos de caráter social sobre bullying, automutilação, depressão e outros temas relacionados à juventude são promovidos constantemente. Além disso, são realizados torneios esportivos, competições de música e dança e oferecidos cursos profissionalizantes.

Em 2018, quase 3,5 milhões de pessoas foram beneficiados pelo programa social em países das Américas, da Europa, da África, da Oceania e da Ásia.


  • UNiCom / Fotos: Cedidas 


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