Jovem abandona amigo durante a caminhada e se arrepende

Roberto Farias Tomaz ficou cinco dias desaparecido após uma trilha no Pico do Paraná. Entenda o que essa situação nos ensina sobre a verdadeira amizade

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Recentemente, o desaparecimento do jovem Roberto Farias Tomaz, no Pico Paraná, chamou a atenção do país. Ele ficou cinco dias perdido, enfrentando frio, fome e cansaço. Felizmente, foi encontrado com vida. Contudo, o episódio trouxe uma reflexão importante sobre confiança e responsabilidade.

A amiga que estava com Roberto, Thayane Smith, de 19 anos, contou à imprensa que se arrependeu profundamente por tê-lo deixado para trás:

  • “Se eu pudesse voltar no tempo, eu tinha feito totalmente diferente. Eu não tinha deixado ele… Eu quebrei a regra: vai junto e volta junto.”

Ela reconheceu o erro, aprendeu e ficou no local acompanhando as buscas, orando e esperando o resgate. Entretanto, o fato mostra algo muito real: amigos humanos podem falhar — ainda que não seja por maldade.

O verdadeiro Amigo

Há amizades que parecem sinceras, mas que, no momento decisivo, revelam-se frágeis. Por outro lado, existe uma amizade que nunca falha: a amizade com Deus. E, quando escolhemos essa amizade acima de todas as outras, tudo muda — por dentro e por fora.

A própria Bíblia descreve situações assim:

  • “Os meus parentes me abandonaram e os meus amigos se esqueceram de mim.”
    (Jó 19:14)

Por isso, é um grande perigo colocar nossa segurança, nossa confiança e até nossa vida espiritual somente nas pessoas:

  • “Maldito é o homem que confia nos homens… mas cujo coração se afasta do Senhor.”
    (Jeremias 17:5)

Assim, aprendemos: amizades erradas, imaturas ou sem compromisso com Deus podem nos conduzir a caminhos perigosos.

Como se tornar amigo de Deus?

A Palavra de Deus deixa claro que Abraão foi chamado “amigo de Deus”:

  • “Abraão creu em Deus… e foi chamado amigo de Deus.”
    (Tiago 2:23)

E Jesus também disse:

  • “Já não vos chamo servos… mas vos chamei amigos.”
    (João 15:15)

Contudo, o Bispo Edir Macedo explica que Abraão foi amigo de Deus porque tinha:

  • Consideração – dava valor à voz de Deus.
  • Respeito – temia, obedecia e se submetia.
  • Lealdade – mantinha palavra e caráter.
  • Disposição – cooperava com o Plano de Deus.
  • Comunicação – mantinha a mente nas coisas eternas.
  • Coisas em comum – tinha valores alinhados com o Espírito de Deus.
  • Confiança – confiava mesmo diante dos sacrifícios.

Quando alguém descobre a verdadeira amizade

A história de Luana mostra o quão precioso é ter a amizade de Deus, assim como Abraão teve.

Ela conta que por muito tempo acreditava que seria feliz nas festas, nas amizades da moda, nas escolhas “livres”. Contudo, quanto mais tentava se preencher, mais vazia ficava. Até que ouviu a Palavra de Deus, entendeu que sua sede era espiritual e decidiu buscar a presença dEle.

  • “Eu entendi que o que eu precisava era Deus. Ele era o meu melhor amigo.”

Assim, seus valores mudaram, suas amizades mudaram e sua vida foi transformada. Depois, recebeu o Espírito Santo e, finalmente, encontrou a alegria verdadeira — aquela que não depende de pessoas, lugares ou momentos.

  • Hoje ela afirma: “Nada é mais precioso do que ter o Espírito Santo dentro de mim. Dinheiro, viagens, bens — nada se compara. Agora eu tenho certeza de salvação.”

O que aprendemos com tudo isso?

Primeiro, percebemos que pessoas falham — mesmo as bem-intencionadas. Segundo, entendemos que confiar cegamente em amizades humanas pode nos frustrar. Porém, quando escolhemos ser amigos de Deus, encontramos direção, força, paz e proteção.

Dicas extras

Bispo Renato Cardoso publicou em seu canal do Youtube um vídeo dando 4 dicas de como escolher bons amigos. Confira:

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Colaborador

Cinthia Meibach / Fotos: Reprodução