“Já fiquei cara a cara com a morte”

Depois de se envolver com gangues e drogas, Juliet Rodrigues de Melo conta como a Fé foi indispensável para sua nova fase de vida

Imagem de capa - “Já fiquei cara a cara com a morte”

Foi na infância que a empreendedora Juliet Rodrigues de Melo, de 30 anos, conheceu a Universal. “Conheci a Igreja por meio de um irmão, que participava da Força Jovem Universal (FJU). Eu ficava na EBI”, diz Juliet, referindo-se à Escola Bíblica Infantil. “Fui crescendo na EBI, passei pelo grupo dos adolescentes e cheguei à Força Jovem, mas me afastei da Presença de Deus quando estava com 21 anos”, diz.

Ela ingressou na faculdade e conta que passou a ver o mundo de forma diferente. “Quando estamos com o espiritual bom, vemos a imundícia das coisas erradas, mas, quando o espiritual está decaído, não se consegue ver mais nada além do brilho do mundo. Usei drogas, me envolvi em gangues e estraguei minha carreira. Houve dias em que saí para a faculdade na segunda-feira e só voltei para casa 15 dias depois”, expõe.

VIDA DE ILUSÃO
Juliet explica que vivia de aparências. “Por dentro, eu era uma pessoa totalmente vazia e buscava me preencher nas baladas e com bebidas e drogas. Tive depressão e tentei me matar, mas, quando uma conhecida apareceu, larguei a faca e desisti. Eu não conseguia dormir, pois não tinha paz. Só me sentia preenchida no meio da galera, mas, quando chegava em casa, aquilo acabava. Eu sabia que estava indo por um caminho de risco. Cheguei a perder um irmão para as drogas”, afirma.

No meio de tanta confusão, Juliet detalha o que precisou enfrentar: “já fiquei cara a cara com a morte e tive uma pistola apontada para mim. A última vez foi em 2020, por conta de um relacionamento. Por duas vezes, quando o traficante foi apertar o gatilho, a arma falhou. Ele falou: ‘hoje não é o seu dia. Vá embora’. Ao ver a pistola falhar, pensei que, se houvesse a próxima vez, poderia ser que a arma não falhasse. Eu vivi um horror”, relata.

VIRADA DE PÁGINA
A ficha de Juliet caiu quando, certa noite, um conhecido comentou que queria ajuda para sair daquela vida. “Estávamos na balada usando drogas e ele me pediu um conselho, mas como eu poderia aconselhar alguém vivendo uma vida pior do que a dele? Me lembro que essa conversa foi em uma quinta-feira e, em um domingo, decidi ir à Igreja. Eu já tinha pensado em voltar para a Fé ao ler a Folha Universal. Há um ano, vi uma matéria que me fez despertar. Agora, posso dizer que tudo mudou. Hoje consigo me deitar e ter um sono tranquilo. Tudo na minha vida mudou, a começar dentro de mim. Recebi o Espírito Santo”, finaliza.

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Colaborador

Flavia Francellino / Foto: Demetrio koch