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Notícias | 26 de julho de 2019 - 12:33


Índia faz parte da UNP em cidade paraense

Deusimar Monteiro faz questão de ir caracterizada às evangelizações. Conheça sua história de lutas e decepções

Deusimar Monteiro, de 63 anos, é obreira da Universal na cidade de Marabá, no estado do Pará. Ela também é voluntária do grupo Universal nos Presídios (UNP) e, semanalmente, visita detentas e seus familiares. Leva sempre uma palavra de fé e um sorriso no rosto.

Mas, seu uniforme tem alguns acessórios a mais que chamam atenção. Além da camiseta do grupo, Deusimar pinta os olhos, o rosto e usa um adereço típico de onde nasceu e cresceu: um cocar. A índia também acrescenta outros acessórios típicos da tribo Suruí, da qual faz parte.

Dessa forma, ela está pronta para integrar o time de voluntários que salva almas dentro das penitenciárias. “Gosto de ir trabalhar como índia, pois mostra quem eu sou. Faço visitas às detentas, entro nas celas, falo de Jesus. Elas gostam, respeitam muito”, conta Deusimar.

Três maridos. Nenhuma felicidade

A vida sentimental de Deusimar pode se dizer que era uma bagunça. Quando ainda era uma criança, aos 14 anos, decidiu se casar com outro índio de 18 anos. “Morava com meus pais e, apesar de ser uma boa pessoa, meu pai era muito controlador, bravo. Então, decidi me casar. Éramos muito imaturos então brigávamos muito”, fala a índia.

Ainda muito nova ela também ficou viúva. O marido acabou se afogando durante uma pescaria.

Em alguns anos ela se casou novamente, desta vez com um homem branco com quem teve sérios problemas. “Ele era muito ruim, me batia. Por causa disso, eu comecei a beber. Ficava bêbada constantemente, o que me fez perder a confiança dos meus filhos. Eles ficavam muito tristes em me ver daquele jeito, achavam que toda vez que saía, era para beber”, conta.

O relacionamento durou 14 anos e, novamente, ela se tornou viúva, pois o marido morreu por um problema cardíaco. Ela se juntou com outro homem que, alguns anos depois, também veio a falecer por problemas no coração. Infelizmente, ela só colecionou fracassos nesta área da vida.

Os filhos mostraram a solução

Nesse ínterim, seus filhos começaram a participar da Força Jovem Universal (FJU) e a evangelizar a mãe. Ela decidiu dar um voto de confiança a esse Deus e começou a participar das reuniões na Universal.

“Eu entendi a importância de conhecer o Senhor Jesus. Aprendi a orar, jejuar e passei a ir todos os dias à igreja para buscar o Espírito Santo. Com isso, passei a me sentir cada vez mais leve. A angústia e o sofrimento foram dando lugar a alegria do Senhor”, lembra.

Após receber o novo nascimento, ela se tornou obreira e passou a fazer parte da UNP. “Amo servir a Deus nesse projeto. Evangelizamos na porta do presídio, visitamos a família dos detentos, levamos cestas básicas e uma palavra também”, diz.

Portas abertas

De acordo com o Pastor Valnisio Souza, responsável pelo grupo no local, Deusimar e os demais voluntários evangelizam mais de mil internos semanalmente.

“Cuidamos socialmente e espiritualmente deles todos os dias, pela manhã e à tarde. Por meio da Deusimar, também conseguimos alcançar sua tribo. Ela nos apresentou ao cacique e fomos autorizados a fazer um trabalho evangelístico com eles”, afirma o Pastor.

Conheça mais ações realizadas pela UNP, curtindo a página oficial no Facebook.


  • Rafaella Rizzo / Fotos: Cedidas 


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