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Notícias | 9 de março de 2020 - 17:53


Incentivo à educação ajuda a qualificar menores infratores

Programa social doa material escolar para reeducandos no Pará; estudo aponta que 70% dos jovens assassinados não frequentavam a escola

Pesquisa realizada pelo Instituto Sou da Paz, na Fundação Casa de São Paulo, apontou que 67,7% dos adolescentes infratores não frequentavam a escola quando foram internados. Para combater esse problema, que é realidade em todo o Brasil, no mês de fevereiro, o programa social Universal no Socioeducativo (USE) da cidade de Benevides (PA) mobilizou seus voluntários para conseguir doar material escolar para os internos da unidade.

Foram mais de 1.200 itens de material escolar, como cadernos, lápis, canetas, cola branca e sulfite, beneficiando 60 socioeducandos do Centro Socioeducativo de Benevides (CSEB), em regime de internação.

O objetivo do USE é auxiliar as unidades socioeducativas na educação dos menores em conflito com lei, que poderão concluir os estudos no período em que permanecerem na unidade, pavimentando o caminho para a ressocialização.

“Comecei no mundo do crime com 11 anos e me afundei nas drogas e só queria fazer maldades. A minha vida mudou com a ajuda dos voluntários, que diziam que eu tinha valor e era precioso”, relata Mateus Santos, de 21 anos, ex-interno e voluntário do USE.

“Passei a acreditar no meu potencial e, hoje, estou reintegrado à sociedade. Retornei para a Unidade socioeducativa para ajudar os garotos que estão na situação que estive”, conclui.

Apenas no estado do Pará, o programa social atende cerca de 500 jovens que cumprem a medida socioeducativa. Desde 2017, quando o programa começou no estado, mais de 100 jovens foram ressocializados.

Os trabalhos do USE incluem apoio social e psicológico, cursos, palestras, entretenimento cultural e esportivo.

 Educação x violência

Segundo a Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em 2018, mais de 912 mil crianças e adolescentes abandonaram os estudos. A pesquisa revela, ainda, que a maior parte dos jovens assassinados estava fora da escola ou em vias de abandoná-la.

No Ceará, por exemplo, um levantamento apontou que 70% dos menores de idade assassinados haviam largado a escola há pelo menos seis meses.

 


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