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Notícias | 17 de junho de 2018 - 03:05


Igreja Católica enfrenta polêmica no Chile

Denúncias sobre acobertamento de abusos sexuais gera enorme crise nas estruturas católicas do país. Papa admite erros e tenta reverter a situação

Mais um escândalo de abuso sexual atinge a Igreja Católica. Desta vez, o centro da crise está no Chile. Em maio, o papa Francisco convocou bispos chilenos para discutir o suposto acobertamento de crimes sexuais contra menores de idade. Todos os bispos colocaram seus cargos à disposição, mas o papa ainda vai avaliar caso a caso. Um mês antes, o pontífice já havia admitido “graves erros de avaliação” na condução de casos relacionados à pedofilia naquele país.

A polêmica ganhou destaque em janeiro, quando o papa fez declarações controversas sobre os abusos. Entretanto, o assunto não é novo. Em 2010, o padre Fernando Karadima foi condenado pelo Vaticano a uma vida de oração e penitência por ter abusado sexualmente de crianças e jovens nos anos 1980 e 1990. Apesar do reconhecimento dos abusos, não houve condenação na Justiça chilena porque os crimes já estavam prescritos.

Nos últimos anos, o bispo Juan Barros tem sido acusado de ter testemunhado e ignorado os crimes praticados por Karadima. Apesar das denúncias, o papa Francisco defendeu Barros em janeiro, durante visita ao Chile. Na ocasião, disse que as acusações seriam “calúnia”. “No dia que me trouxerem uma prova contra o bispo Barros, então eu falarei. Não há uma única prova contra ele. É tudo calúnia”, declarou o papa aos jornalistas, segundo reportagem do jornal El País.

A declaração provocou a ira das vítimas. Uma das pessoas que se revoltaram foi Juan Carlos Cruz, que respondeu prontamente no Twitter: “Como se alguém pudesse ter tirado um selfie ou uma foto, enquanto Karadima abusava de mim e de outros com Juan Barros parado ao lado, vendo tudo.”

Erros

Depois da repercussão negativa, o arcebispo de Malta, monsenhor Charles Scicluna, foi enviado em fevereiro ao Chile para realizar investigações sobre o caso. Ele ouviu o depoimento de 64 vítimas e parentes de pessoas afetadas, com testemunhos coletados em Santiago e em Nova York, nos Estados Unidos. O resultado foi um relatório de 2,3 mil páginas.

Diante de tantos indícios, o papa finalmente reconheceu o problema. “No que me diz respeito, reconheço, e assim quero que o transmitam fielmente, que incorri em graves erros de avaliação e percepção da situação, especialmente por falta de informação veraz e equilibrada”, afirmou Francisco em carta aos bispos chilenos, segundo a Agência EFE.

Em maio, o papa recebeu três vítimas diretas de Karadima no Vaticano e pediu perdão a elas pelos abusos. O assunto ainda não está resolvido, mas uma coisa é certa: já não é possível esconder os abusos do clero católico.

Condenado na Austrália

Enquanto o Chile ainda não sabe o destino do bispo Barros, a Austrália condenou o arcebispo australiano Philip Wilson, em 22 de maio, por encobrir abusos de um sacerdote a crianças na década de 1970. O juiz responsável pelo caso afirmou que o arcebispo é culpado por não relatar à polícia os abusos a dois meninos no altar de uma igreja.


  • Por Rê Campbell / Foto: Reuters 


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