“Guru da meditação” se torna réu por estupro de vulnerável 

Ele deve responder por, pelo menos, 5 estupros. Saiba mais

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O terapeuta Tadashi Kadomoto, conhecido como “Guru da meditação” se tornou réu por estupro de vulnerável. A decisão é da Justiça de São Paulo, que aceitou as acusações do Ministério Público.

Ele foi acusado, no fim do ano passado, por uma ex-aluna e paciente. Ela procurou o Ministério Público para registrar a denúncia de estupro, durante o período em que atuou como estagiária do terapeuta e quando procurou o homem para tratar distúrbios alimentares. 

Após ouvir testemunhas e coletar evidências, a promotoria denunciou Kadomoto, que agora responderá por 5 estupros.  

“Foi de uma forma progressiva {…} Começou com um toque, depois troca de e-mails, até que ele consumou – quando ela não tinha a menor capacidade de assumir resistência – o ato sexual, não respeitando sequer o fato de que a vítima estava grávida”, disse Celeste Leite dos Santos, promotora responsável pelo caso. 

O homem é bastante conhecido nas redes sociais e suas transmissões ao vivo atraem muitas pessoas. Suas mensagens de autoconhecimento e suas terapias que envolvem hipnose e meditação, atraem milhares de seguidores pela internet.

Em um vídeo nas redes sociais, o terapeuta se defendeu e afirmou que jamais tenha cometido “atos criminosos”. 

Não é a primeira vez que um homem famoso por promover o bem-estar das pessoas é acusado de estupro.  Em 2018, por exemplo, o médium João de Deus foi acusado de abuso sexual. Mais de 200 mulheres formalizaram a denúncia contra João. Um ano mais tarde, João de Deus foi condenado a 19 anos de prisão.

Constantemente, padres também são denunciados por abusos sexuais, especialmente de menores de idade. O Padre Pedro Leandro Ricardo, da Igreja Católica na zona rural de Araras, em São Paulo, foi acusado por abusos sexuais. Seis pessoas o denunciaram na época.

Denuncie!

Independentemente de quem tenha praticado o ato criminoso, seja anônimo ou conhecido, é fundamental que a mulher denuncie o mais rápido possível.

Caso você tenha sido vítima de abuso sexual, ligue 100 e rompa o silêncio. Além disso, conte com o apoio das voluntárias do Projeto Raabe, que atende mulheres em todo o Brasil, vítimas de estupro e violência doméstica. Saiba mais sobre o grupo clicando aqui. 

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Colaborador

Rafaela Dias / Fotos: Reprodução Facebook