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Notícias | 1 de Agosto de 2022 - 09:07


Fúria: qual a explicação para tanta violência?

A sede do coração por justiça imediata diante de uma situação desagradável tem levado muitas pessoas a perder a vida e outras às prisões

Fúria: qual a explicação  para tanta violência?

Nos últimos meses, cenas e relatos chocantes inundaram os noticiários brasileiros. Os protagonistas foram pessoas que, diante de uma situação de descontentamento, se enfureceram e agiram de forma violenta, agrediram e até mataram outras. Dentre os muitos motivos figuraram discussões banais que levaram uns à morte e outros à prisão. Foi-se o tempo em que essas situações aconteciam à noite ou sob influência de bebidas alcoólicas e outras drogas. Atualmente, as brigas acontecem à luz do dia e em qualquer lugar, inclusive no ambiente profissional.

No início de junho, por exemplo, um homem foi morto na cidade de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, durante o horário de trabalho. De acordo com informações da polícia, o suspeito do crime era seu supervisor e encontrou a vítima tomando café fora do horário estipulado pela empresa, o que deu início a uma discussão e terminou em agressão física. O funcionário morreu com um ferimento no coração decorrente de duas perfurações com objeto cortante. Segundo a empresa, o supervisor não tinha demonstrado comportamento
violento anteriormente.

Também na região Sul do País, desta vez no Paraná, câmeras de segurança de uma lanchonete mostraram uma briga entre motoristas em um drive-thru. Ao que tudo indica, um desentendimento por um lugar na fila teria feito os dois condutores saírem dos automóveis e discutirem na rua. Uma mulher tentou proteger o marido e separar a briga, mas foi agredida na cabeça, pouco antes de o companheiro ser esfaqueado pelo agressor. O jovem de 26 anos morreu no local e o suspeito fugiu.

As histórias são incontáveis e os motivos são cada vez mais insignificantes. No interior de São Paulo, por exemplo, em Hortolândia, uma mulher de 64 anos, dona de um hotel, morreu depois de ser atingida com um extintor na cabeça. O suspeito seria um hóspede que, segundo a investigação, não teria pagado a hospedagem e estaria sendo cobrado pelos proprietários. Ele deve responder por homicídio qualificado por motivo fútil.

Esses são apenas alguns exemplos que demonstram a falta de paciência do ser humano, a intolerância e a fúria que muitos carregam dentro de si. Para algumas pessoas, tudo é motivo para tirar satisfação, levantar a voz e agredir. Em todas as situações citadas acima, os agressores arrumaram um problema para toda a vida e ele poderia ter sido evitado se tivessem raciocinado. Aí está parte do problema da Humanidade: agir com base no sentimento e não na razão.

A fonte dos males
Diferentemente do que muitos imaginam, o problema não começa do lado de fora. Os ataques de fúria, as brigas e os desentendimentos têm início dentro do ser humano: no coração. “Milhares de crimes, casamentos feitos e desfeitos, negócios arbitrários e tantas outras atitudes que deixam a vida das pessoas completamente destruída são vistos com frequência. Podemos dizer que praticamente todos os problemas com os quais nos envolvemos têm como fonte o nosso coração enganador e perverso”, explica o Bispo Edir Macedo no livro Segredos e Mistérios da Alma.

A Palavra de Deus orienta para tratarmos o coração com cuidado, porque dele provém as fontes da vida (Provérbios 4.23), mas também porque é considerado enganoso e perverso (Jeremias 17.9).

Considerado a raiz dos sentimentos, é no coração que nascem as paixões e também a raiva e o ódio, que são capazes de cegar o ser humano e levá-lo a cometer verdadeiras loucuras.

O Bispo detalha que “o coração corrupto pode incitar o ser humano a matar, roubar e destruir; ou seja, fazer exatamente o que o mal quer. E é por conta da maioria das pessoas deixar o coração ter o domínio de sua vida que temos visto este mundo louco, cheio de enganados e enganadores”. Em outro trecho, ele explica que “qualquer pessoa que seguir o coração perderá os freios morais e espirituais e se tornará insensata. O diabo nem precisará trabalhar muito para causar o mal, pois a própria pessoa já cometerá os piores erros sozinha”.

O preço de ouvir o coração
“Siga a voz do coração” é um conselho clássico de filmes e novelas, mas na prática ser guiado pelos sentimentos é sinônimo de problema e não a solução. O coração busca resolver as questões rapidamente e acabar com o incômodo e procura incessantemente pela justiça imediata. Afinal, o que merece alguém que fura a fila de um restaurante, por exemplo, ou que dá uma “fechada” no trânsito?

É a vontade de fazer justiça com as próprias mãos, de apontar o erro do outro e querer obrigá-lo a se consertar que tem levado muitos a brigas e até à morte. Enquanto o coração vê essas situações como um desaforo, a mente sabe que não faz sentido perder tempo com elas, pois são irrelevantes. “Precisamos prestar atenção, pois os nossos maiores problemas não foram causados pelos outros, como muitos pensam. As nossas perdas não vieram da inveja ou dos desejos maldosos dos que não gostam de nós, mas sim das sugestões do nosso próprio coração”, escreve o Bispo Macedo.

Nessa briga que acontece dentro de todo ser humano, a razão só ganha quando tem o reforço do Espírito Santo. “O Altíssimo é cuidadoso conosco e diligentemente esquadrinha o nosso coração a cada instante, para nos alertar sobre o perigo.”

Assim, enquanto a ausência de Deus torna o ser humano vulnerável aos desejos e enganos da Alma, a Presença do Criador deixa as situações claras e dá ao homem a oportunidade de refletir antes de tomar qualquer atitude precipitada. O Bispo Macedo reforça em seu livro que é “por isso que o nosso coração tem de estar no Altar. Somente assim estaremos livres de tanto engano e de tanta maldade”.


Fúria: qual a explicação  para tanta violência?
  • Cinthia Cardoso / Foto: getty images 


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