Felca revela diagnóstico de fobia social e relata consequências do bullying

Em vídeo publicado no YouTube, influenciador relembra agressões sofridas na escola e os impactos em sua saúde mental; relato chama a atenção para a violência entre estudantes

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O influenciador Felca publicou nesta terça-feira (20) um vídeo no YouTube em que relembrou episódios de bullying sofridos durante a vida escolar e relatou os impactos dessas experiências em sua saúde mental. A publicação ocorreu em uma data dedicada à conscientização sobre o combate ao bullying.

No vídeo, Felca revelou que recebeu o diagnóstico de fobia social, condição que relaciona às experiências de bullying na escola. Segundo ele, as agressões começaram com ofensas verbais e, posteriormente, passaram a envolver violência física.

  • “No início eram palavrões e depois se tornaram agressões físicas. Eu lembro de um dia, por mais que meus agressores provavelmente não lembrem, que eu estava no banheiro e cinco meninos maiores e mais fortes do que eu me bateram. Não me bateram só até eu cansar, mas até eles cansarem”, desabafou. 

As marcas que ultrapassam a escola 

Segundo o influenciador, a fobia social afetou seus relacionamentos e contribuiu para seu isolamento.

Ele também relatou que passou a consumir álcool para lidar com situações sociais e que desenvolveu dependência. Durante o depoimento, mencionou ainda os pensamentos suicidas que enfrentou na adolescência e na juventude.

Apesar dessas experiências, Felca afirmou que passou a enfrentar situações que antes evitava por medo. Segundo ele, atualmente procura não deixar que o desconforto controle suas decisões.

  • “Hoje eu uso o medo para decidir aonde eu devo ir, o que eu devo fazer. Eu basicamente decido pelo que me dá mais medo, o que gera menos conforto. Em paralelo, o conforto é o nosso inimigo”, afirmou. 

Além da timidez 

A fobia social, também conhecida como transtorno de ansiedade social (TAS), caracteriza-se pelo medo intenso de situações em que a pessoa acredita que poderá ser observada, avaliada ou julgada negativamente. A condição costuma surgir na infância ou na adolescência e pode comprometer os estudos, os relacionamentos e outras atividades cotidianas.

Além disso, o bullying pode contribuir para o surgimento ou agravamento de problemas emocionais. Por isso, é importante reconhecer os sinais de sofrimento e buscar ajuda profissional quando necessário. 

Uma realidade entre estudantes brasileiros 

O relato de Felca também chama a atenção para a frequência do bullying no ambiente escolar. Segundo dados atribuídos à Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), do IBGE, cerca de quatro em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos relataram ter sofrido esse tipo de violência.

A preocupação também se estende à saúde mental dos jovens. Uma estimativa do estudo Global Burden of Disease (GBD), publicada na revista científica The Lancet, aponta que aproximadamente 15,6 milhões de brasileiros entre 5 e 29 anos vivem com transtornos mentais.

Os dados reforçam a necessidade de dar atenção à saúde emocional dos jovens e ampliar as ações de prevenção, orientação e acolhimento.

Projetos de conscientização nas escolas 

Diante desse cenário, a Força Jovem Universal (FJU) e a Força Teen Universal (FTU) desenvolvem ações de conscientização sobre o bullying, valorização da vida e respeito ao próximo. As iniciativas contam com parcerias em escolas, universidades, empresas e outros espaços frequentados por crianças, adolescentes e jovens.

  • A FJU, por exemplo, por meio do projeto Help, realiza palestras educativas e preventivas. Entre os temas abordados está o bullying, com orientações sobre as consequências das agressões e a importância do respeito ao próximo. 
  • Já a FTU, com a iniciativa Stop Bullying, incentiva os adolescentes a cultivarem atitudes de respeito, amizade, companheirismo e humildade. Dessa forma, o projeto busca contribuir para relações mais saudáveis dentro e fora do ambiente escolar. 

Além das palestras, os voluntários oferecem escuta e acolhimento, sem julgamentos, e distribuem mensagens de incentivo por meio de cartinhas. Com essas ações, os projetos reforçam que combater o bullying também exige atenção ao sofrimento das vítimas e atitudes de respeito no dia a dia.

Conheça as ações do Stop Bullying e do Help e saiba como encontrar apoio ou contribuir para essa causa.

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Autor

Sabrina Rodrigues / Foto: reprodução redes sociais do Felca e iStock