Rede aleluia
Excesso de tela prejudica desenvolvimento infantil
São Paulo
Centro-Oeste
Distrito Federal
Brasília
Goiás
AnápolisGoiânia
Mato Grosso
Cuiabá
Mato Grosso do Sul
Campo Grande
Nordeste
Alagoas
Maceió
Bahia
Feira de SantanaIlhéusItabunaSalvador
Ceará
Fortaleza
Maranhão
São Luís
Paraíba
João Pessoa
Pernambuco
Recife
Piauí
Teresina
Rio Grande do Norte
Natal
Sergipe
Aracaju
Norte
Acre
Rio Branco
Amapá
Macapá
Amazonas
Manaus
Pará
Belém
Rondônia
Porto Velho
Roraima
Boa Vista
Tocantins
Palmas
Sudeste
Espírito Santo
Vitória
Minas Gerais
Belo HorizonteJuiz de ForaUberlândia
Rio de Janeiro
Angra dos ReisBarra MansaCabo FrioCampos dos GoytacazesMacaéRio de JaneiroVolta Redonda
São Paulo
AraçatubaAraraquaraBauruCampinasCatanduvaFrancaJaúJundiaíLimeiraMaríliaPiracicabaPraia GrandePresidente PrudenteRibeirão PretoSantosSão CarlosSão João da Boa VistaSão José do Rio PretoSão José dos CamposSão PauloSorocabaTaubatéVotuporanga
Sul
Paraná
CascavelCuritibaFoz do IguaçuLondrinaMaringáPonta Grossa
Rio Grande do Sul
PelotasPorto AlegreRio GrandeSanta Maria
Santa Catarina
BlumenauCriciúmaFlorianópolis

Notícias | 9 de agosto de 2020 - 00:05


Excesso de tela prejudica desenvolvimento infantil

Entenda por que é importante controlar o tempo que seu filho passa conectado e saiba como fazer isso de forma saudável

Excesso de tela prejudica desenvolvimento infantil

Quanto tempo seu filho passa em frente às telas? Com a pandemia da Covid-19 e o fechamento das escolas, as crianças passaram a ficar mais tempo em casa e o uso de smartphones, tablets, computadores e televisão aumentou.

Em alguns casos, as telas são usadas para manter a criança em silêncio ou entretida. Além disso, muitas crianças estão tendo aulas on-line, o que significa mais horas conectadas à web. Para os pais que estão trabalhando em casa, a falta de tempo acaba sendo justificativa para deixar os filhos no mundo das telas.

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos mostrou que crianças de 6 a 12 anos estão passando pelo menos 50% do seu tempo mexendo em telas todos os dias durante a quarentena. O estudo foi feito pela SuperAwesome, companhia de tecnologia infantil. Afinal, existe tempo adequado para deixar uma criança em frente às telas?

Limite ideal
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, crianças menores de 2 anos não devem ser expostas às telas. Para as entre 2 e 5 anos, o tempo de tela deve ser limitado ao máximo de uma hora por dia, com supervisão de adultos. Para as entre 6 e 10 anos, o limite é de duas horas diárias. Entre 11 e 18 anos, é recomendável que o tempo de tela não exceda três horas diárias, também com supervisão de adultos, e deve-se evitar “virar a noite” conectado. As recomendações incluem o tempo gasto em videogames.

Riscos à saúde
A suposta facilidade trazida por vídeos e aplicativos de brincadeiras esconde riscos à saúde dos pequenos. O alerta é de Daniela Piotto, pediatra e reumatologista infantil. Ela explica que o excesso de exposição às telas pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo e causar distúrbios e doenças.

“Até os 2 anos de idade, por exemplo, o uso de telas não é recomendável por conta do desenvolvimento cerebral. Nesta fase, a criança precisa de contato visual com outras pessoas e de interação, de carinho, de toque e de afeto. Elas nascem com trilhões de neurônios, mas precisam desenvolver conexões entre eles, as chamadas sinapses, e isso só pode ser feito por meio de vínculos afetivos, algo que a tela não oferece”, esclarece.

Mesmo para crianças maiores de 2 anos, a pediatra explica que o excesso de tempo em frente às telas pode gerar vários problemas. “A criança fica mais impaciente, imediatista, irritada e pode desenvolver sentimentos de raiva e angústia. Esse excesso pode levar a uma piora no rendimento escolar, no déficit de atenção e na dificuldade de aprendizagem. Além disso, ela pode desenvolver dependência de jogos e redes sociais e dificuldade para controlar impulsos”, diz.

Há ainda outros danos ao bem-estar, como aumento do sedentarismo e da obesidade, dor lombar, tendinite, insônia e miopia. “No caso de pré-adolescentes e adolescentes, observamos baixa autoestima e aumento no isolamento e nos casos de bullying – alguns usam o espaço virtual para atacar e outros são vítimas”, acrescenta.

Equilíbrio
Daniela reconhece que, diante dos novos desafios trazidos pela pandemia, alguns tempos de uso podem ser flexibilizados, pois outras atividades passaram a ser realizadas com o apoio das telas, como o ensino e o contato com familiares. Entretanto é importante buscar o equilíbrio e explicar os limites às crianças. “Sou a favor de multiplicar informação sobre o uso positivo e saudável das novas tecnologias.

Hoje as crianças estão estudando on-line, há também o lado afetivo de se conectar com os avós e os amigos que estão distantes”, diz.

Ela sugere que pais e responsáveis estabeleçam horários e deem o exemplo sobre o uso adequado. “Não adianta exigir o uso sensato sem dar exemplo. Os pais podem criar regras como desligar o celular durante o almoço e nos momentos de interação com os filhos. É importante manter o diálogo com as crianças e fazer combinados sobre o tempo de uso”, afirma.


Excesso de tela prejudica desenvolvimento infantil
  • Rê Campbell / Foto: Getty images / Arte: Edi Edson 


reportar erro