Excesso de celular afeta sono e crescimento de adolescentes
Estudos indicam que o uso prolongado de telas provoca privação de sono e impactos físicos e emocionais
O tempo excessivo no celular está diretamente associado a distúrbios de sono, obesidade e até depressão em crianças e adolescentes. É o que mostra uma pesquisa da Academia Americana de Pediatria.
Além disso, um estudo da revista científica JAMA, com cerca de 120 mil jovens, mostrou que:
- Sete em cada dez adolescentes dormem menos do que o necessário, em grande parte devido ao uso frequente do celular.
Impactos diretos no crescimento
Em entrevista ao programa Hoje em Dia, o médico hebiatra Genner Barbosa ressalta que dormir mal pode afetar diretamente o desenvolvimento físico, pois é durante o sono que o corpo libera o GH, o hormônio do crescimento.
Ou seja, ao ficar até tarde no celular, exposto a estímulos luminosos, o adolescente pode prejudicar a produção desse hormônio, o que interfere no crescimento adequado.
A influência da luz azul no cérebro
Nesse sentido, o neurocirurgião Fernando Gomes, do Hospital Moriah, explica que a luz azul emitida pelos celulares engana o cérebro.
Isso porque ela faz com que o organismo interprete que ainda é dia, bloqueando a produção da melatonina — o hormônio responsável por sinalizar que é hora de dormir.
Como consequência, o adolescente adormece mais tarde e, por isso, perde fases essenciais do sono, como:
- Sono profundo: ocorre no início da noite e está diretamente ligado à produção do hormônio do crescimento
- Sono REM: mais comum no fim da noite, é responsável pela consolidação da memória, aprendizado e equilíbrio emocional
Efeitos no cérebro e no comportamento
Ainda segundo o neurocirurgião, a privação crônica de sono traz impactos neurológicos importantes.
- Reduz a eficiência do córtex pré-frontal — área responsável pelo foco, planejamento e controle emocional.
- Amígdalas cerebrais, ligadas às emoções, ficam mais reativas.
- E, como resultado: maior irritabilidade, dificuldade de concentração e queda no desempenho escolar.
Saiba mais na reportagem completa:
O celular como “ladrão de tempo”
Para o pastor Walber Barbosa, responsável pelo Força Teen Universal (FTU) Brasil, o celular tem se tornado um verdadeiro “ladrão de tempo”.
Segundo ele, muitos adolescentes estão trocando momentos de interação reais por horas de distração nas telas.
Por isso, ele alerta:
“Não deixe o seu tempo se tornar inútil. Tenha iniciativa e consciência para priorizar o que realmente importa”, orienta.
Uma proposta de desconexão
Diante disso, o Jejum de Daniel surge como uma proposta prática e espiritual.
- São 21 dias para trocar os conteúdos seculares pelos que edificam;
- Investir na leitura e na meditação da Bíblia;
- Assim como em literatura cristã;
- Envolver-se em programações voltadas ao crescimento espiritual.
Por fim, saiba mais sobre o Jejum de Daniel clicando aqui.
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