“Eu tentei matar meu próprio filho”
William Quirino sofreu por anos com vícios e mágoas, mas teve uma transformação completa ao conhecer o poder da Fé. Saiba como isso aconteceu
O empresário William Roger Lopes Quirino, de 46 anos, conta que sua infância foi marcada pelo sentimento de rejeição. Seus pais eram alcoólatras, estavam impossibilitados de criá-lo e ele foi entregue, ainda recém-nascido, aos cuidados dos avós paternos, que residiam na zona sul de São Paulo (SP) e o criaram da melhor forma possível. Ele relata como era naquela época: “cresci com mágoa dos meus pais, não entendia por que as outras crianças tinham pais e eu não. Eu nutria um sentimento de abandono, embora meus avós me dessem amor, carinho e uma ótima estrutura, e era uma criança calada”.

Aos 13 anos, William era destaque no futebol e chegou a jogar nos times da Portuguesa e do São Paulo, mas acabou desistindo. “Saímos de férias e não voltei mais. Fiquei no futebol de várzea. Ali, aos 14 anos, um colega me ofereceu bebida. Passei a beber e, aos 19 anos, conheci a cocaína e passei a consumir doses maiores. Minha vida era cocaína, maconha e prostituição. Foram quase 30 anos de sofrimento”, revela.
Vida destruída
A vida amorosa de William também era destruída em consequência dos vícios. Em 1995 ele “se juntou” com uma namorada e eles tiveram dois filhos, mas quatro anos depois já estavam separados. “Nem a chegada dos meus filhos me fez largar as drogas. Pelo contrário, eu me afundava cada vez mais, pois não podia dar uma vida de qualidade nem era um exemplo para eles”, afirma.
Depois vieram outros relacionamentos malsucedidos. Em 2012, ele conheceu e passou a se relacionar com a cabeleireira Luciene Souza Lopes Quirino, hoje com 46 anos. “Usado pelo espírito do vício, durante sete anos fiz da vida dela um verdadeiro inferno.”
William destaca que não tinha paz em sua alma e era um pai ausente: “eu era vazio, depressivo e mau. Eu pensava que colocar o sustento dentro de casa já era o suficiente e me tornei mais ausente do que meu pai. Não acompanhei a infância dos meus dois primeiros filhos, vivia para o trabalho, o futebol e os vícios”.
Dentre as lembranças amargas que guarda, ele lembra o dia em que tentou matar o próprio filho. “Eu estava bebendo num churrasco com amigos e não me recordo do que meu filho me falou, mas sei que fui tomado por uma fúria incontrolável.
Lembro da gente se estapeando em uma avenida. Ele correu e passei duas horas correndo atrás dele para assassiná-lo. Eu tentei matar meu próprio filho. Quando me contaram, depois de dois dias, eu não acreditava naquilo. Meu filho ficou cerca de um mês e meio sem aparecer em casa com medo do que eu poderia fazer a ele.”
Desacreditado pela família e por si mesmo, William não via solução para sua vida e mergulhava em gastos exorbitantes para manter os vícios. Ele já tinha frequentado esporadicamente a Universal, a convite da avó, mas nunca tinha assumido um compromisso com Deus nem praticado Seus ensinamentos. “Tive várias idas e vindas e fazia da Igreja um pronto-socorro. Minha avó faleceu em 2013, mas me deixou uma herança espiritual. Em 21 de abril de 2019, depois de ficar três dias me drogando, cheguei na Universal com a vida destruída.”
A verdade que liberta
William conta que quando chegou na Universal naquele dia foi diferente, pois ele queria ajuda e foi impactado pela mensagem de João 8.32 (“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”) que foi falada no Altar. “Aquilo me marcou e no mesmo dia me libertei. Quando cheguei em casa, minha esposa disse que eu estava diferente. Ali eu já sabia que estava curado. Desde então, houve uma transformação. Não posso falar apenas em mudança porque o que aconteceu na minha vida foi grandioso”, ressalta.
William passou a frequentar as reuniões, se entregou a Deus, se batizou nas águas, teve forças para abandonar os vícios, perdoou os pais e, ao ouvir falar sobre o Espírito Santo e sobre a importância de tê-Lo em sua vida, não mediu esforços para alcançar sua maior conquista. “Fui me entregando e obedecendo. Eu era orgulhoso e lutei contra mim mesmo. Eu tinha aquela vontade de ser o melhor, o primeiro, mas passei a ser o segundo e Deus passou a ser o primeiro. E, quando aconteceu a Fogueira Santa, entreguei meu tudo no Altar: minhas manias, meu caráter, etc. No dia 9 de junho de 2021 fui batizado com o Espírito Santo.”
Desde então, William se considera um novo homem: “tenho 46 anos de vida, mas naquele dia nasci de novo. Ali eu pude ver o Próprio Senhor Jesus me dizer: ‘você é meu. Vem cá, meu filho. Eu sempre estive ao seu lado’. O batismo é algo grandioso na vida de um ser humano porque ali acabam a fraqueza, a dúvida e o sentimento de derrota, que é o que mal colocava na minha cabeça. Ali me tornei outro homem”.
A transformação ocorreu em todos os aspectos de sua vida. Em 2021, ele oficializou a união com Luciene no Altar da Universal e, juntos, eles buscam a Presença de Deus e são pais de um menino de quatro anos.
“Minha vida conjugal, financeira e familiar foi restaurada. Aquele filho que eu tentei assassinar está convertido e buscando a Presença de Deus. Nosso relacionamento é espetacular. Hoje sou um exemplo para meus filhos. Faço parte do grupo Vício Tem Cura e levo a ajuda que recebi. Em plena pandemia, Deus me deu direção para abrir meu próprio negócio. Jesus me resgatou na porta do inferno, me deu uma nova vida e meu bem maior, que é o Seu Espírito”, finaliza.
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