“Eu não sabia colocar em prática o que era certo”
Apesar dos bons ensinamentos que recebia de seu pai e da igreja, Evelyn Prates não desenvolvia a sua fé, o que a fez tomar decisões desastrosas
As lembranças de infância que a auxiliar comercial Evelyn Nascimento Silva Prates, de 21 anos, guarda é de viver em um ambiente familiar com muitos contrastes e brigas. Seus pais eram muito jovens quando decidiram morar juntos por causa da gravidez da mãe dela. Na época, seu pai se tornou cristão e, quando Evelyn nasceu, ele a consagrou a Deus no Altar da Universal.
Contudo, um ano depois do nascimento de Evelyn, o relacionamento de seus pais se desfez e ela ficou morando com a mãe e familiares. Apesar disso, seu pai sempre foi presente em sua vida. “Meu pai sempre esteve por perto e sempre ia me visitar, mas eu ficava muito triste quando ele ia embora”, recorda.
Na casa de Evelyn havia discordâncias sobre sua criação e isso gerava inúmeras brigas na família. Um de seus parentes frequentava centros religiosos e levava Evelyn: “eu era levada para fazer trabalhos nas matas e o via incorporado com um espírito. Na minha inocência cheguei até a falar com a entidade, mas ela nunca queria falar comigo, porque dizia que eu era do ‘Homem lá de cima’ por conta de eu ter sido consagrada a Deus quando nasci”, relata. Em casa, Evelyn lembra que sentia muito medo, que costumava ver vultos e que, por isso, não gostava de ficar sozinha.
Entretanto ela notava um ambiente diferente na casa do pai. Ela diz que ele a levava às reuniões na Escola Bíblica Infantil (EBI) da Universal e, à medida que Evelyn crescia, a incentivava a participar do grupo jovem, conselho que era rejeitado por ela. “Eu conhecia o que era certo e errado, mas não sabia colocar em prática o que era certo. Então, aos 15 anos, sob influência de más amizades, passei a levar uma vida de baladas e bebidas”, diz.
Seguindo o bom exemplo
Durante certo tempo, Evelyn tentou preencher o vazio que sentia com relacionamentos que nunca davam certo. Seu fundo do poço ocorreu quando ela estava em um namoro e descobriu uma traição por parte do rapaz. A tristeza que sentiu com o término da relação a fez se voltar para a fé.
Evelyn lembra que a postura de seu pai diante de todas as decisões erradas dela sempre chamou sua atenção: “mesmo passando por todas essas coisas, meu pai sempre esteve ao meu lado, nunca me forçava a ir à Igreja, mas me apresentava a opção de olhar para a vida dele, que era transformada, e para a que eu estava vivendo. Eu via que tudo que ele fazia dava certo, como ele gostava de ajudar as pessoas e a felicidade dele dentro de casa com a esposa. E foi aí que decidi que queria mudar de vida”.
Ela passou a fazer tudo o que precisava para desenvolver sua comunhão com Deus: começou a participar das correntes de libertação, se integrou ao grupo Força Jovem Universal (FJU), se batizou nas águas e não mediu esforços para ser batizada com o Espírito Santo. “Eu entendi que não há vida sem o Espírito Santo e vi que a felicidade do meu pai era o Espírito Santo.” Depois dessa experiência, Evelyn vive uma nova vida. “Hoje sou casada, tenho um casamento abençoado, muita paz e minha vida está transformada”, finaliza.
English
Espanhol
Italiano
Haiti
Francês
Russo