Epidemia de assassinatos: Brasil vive situação de guerra

População jovem é quem mais sofre com homicídios

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No Brasil, são assassinadas 179 pessoas por dia. Esses são os números mais recentes divulgados pelo Atlas da Violência 2019. A média aqui é de 31,6 homicídios a cada 100 mil habitantes. Isso caracteriza uma epidemia de assassinatos.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), é uma situação epidêmica quando são mortas mais de 10 pessoas a cada 100 mil habitantes. A situação brasileira é tão ruim que países em guerra registraram menos mortes. Acompanhe no gráfico abaixo*:

violência

*mortes a cada 100 mil habitantes em 2017, segundo a ONU

Jovens são os que sofrem mais

Se os jovens brasileiros formassem um país à parte, esta seria uma das nações mais sangrentas do mundo. A taxa de homicídio de pessoas que têm entre 15 e 29 anos de idade chega a 69,9/100 mil habitantes.

Foram 35.783 assassinados. Sendo que 91,8% das vítimas são homens e, desses, 77% foram mortos por armas de fogo. A maior parte das vítimas têm ensino fundamental incompleto e 75,5% das vítimas são negras.

Os números mostram que a má educação, o racismo e a banalização da arma de fogo estão destruindo o país. Estima-se que, entre 1996 e 2015, o Brasil perdeu mais de R$ 450 bilhões em decorrência do assassinato da força produtiva de jovens entre 13 e 25 anos de idade.

O que é preciso ser feito

O Atlas da Violência é um documento anual produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). De acordo com o estudo, é fundamental que o país desenvolva “políticas públicas focadas na redução de homicídios entre jovens”.

“É fundamental que se façam investimentos na juventude, por meio de políticas focalizadas nos territórios mais vulneráveis socioeconomicamente, de modo a garantir condições de desenvolvimento infanto-juvenil, acesso à educação, cultura e esportes, além de mecanismos para facilitar o ingresso do jovem ao mercado de trabalho”, diz o estudo.

Salvando vidas

Enquanto o país não realiza tais investimentos, instituições não-governamentais trabalham na conscientização dos jovens. É o caso do grupo Força Jovem Universal (FJU).

O grupo oferece, gratuitamente, projetos voltados para a cultura, a educação, os esportes, conscientização social, evangelização e saúde. A ideia é mostrar ao jovem que é possível estabelecer uma vida digna fora das drogas e dos crimes. Nesta missão, milhares de vidas já foram salvas.

Uma dessas vidas é a de Maristela. Desde os 13 anos ela sofria com a depressão, conforme conta:

“Eu chorava muito, não comia, não queria mais sair de casa. Me via no fundo do poço. Foi, então, que me apresentaram à bebida e às drogas. Usei maconha e cocaína por quase três anos, na esperança de preencher todo aquele vazio que eu sentia”.

Envolvida com as drogas, Maristela, provavelmente, morreria em decorrência do abuso delas ou pelo relacionamento com os traficantes. De fato, as drogas são o principal motivador de assassinatos em nosso país.

Antes que isso acontecesse, porém, ela encontrou a FJU. Ali, mesmo com todos os seus problemas, ela não foi julgada. Pelo contrário: recebeu o carinho que nunca havia recebido e o incentivo que precisava para mudar.

“Hoje sou uma outra pessoa, não dependo mais de bebidas, de drogas”, relata. “Hoje sou completamente feliz e preenchida de um amor que só encontrei no Senhor Jesus”.

Conheça o testemunho completo de Maristela clicando aqui.

Você também pode fazer parte da FJU. Assista ao vídeo abaixo e saiba mais sobre as atividades realizadas pelo grupo:

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Colaborador

Andre Batista / Foto: Getty Images